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Identificação do local de intervenção.
Identificação do local de intervenção.

Planta Piso 0
Planta Piso 0

Planta Piso 1
Planta Piso 1

Maquete de implantação. Escala 1.100
Maquete de implantação. Escala 1.100

Maquete. Corte Transversal. Escala 1.50
Maquete. Corte Transversal. Escala 1.50

Alçados e Cortes Longitudinais
Alçados e Cortes Longitudinais

Cortes Transversais
Cortes Transversais

Corte Construtivo
Corte Construtivo




PROJECTINDEX
WINNER
REVITALIZAR A CIDADE OCULTA
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa
ARCHITECTURE

Projecto para quatro casas no interior de um quarteirão nas Amoreiras
O projecto explora a valorização do historicismo, da habitação de escala reduzida, do espaço comunitário e das pequenas “aldeias” dentro da cidade. Propõe-se a reutilização desses espaços esquecidos, desenhados pelos anéis de fachada que as vias principais criam. Lugares que podem trazer uma nova qualidade de vida à cidade, espaços com vivências e características únicas. O principal objetivo é virar a grande metrópole do avesso e mostrar as suas costuras.
O projecto para quatro casas propõe a reutilização e valorização dos espaços esquecidos existentes no interior de quarteirões abandonados sem qualquer relação com o exterior. O quarteirão localiza-se nas Amoreiras em Lisboa e tem acesso através de um pequeno arruamento definido pelo espaço vazio entre dois edifícios existentes com frente para a rua pública.
Nos edifícios existentes foram feitas intervenções cirúrgicas de modo a reabilitar os espaços, mantendo a configuração espacial original, mas adaptando-os às novas exigências habitacionais. Devido ao facto de se tratar de uma construção do estilo pombalino, optou-se por valorizar a história do edifício, preservando a presença dos elementos arquitetónicos típicos destas construções.
Nas traseiras destes dois edifícios é construído um novo volume, que resgata o desenho original do pátio operário que existiu ali anteriormente. Neste sentido foram projetados dois blocos de construção leve, com dois fogos cada, que surgem ligados entre si por uma cobertura contínua, desenhando um volume único revestido por uma pele metálica ondulada preta, de modo a passar despercebido através da via publica.
As habitações do novo volume foram projetadas para uma pessoa, sendo predominante os espaços abertos e a quase ausência de compartimentos. De modo a maximizar e organizar o espaço, é introduzido um único volume localizado no centro da habitação onde todos os serviços acomodam-se à sua volta, dividindo o espaço em diferentes usos.
A proposta interpreta um modo de habitar de uma sociedade idealizada no futuro, com uma tendência para ser constituída por pessoas cada vez mais velhas e monoresidenciais. Viver em comunidade tornou-se o conceito principal deste projecto, onde o espaço coletivo é um espaço central de encontro e partilha, e encontra-se estrategicamente distribuídos ao nível do rés do chão dos dois edifícios pré existentes. O espaço é apropriado de modo a receber as novas funções.