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Marcado pela guerra e sofrimento do passado, o Vietname assume-se como um país em desenvolvimento, com falta de recursos e uma economia pobre. A localização geográfica de Chau Doc bem como a exposição aos períodos de Monção, levam a uma contínua destruição das habitações, onde, nas zonas de maior ocorrência de inundações, as estruturas encontram-se em elevado estado de degradação e sem condições. Torna-se emergente procurar soluções sustentáveis e economicamente acessíveis que garantam qualidade de vida a todos os habitantes, representadas na presente fotomontagem.
Marcado pela guerra e sofrimento do passado, o Vietname assume-se como um país em desenvolvimento, com falta de recursos e uma economia pobre. A localização geográfica de Chau Doc bem como a exposição aos períodos de Monção, levam a uma contínua destruição das habitações, onde, nas zonas de maior ocorrência de inundações, as estruturas encontram-se em elevado estado de degradação e sem condições. Torna-se emergente procurar soluções sustentáveis e economicamente acessíveis que garantam qualidade de vida a todos os habitantes, representadas na presente fotomontagem.

Chau Doc, cidade fronteira com o Camboja, banhada pelo rio Bassac, em crescente desenvolvimento, proporcionado pelo desenvolvimento das Industrias e pela cultura Ocidental, afastando-se das margens, onde se localizam-se as comunidades dos pescadores que vivem ainda de acordo com as influencias do seu próprio povo. Pobres, sem meios e com poucos conhecimentos, habitam em casas que se apoiam em estacas numa procura por sobreviver à constante subida dos níveis das águas. Sem saneamento, casas de banho e com reduzidos recursos, vivem sem condições e sem o conforto que garantam uma qualidade de vida.
Chau Doc, cidade fronteira com o Camboja, banhada pelo rio Bassac, em crescente desenvolvimento, proporcionado pelo desenvolvimento das Industrias e pela cultura Ocidental, afastando-se das margens, onde se localizam-se as comunidades dos pescadores que vivem ainda de acordo com as influencias do seu próprio povo. Pobres, sem meios e com poucos conhecimentos, habitam em casas que se apoiam em estacas numa procura por sobreviver à constante subida dos níveis das águas. Sem saneamento, casas de banho e com reduzidos recursos, vivem sem condições e sem o conforto que garantam uma qualidade de vida.

A falta de conhecimentos e meios, traduz a Arquitectura rudimentar Vietnamita localizada na margem do Rio Bassac, Chau Doc. Inadequada e com elevados níveis de degradação, onde o projecto responde às necessidades do local bem como dos habitantes, conferindo uma maior qualidade de vida. Objectivo possível através de uma análise do alcance do nível das águas, áreas com maior urgência de intervenção, soluções sustentáveis adequadas e características do clima subtropical, conferindo uma correcta adaptação do módulo habitacional.
A falta de conhecimentos e meios, traduz a Arquitectura rudimentar Vietnamita localizada na margem do Rio Bassac, Chau Doc. Inadequada e com elevados níveis de degradação, onde o projecto responde às necessidades do local bem como dos habitantes, conferindo uma maior qualidade de vida. Objectivo possível através de uma análise do alcance do nível das águas, áreas com maior urgência de intervenção, soluções sustentáveis adequadas e características do clima subtropical, conferindo uma correcta adaptação do módulo habitacional.

Representação da planta tipo dos patamares. O módulo habitacional representa a simbiose dos 3 povos do Vietname, procura atingir a união entre a mente, corpo e espirito, criando um relacionamento com o mundo exterior. Apoiando-se nos conhecimentos tradicionais, herança cultural, como também na religião e fé que caracteriza a civilização Vietnamita. A organização da planta desenvolve-se em torno de um núcleo, elemento principal do espaço construído, representado pelas escadas, que servem como elemento de união entre os diversos patamares, e que o percurso desde o acesso do barco à habitação. A construção assenta nos princípios de uma arquitetura tradicional Vietnamita de inspiração japonesa, caracterizado pela versatilidade e flexibilidade dos espaços.
Representação da planta tipo dos patamares. O módulo habitacional representa a simbiose dos 3 povos do Vietname, procura atingir a união entre a mente, corpo e espirito, criando um relacionamento com o mundo exterior. Apoiando-se nos conhecimentos tradicionais, herança cultural, como também na religião e fé que caracteriza a civilização Vietnamita. A organização da planta desenvolve-se em torno de um núcleo, elemento principal do espaço construído, representado pelas escadas, que servem como elemento de união entre os diversos patamares, e que o percurso desde o acesso do barco à habitação. A construção assenta nos princípios de uma arquitetura tradicional Vietnamita de inspiração japonesa, caracterizado pela versatilidade e flexibilidade dos espaços.

