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Cada quarteirão deve relacionar as suas funções com os restantes, sendo cada quarteirão complemento do outro, a leitura do conjunto é importante sem nunca esquecer a relação com a própria cidade. É na escala mais pessoal e humana, que se quer explorar o conceito de "Quarteirão Permeáveis" em Amarante, como parte integrante do dia-a-dia urbano que se perdeu no decorrer dos tempos. Os "quarteirões permeáveis", devem transformar-se em espaços de transição entre o grande espaço público da rua e o espaço privado da habitação.
Cada quarteirão deve relacionar as suas funções com os restantes, sendo cada quarteirão complemento do outro, a leitura do conjunto é importante sem nunca esquecer a relação com a própria cidade. É na escala mais pessoal e humana, que se quer explorar o conceito de "Quarteirão Permeáveis" em Amarante, como parte integrante do dia-a-dia urbano que se perdeu no decorrer dos tempos. Os "quarteirões permeáveis", devem transformar-se em espaços de transição entre o grande espaço público da rua e o espaço privado da habitação.

O conceito de "quarteirões permeáveis" são, a oportunidade de criar, desvendar, libertar e oferecer espaços de transição entre o espaço privado, construído, e o espaço público envolvente, neste sentido, deve ser pensado como espaço de transição entre o domínio público e privado da cidade, com vista a atrair moradores, sendo estes pensados à escala humana, respondendo às necessidades de quem habita o centro histórico, potencializando a cultura amarantina com os seus hábitos e costumes, de modo a reforçar a identidade da cidade visível a quem a visita e proporcionando a esses visitantes participação, sempre num sentido de comunidade e solidariedade.
O conceito de "quarteirões permeáveis" são, a oportunidade de criar, desvendar, libertar e oferecer espaços de transição entre o espaço privado, construído, e o espaço público envolvente, neste sentido, deve ser pensado como espaço de transição entre o domínio público e privado da cidade, com vista a atrair moradores, sendo estes pensados à escala humana, respondendo às necessidades de quem habita o centro histórico, potencializando a cultura amarantina com os seus hábitos e costumes, de modo a reforçar a identidade da cidade visível a quem a visita e proporcionando a esses visitantes participação, sempre num sentido de comunidade e solidariedade.

Observamos os programas existentes na cidade e procuramos perceber quais estão em falta de modo a que o interior do quarteirão possa responder a essas necessidades.
Observamos os programas existentes na cidade e procuramos perceber quais estão em falta de modo a que o interior do quarteirão possa responder a essas necessidades.

O edificado proposto consolida o quarteirão com um volume que cria um percurso de exposições que se prolonga desde a Casa Amarela no Quarteirão adjacente. São criadas permeabilidade e percursos que tornam as deslocações mais lentas, permitindo que o utilizador permaneça mais tempo nos espaços para ver e ter impressões.
O edificado proposto consolida o quarteirão com um volume que cria um percurso de exposições que se prolonga desde a Casa Amarela no Quarteirão adjacente. São criadas permeabilidade e percursos que tornam as deslocações mais lentas, permitindo que o utilizador permaneça mais tempo nos espaços para ver e ter impressões.

Para vencer a topografia acentuada criamos desníveis inspirados nas vinhas, características da cultura e identidade local, é nestes desníveis que serão introduzidas novas funções que irão apoiar e dinamizar a função habitacional.
Para vencer a topografia acentuada criamos desníveis inspirados nas vinhas, características da cultura e identidade local, é nestes desníveis que serão introduzidas novas funções que irão apoiar e dinamizar a função habitacional.

