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A proposta desenvolvida no Projecto Final foi a “Igreja, Centro Paroquial e Social da Portela”, que se localiza na Urbanização da Portela, e se implanta num terreno baldio pertencente à Quinta da Vitória. Este local foi ocupado dos anos 60 até 2000, por um bairro ilegal, entretanto demolido. A escolha deste terreno para a implantação do projecto deveu-se a ser uma zona de cota mais elevada em relação à Portela, por possuir uma linha de água, que leva a que o espaço seja favorável ao planeamento de espaços verdes, e por poder ser ligado a uma capela e ao Seminário dos Olivais, podendo dizer-se que se desenha assim um “eixo religioso”, que une todos os espaços religiosos da Portela.
A proposta desenvolvida no Projecto Final foi a “Igreja, Centro Paroquial e Social da Portela”, que se localiza na Urbanização da Portela, e se implanta num terreno baldio pertencente à Quinta da Vitória. Este local foi ocupado dos anos 60 até 2000, por um bairro ilegal, entretanto demolido. A escolha deste terreno para a implantação do projecto deveu-se a ser uma zona de cota mais elevada em relação à Portela, por possuir uma linha de água, que leva a que o espaço seja favorável ao planeamento de espaços verdes, e por poder ser ligado a uma capela e ao Seminário dos Olivais, podendo dizer-se que se desenha assim um “eixo religioso”, que une todos os espaços religiosos da Portela.

A implantação do projeto, procurou desde o inicio uma relação com a urbanização da Portela. As linhas orientadoras da implantação partiram do vazio entre edifícios de banda da Portela, como se pode ver no esquema, e da marcante ortogonalidade da urbanização.
A implantação do projeto, procurou desde o inicio uma relação com a urbanização da Portela. As linhas orientadoras da implantação partiram do vazio entre edifícios de banda da Portela, como se pode ver no esquema, e da marcante ortogonalidade da urbanização.

No piso 0 desenvolvem-se as actividades de carácter mais público. A entrada para o complexo é marcada através de pilares lâmina que marcam o prolongamento visual do exterior para o interior e vice-versa. O espaço envolta do pátio é marcado por pilares quadrados, de duplo pé direito, que conferem ritmo, ordem, verticalidade e unidade ao projeto. A entrada para a igreja caracteriza-se por um pé direito mais baixo, relembrando as catacumbas, onde os “túneis” estreitos e baixos terminavam num espaço de celebração, que era o espaço de pé direito mais alto.
No piso 0 desenvolvem-se as actividades de carácter mais público. A entrada para o complexo é marcada através de pilares lâmina que marcam o prolongamento visual do exterior para o interior e vice-versa. O espaço envolta do pátio é marcado por pilares quadrados, de duplo pé direito, que conferem ritmo, ordem, verticalidade e unidade ao projeto. A entrada para a igreja caracteriza-se por um pé direito mais baixo, relembrando as catacumbas, onde os “túneis” estreitos e baixos terminavam num espaço de celebração, que era o espaço de pé direito mais alto.

No piso 1 desenvolvem-se as atividades de carácter mais privadas. O espaço das recepções tem duplo pé direito, marcando a sua importância, e permite a visualização dos utentes e funcionários a passearem-se pelo corredor do piso superior, e vice-versa.
No piso 1 desenvolvem-se as atividades de carácter mais privadas. O espaço das recepções tem duplo pé direito, marcando a sua importância, e permite a visualização dos utentes e funcionários a passearem-se pelo corredor do piso superior, e vice-versa.

Esquiço da galeria, recepção, Via Sacra, Capela Mortuária e salas.
Esquiço da galeria, recepção, Via Sacra, Capela Mortuária e salas.

Maqueta “Igreja, Centro Paroquial e Social da Portela”, escala 1/100.
Maqueta “Igreja, Centro Paroquial e Social da Portela”, escala 1/100.

Zona de entrada no complexo - pilares lâmina que encaminham.
Zona de entrada no complexo - pilares lâmina que encaminham.

O volume da Igreja destaca-se do restante complexo através da sua volumetria. O espaço exterior é um espaço interiorizado, de reunião, convivio e comunidade.
O volume da Igreja destaca-se do restante complexo através da sua volumetria. O espaço exterior é um espaço interiorizado, de reunião, convivio e comunidade.




ÍNDICE PROJETO
 
IGREJA, CENTRO SOCIAL E PAROQUIAL DA PORTELA
ISCTE Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa

O Espaço Religioso no Séc. XXI
Apesar do espaço religioso estar em contínua mutação, seguindo épocas, de acordo com mudanças estilísticas, sociais e religiosas, existem elementos atemporais e matriciais que se mantêm em permanente continuidade na projeção dos espaços católicos e que permanecem no pensamento arquitetónico do terceiro milénio.
A “Igreja, Centro Paroquial e Social da Portela” localiza-se numa área expectante na Urbanização da Portela, o programa a desenvolvido divide-se em três partes principais, a Igreja, o Centro Social e o Centro Paroquial.

A implantação do projeto procurou uma relação com a malha ortogonal da Portela, bem como com o declive natural do terreno. A entrada para o edifício é feita através de um espaço exterior e é marcada com pilares lâmina que acentuam o prolongamento visual para a Portela.

O espaço envolta do pátio é marcado por pilares quadrados, de duplo pé direito, que conferem ritmo, ordem, verticalidade e unidade ao projeto.O projeto é resultado de uma organização formal. O volume da igreja destaca-se devido à sua volumetria altiva que marca a presença da mesma no espaço urbano.

A entrada para a mesma, é feita numa zona de pé direito mais baixo, relembrando as catacumbas. No nártex há a possibilidade de entrada para a igreja e a ligação entre duas cotas. No espaço religioso, perdurou a procura pela simplicidade e unidade, a relação dos fiéis com o altar, a possibilidade de visualização da totalidade do espaço de celebração.A igreja detém 3 espaços - a nave ou zona de celebração, o batistério e uma capela. O batistério é iluminado por um fosso de luz – presença divina, com um espelho de água – purificação. A materialidade pretende honrar o espaço e, bem como a luz.

Um elemento principal no espaço da igreja é a luz zenital sobre a zona do altar que marca a importância do mesmo, simbolizando transcenderia, relação com os céus, presença divina. Procurou-se neste projeto a simplicidade, ordem, e uma linguagem de perenidade.

No espaço da igreja procurou-se responder às exigências litúrgicas, e no restante programa procurou-se dar resposta às necessidades comunitárias e sociais da população.