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Pispala distingue-se pelos seus lagos, pelas suas saunas. Pelo potencial que a sua paisagem oculta. O terreno, encontra-se localizado entre dois dos maiores lagos da Finlândia, este, é envolvido por uma densa vegetação e por um considerável declive entre os dois limites que o definem. A proposta surge então como uma parte essencial da silhueta de Pispala, dissolvendo-se o principal objectivo do programa para este projecto, é claro. A proposta deve transparecer a génese do lugar, enfatizando as suas qualidades e transportando-as para o projecto, deve transformar-se num ponto de encontro e de referencia para Pispala, deve ser um ícone.

Assim, o edifício proposto, procura tirar partido do potencial de Pispala, focando-se no lugar e nas suas qualidades. A proposta para esta biblioteca surge por entre a vegetação, como uma rocha no meio da floresta. Através de um volume que se desenvolve em altura pretende-se que a paisagem seja o foco central de todos os espaços, iluminando os diferentes espaços por entre as janelas que são rasgadas entre a massa do edifício. O interior define-se como uma consequência do exterior.

No exterior o edifício caracteriza-se pela sua cor clara, contrastando no verão com os verdes carregados das árvores e o azul dos lagos. No inverno, as cores dissolvem-se e a biblioteca funde-se com o branco da paisagem finlandesa expondo o esplendor do silêncio que a sua composição carrega.
Pispala distingue-se pelos seus lagos, pelas suas saunas. Pelo potencial que a sua paisagem oculta. O terreno, encontra-se localizado entre dois dos maiores lagos da Finlândia, este, é envolvido por uma densa vegetação e por um considerável declive entre os dois limites que o definem. A proposta surge então como uma parte essencial da silhueta de Pispala, dissolvendo-se o principal objectivo do programa para este projecto, é claro. A proposta deve transparecer a génese do lugar, enfatizando as suas qualidades e transportando-as para o projecto, deve transformar-se num ponto de encontro e de referencia para Pispala, deve ser um ícone.

Assim, o edifício proposto, procura tirar partido do potencial de Pispala, focando-se no lugar e nas suas qualidades. A proposta para esta biblioteca surge por entre a vegetação, como uma rocha no meio da floresta. Através de um volume que se desenvolve em altura pretende-se que a paisagem seja o foco central de todos os espaços, iluminando os diferentes espaços por entre as janelas que são rasgadas entre a massa do edifício. O interior define-se como uma consequência do exterior.

No exterior o edifício caracteriza-se pela sua cor clara, contrastando no verão com os verdes carregados das árvores e o azul dos lagos. No inverno, as cores dissolvem-se e a biblioteca funde-se com o branco da paisagem finlandesa expondo o esplendor do silêncio que a sua composição carrega.










ÍNDICE PROJETO
VENCEDOR
DA GÉNESE DO LUGAR AO PROJECTO
Universidade do Porto

Uma biblioteca para Pispala
O lugar e a paisagem confundem-se incessantemente. Ambos são parte activa de uma relação de simbiose, um não se pode desmembrar do outro, uma vez que os dois estão associados por imagens e por sentimentos que transportam quem os habita para um contexto singular, em que o lugar faz parte da paisagem e em que a paisagem não seria a mesma sem aquele lugar.
Situada entre dois dos maiores lagos da Finlândia central, a área de Pispala assume-se como um dos mais interessantes lugares da cidade de Tampere pela exclusividade da sua condição, que faz entrever dois lagos distintos, separados topograficamente por uma colina, o que constitui um acontecimento único no panorama da paisagem finlandesa.
Utilizou-se o programa como pretexto para um tema de projecto, definindo-se que a proposta deveria acolher e consequentemente ser concebida numa constante relação entre este e a envolvente. Assumiu-se que a definição comum de biblioteca, que habita os nossos subconscientes, deveria ser transcendida de forma a ser criada uma nova tensão, uma nova intensidade que transformasse o edifício em algo distinto.