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ÍNDICE PROJETO
MENÇÃO HONROSA
SINES: METAMORFOSE DE UMA CIDADE PORTUÁRIA
Universidade Autónoma de Lisboa

RELAÇÕES ENTRE O PORTO E CIDADE
Num contexto protagonizado por grandes infra-estruturas logísticas e a relação marítima
com a cidade de Sines, o exercício pretende gerar novos espaços que acentuam e
estabelecem uma nova forma de habitar este sistema híbrido entre a Indústria e a Cidade.
O projeto desenvolvido na dissertação integra parte das preexistências e comporta, no
essencial, três novas intervenções com o objetivo, de resolver transições entre espaços
antagónicos e torná-los complementares entre si.
A proposta vem redesenhar uma nova linha de costa e estabelecer diversas ligações de
cota com este eixo de transição reestruturando a forma como este espaço é vivido. Este
novo espaço tem como fundamento, a conjugação da cidade urbana industrial, com o
natural. Aliada ao passeio marítimo, a área verde criada ao longo do mesmo,
complementa a proposta com o intuito de manter a ligação aos antigos pinhais e campos
que outrora uniam a costa vicentina. A cortina verde criada servirá não só de proteção,
mas também irá definir novos espaços de domínio público, como jardins, espaços de lazer,
convívio e entretenimento. Este percurso sensitivo tem início no acesso a nordeste da
marginal, percorrendo todo o limite costeiro da cidade, em direção ao novo porto
marítimo de Sines.

O novo porto de Sines, surge com o propósito de conjugar todos os serviços adjacentes do
programa num único espaço. Para retirar maior partido do espaço envolvente, e manter a
liberdade de comunicação entre os diversos espaços, o edifício encontra-se suspenso na
extremidade da encosta, apoiado por cinco pontes que servem como acessos a todos os
pontos fulcrais do projeto. Ao manter o edifício suspenso, proporciona-se
automaticamente um espaço de uso público. Um espaço vasado com medidas generosas
que permitem amplas aberturas para uma melhor circulação de pessoas e embarcações
e parte das operações anexadas ao porto. O enquadramento com a cidade permite uma
maior comunhão entre a cidade, o porto e a pedreira. Uma nova visão longitudinal do limite
costeiro, em vez de uma sequência fragmentada de espaços urbanos.