Archiprix Portugal
Portugues English
ÍNDICE PROJETO
 
MUSEU NA SEGUNDA LINHA DE FRONTEIRA DA JUROMENHA
Universidade Autónoma de Lisboa

Vigilância e Fronteira
No Sudoeste do país, onde a raia alentejana é esboçada pelo Rio Guadiana está a vila de Juromenha. A vila, antes uma zona de tensão, Praça-Forte de um sistema defensivo mais vasto de apoio a Évora e de defesa a Lisboa, dissipa-se hoje como uma silênciosa sentinela do tempo e da paisagem.

Radica-se numa referência, a fortaleza e os seus possíveis planos de alteração e expansão, nomeadamente no projecto da autoria do Major Brandão de Sousa, em Dezembro de 1817. Portugal vivia, tal como a Europa, um período de tensões sociais geradas pela governação inglesa. Na raia alentejana, a condição de nacionalidade de Olivença ainda era uma situação pendente. Como resposta a esta condição e aos parcos meios disponíveis na Praça-Forte de Juromenha; o Major Brandão de Sousa elaborou um projecto para a Linha de Obras Provisórias à maneira de campo de batalha entrincheirado se devia adicionar-se à mesma Praça para aumentar a sua força. Dotaria assim Juromenha de uma maior capacidade de resposta face à situação não resolvida de Olivença. A tectónica deste projecto seria a mesma da arquitectura militar do Sul da Península Ibérica desde a ocupação romana, a taipa militar; material disponível, durável para posteriormente, caso fosse necessário, ser revestida por pedra e como tal, consolidada como linha defensiva abaluartada.

Este trabalho pretende reflectir sobre os diversos aspectos da condição de limite, fronteira e vigilância, procurando enaltecer a paisagem como um lugar de contemplação, instabilidade e mudança. A proposta pretende não só valorizar esta ideia de retrospecção sobre o conceito de paisagem, mas também criar algo pela qual o próprio lugar se identifica.

Palavras chave : Vigilância, Fronteira, Paisagem, Torres