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Vista da Lx Factory para o Novo Nó de Alcântara
Vista da Lx Factory para o Novo Nó de Alcântara

Vista do Parque para a Biblioteca Central de Lisboa e Diagramas Programáticos
Vista do Parque para a Biblioteca Central de Lisboa e Diagramas Programáticos

Axonometria a Corte Longitudinal A-A’
Axonometria a Corte Longitudinal A-A’

Diagramas e Corte Longitudinal B-B’
Diagramas e Corte Longitudinal B-B’

Alçacodo Este, Corte C-C’ e vistas Interiores
Alçacodo Este, Corte C-C’ e vistas Interiores

Detalhes e vistas Interior
Detalhes e vistas Interior

Entrada de Acesso ao Auditório Principal e à Estação Intermodal
Entrada de Acesso ao Auditório Principal e à Estação Intermodal

Entrada do Arquivo Municipal de Lisboa
Entrada do Arquivo Municipal de Lisboa




ÍNDICE PROJETO
VENCEDOR
(RE) PENSAR O Nó DE ALCâNTARA ATRAVéS DE UM EDIFíCIO HíBRIDO
Universidade Técnica de Lisboa, UTL

Biblioteca Central e Arquivo Municipal de Lisboa
O presente Projecto Final de Mestrado Integrado em Arquitectura consiste num trabalho de investigação que explora a potencialidade de um edifício híbrido contribuir para a revitalização do Nó de Alcântara, em Lisboa. As suas premissas contemplam a reconversão prevista no Plano Urbano de Manuel Fernandes de Sá – Alcântara XXI e no plano urbano realizado no âmbito da disciplina de Laboratório de Projecto VI, desenvolvendo-se em torno da relação entre o “ (re) pensar do território” e o significado de “edifício híbrido”.
Desta forma, este modelo de edifício é visto como elemento qualificador do espaço público neste ponto infra-estrutural da cidade. Alcântara assume-se como uma zona da cidade de Lisboa com necessidades urgentes de intervenção, devido às barreiras causadas pelas infra-estruturas de transportes, sendo prioritária a sua integração no tecido urbano. A descentralização industrial potenciada por novos processos produtivos, pela melhoria das ligações viárias e pelo aumento da renda fundiária deu lugar a espaços expectantes, que se traduzem em novas oportunidades para a regeneração urbana. Dada a intensidade de fluxos e o seu carácter intermodal, Alcântara é um dos maiores e mais dinâmicos interfaces de Lisboa, assumindo-se como uma “porta de entrada” da cidade. O objectivo deste Projecto de Mestrado Integrado em Arquitectura é propor uma estrutura para revitalizar Alcântara, cujos conceitos e metodologias de projecto sejam passíveis de serem aplicados noutros territórios equivalentes. Assim, propõe-se um edifício híbrido como forma de revitalizar esta zona, combinando-se a Biblioteca Central de Lisboa e o respectivo Arquivo Municipal, actualmente tripartido. Neste contexto, o trabalho desenvolve-se como uma investigação e reflexão crítica sobre o tema com o objectivo de readaptar definições e conceitos: entende-se que os conteúdos a explorar vão para além dos pressupostos impostos pela sociedade actual, propondo métodos actuais que permitam transformações futuras do edifício. Assim, a pertinência científica e académica da proposta prende-se com o potencial dos edifícios híbridos na regeneração de fragmentos obsoletos da cidade. Deste modo, a proposta pretende responder à questão: É POSSÍVEL REGENERAR UM TERRITÓRIO ATRAVÉS DE UM EDIFÍCIO HÍBRIDO? Ao nível das infra-estruturas viárias dentro da metapolização e dos mediadores globais e locais, propõe-se uma “plataforma interdisciplinar” no Nó de Alcântara como forma de difundir os fluxos pela cidade, assumindo-se assim como um ponto de chegada e partida. Na materialização desta “plataforma” constrói-se uma praça central definida por uma massa edificada, onde a “componente híbrida” engloba os programas e seus mediadores: Estação Intermodal de Alcântara, Habitação Colectiva, Hotel de Negócios, Interface de Trabalho e a parte de arquitectura desenvolvida o Arquivo Municipal e Biblioteca Central de Lisboa. O projecto de arquitectura para a Biblioteca Central e Arquivo Municipal de Lisboa vem, por um lado, colmatar fragilidades ao nível dos arquivos e documentos físicos e por outro, integrar documentos de suporte virtual. Este aspecto permite enquadrar esta Biblioteca Central na Rede Nacional de Bibliotecas Públicas como centro administrativo, gerindo o “Programa de Apoio às Bibliotecas Públicas”. O edifício em si organiza-se segundo plataformas temáticas, de dimensões variáveis, de acordo com o conteúdo programático que integram. O carácter público desde edifício traduz-se num movimento vertical ao longo da sua torre, onde os percursos estabelecem a ponte entre espaço público exterior e programa interior. Ao longo deste percurso vertical, praças e diferentes pontos de referência assumem-se como “mediadores” entre espaços de estadia, como os depósitos de Informação e as áreas de leitura. Concluindo, as bibliotecas do futuro poderão ter cada vez mais uma função híbrida – as bibliotecas assumem cada vez mais um carácter híbrido, enquanto espaço público de divulgação da informação. “ (…) a biblioteca do futuro será cada vez mais um corpo misto. (…) uma espécie de «futuroscópio», como lhe chamou George Steiner. Com a digitalização das espécies