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Planta de Localização
Planta de Localização

Axonometria Programática e Fotografia da Maquete
Axonometria Programática e Fotografia da Maquete

Planta do Piso Térreo
Planta do Piso Térreo

Planta do Piso 1
Planta do Piso 1

Alçado Sul; Alçado Nascente; Corte Longitudinal
Alçado Sul; Alçado Nascente; Corte Longitudinal

Corte Construtivo
Corte Construtivo




ÍNDICE PROJETO
NOMEADO
DA MEMÓRIA À MANUTENÇÃO DA IDENTIDADE DOS LUGARES
Universidade de Lisboa -
Faculdade de Arquitectura

PROPOSTA DE UMA RESSIGNI CAÇÃO MULTIFUNCIONAL NO MARTIM MONIZ EM LISBOA
No pressuposto de que valores culturais e identitários podem conviver com a contemporaneidade inerente à função urbana do largo do Martim Moniz, nasce este projeto, que propõe integrar este largo no desenho da cidade. A resignificação do passado, suporta-se na memória da Cerca Fernandina, a última grande cerca medieval a ser construída em Lisboa. Esta cerca que marca o desenho da cidade esvanece-se neste largo sobejamente desvalorizado, que se pretende reverter neste projeto. Neste projeto a Cerca é materializada pelos corpos arquitetónico desenhados com volumetrias diferenciadas para esboçar o interior e o exterior da Cerca.
A construção terá, no lado interior da Cerca, lado Sul, um caráter mais fixo e tendencialmente imutável, alusivo ao interior fortificado e povoado; no seu lado exterior, lado Norte, caraterizar-se-á apenas pela simplicidade e leveza da construção pouco densa, de descompressão da malha urbana. Este conceito está também associado à cércea do edificado: no interior é intencionalmente mais alta, aproximando-se da altura da muralha; e no exterior é mais baixa, aproveitando o desnível de cotas, na malha urbana, que sobe para o lado Norte, desenvolve-se ao nível térreo e acaba por desaparecer dando origem a uma continuidade da praça. A área da Cerca é representada como um espaço de passagem transversal – ao Largo do Martim Moniz e de ligação entre a colina de Sant’Ana e a colina do Castelo – um percurso turístico urbano. Para garantir funcionalidade contemporânea, reestrutura-se e hierarquiza-se linhas viárias e eixos de acesso, para integrar o Largo no Centro Histórico de Lisboa, que até agora era uma “ilha” isolada. O projeto propõe dois volumes edificados, de domínio essencialmente público. O edificado gera uma imagem de duas praças, a antiga ao nível térreo; e a nova, que se quer alta, ao nível do topo dos dois volumes.