As novas funções a introduzir surgem segundo a hierarquia de privacidade, sendo que o mais público é o café concerto, com espaço de ensaios e possibilidade de se prolongar para o exterior, num segundo grau de hierarquia propomos um espaço comunitário, com espaço polivalente para trabalho, estudo e convívio, onde se localiza também a administração e espaços de reunião. Por último no nível considerado mais privado propomos um espaço de leitura e de refeições, com a possibilidade de se unir as duas funções ao ar livre e tirar assim mais partido do interior do quarteirão.
As novas funções a introduzir surgem segundo a hierarquia de privacidade, sendo que o mais público é o café concerto, com espaço de ensaios e possibilidade de se prolongar para o exterior, num segundo grau de hierarquia propomos um espaço comunitário, com espaço polivalente para trabalho, estudo e convívio, onde se localiza também a administração e espaços de reunião. Por último no nível considerado mais privado propomos um espaço de leitura e de refeições, com a possibilidade de se unir as duas funções ao ar livre e tirar assim mais partido do interior do quarteirão.

Estas funções são organizadas em três volumes que surgem da topografia existente, segundo gradação de privacidade, ou seja, num primeiro momento surge o espaço de refeições na proximidade com o quarteirão vizinho onde propomos pracetas de convívio entre moradores, seguido do espaço de leituras e projeções, que partilham o mesmo jardim. Posteriormente surge o Apoio Social e Administração, numa zona mais central de todo o quarteirão, e por fim o café Concerto mais público, com maior agitação.
Estas funções são organizadas em três volumes que surgem da topografia existente, segundo gradação de privacidade, ou seja, num primeiro momento surge o espaço de refeições na proximidade com o quarteirão vizinho onde propomos pracetas de convívio entre moradores, seguido do espaço de leituras e projeções, que partilham o mesmo jardim. Posteriormente surge o Apoio Social e Administração, numa zona mais central de todo o quarteirão, e por fim o café Concerto mais público, com maior agitação.

Estes volumes estão ligados por um corredor de exposições, que permite aproximar todos os moradores e visitante das obras de arte que fazem parte da cultura da cidade. O corredor de exposições dá continuidade à casa Amarela existente no quarteirão vizinho e ao Museu Amadeu de Sousa Cardoso sito na Alameda Teixeira de Pascoaes.
Estes volumes estão ligados por um corredor de exposições, que permite aproximar todos os moradores e visitante das obras de arte que fazem parte da cultura da cidade. O corredor de exposições dá continuidade à casa Amarela existente no quarteirão vizinho e ao Museu Amadeu de Sousa Cardoso sito na Alameda Teixeira de Pascoaes.




ÍNDICE PROJETO
NOMEADO
SISTEMA DE QUARTEIRÕES PERMEÁVEIS
Universidade Lusíada do Porto

Para a Humanização do Centro Histórico
Sob a temática da humanização dos espaços públicos, desenvolvemos um “sistema de quarteirões permeáveis” como suporte da estratégia para a regeneração do Centro Histórico de Amarante.
Desenvolveu-se uma malha pedonal que conecta a maioria dos quarteirões e introduz novos programas que potenciam novas vivências nos seus interiores: café concerto comunitário, pracetas, zona de desportos radicais, jardim de infância, centro de dia e hortas comunitárias. Estes programas permitem o convívio entre diferentes faixas etárias, gerando novas dinâmicas nos espaços públicos e modernizando a imagem da cidade. Gera-se uma nova identidade, sempre na lógica da proximidade/comunidade na articulação entre os espaços público e os espaços privados.
O quarteirão intervencionado no âmbito de projeto foi o “quarteirão da biblioteca”, onde se consolidou a sua forma com a introdução de um novo edifício (café concerto comunitário, de apoio às bandas locais). Este equipamento será o responsável por atrair moradores e visitantes, promovendo a leitura e sessões de projeção (em articulação com a biblioteca - situada no quarteirão vizinho) e exposições (em articulação com o Museu Amadeu de Sousa Cardoso e com a Casa Amarela). A intervenção devido ao desnível muito acentuado teve como referência as vinhas locais, nomeadamente os seus socalcos. Algo que permitiu tirar partido das coberturas para jardins temáticos e prolongar as novas funções para o exterior.