Representação da planta Piso 0. Bambu, material abundante da zona envolvente surge como o material chave de toda a proposta, garantindo resistência térmica, flexibilidade e uma correta adaptação à forma de construir baseada nos princípios da cultura Vietnamita, assumindo como uma solução sustentável adequada ao tipo de clima subtropical, reduzindo a pegada ecológica e diminuindo os custos.
Representação da planta Piso 0. Bambu, material abundante da zona envolvente surge como o material chave de toda a proposta, garantindo resistência térmica, flexibilidade e uma correta adaptação à forma de construir baseada nos princípios da cultura Vietnamita, assumindo como uma solução sustentável adequada ao tipo de clima subtropical, reduzindo a pegada ecológica e diminuindo os custos.

Representação planta piso 1
Representação planta piso 1

Pormenor construtivo
Pormenor construtivo

A simplicidade e organização da forma, assumem-se como os elementos chave de toda a proposta, baseando-se nas técnicas construtivas e conhecimentos das gerações passadas, materiais disponíveis localmente e de fácil acesso garantindo a possibilidade dos habitantes construírem as habitações, tipicamente tradicional nas comunidades Vietnamita, onde se cria um elo entre o habitante e a infraestrutura, um desafio alcançado e um objetivo cumprido, garantir o abrigo para a família.
A simplicidade e organização da forma, assumem-se como os elementos chave de toda a proposta, baseando-se nas técnicas construtivas e conhecimentos das gerações passadas, materiais disponíveis localmente e de fácil acesso garantindo a possibilidade dos habitantes construírem as habitações, tipicamente tradicional nas comunidades Vietnamita, onde se cria um elo entre o habitante e a infraestrutura, um desafio alcançado e um objetivo cumprido, garantir o abrigo para a família.




ÍNDICE PROJETO
 
O LADO IMPULSIVO, INCOERENTE E EMOTIVO DA ARQUITETURA
Universidade da Beira Interior

Intervenção numa frente de água Chau Doc, Vietname
Propõe-se um modelo habitacional desenhado segundo os pontos de vista económico e sustentável, de construção simples e maioritariamente utilizando recursos naturais do local, onde a habitação funciona eficazmente, com cariz autossuficiente, solucionando as principais problemáticas ambientais e melhorando as condições de vida dos habitantes.
As comunidades localizadas na margem do rio Mekong, Vietname, encontram-se expostas a períodos de fortes monções e às subidas sazonais do nível das águas do rio. Como solução, as casas encontram-se assentes em estacas, com algumas variações de altura, construídas com materiais (chapas onduladas, tijolos e desperdícios industriais) condicionadas pelo nível económico dos habitantes, o que conduz a uma arquitetura rudimentar e inadequada para o tipo de clima subtropical. O projeto pretende desenvolver um módulo habitável desenhado segundo um ponto de vista económico e sustentável, combinando os conhecimentos das gerações passadas com as exigências do futuro. Chau Doc foi escolhido como local de intervenção para o projeto, localizado na bifurcação do rio Bassac e Mekong, onde existe uma elevada ocorrência de inundações. A proposta foi desenhada com diferentes níveis sociais de intervenção, inspirada pelos valores de família e sentido de comunidade, resultando num modelo flexível adequado às necessidades dos habitantes assim como elevar o sentido de comunidade. O material principal de toda a construção é o Bambu, típico das paisagens Vietnamitas, um material fácil de trabalhar, acessível a todos os habitantes, o que torna a casa sustentável com custos baixos e de fácil manutenção, podendo ser construída pelo próprio habitante. Outra componente sustentável é o aproveitamento das águas pluviais para uso doméstico, assim como, a proposta de solução para os esgotos, onde se pretende projetar um sistema de depósito de águas residuais flutuante, localizado entre as estacas, que acompanha a subida e descida do nível das águas, de fácil acesso. O principal objetivo de toda a proposta procura garantir uma arquitetura que responda às necessidades de um modo de vida sustentável, através de uma construção simples, combinando as necessidades dos habitantes com os materiais disponíveis na zona envolvente, assente nos princípios e tradições das gerações passadas.