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ÍNDICE PROJETO
NOMEADO
A CASA DE N. S. DA AURORA, PONTE DE LIMA
Universidade do Minho

Estória da sua arquitectura
A Casa de Nossa Senhora da Aurora, em Ponte de Lima, foi fundada no século XVIII pela mão dos Sá Coutinho Rebelo Sotto Maior. Apesar do edifício ter nessa altura ganho destaque e valor patrimonial, pelo facto de passar a estar associado a uma família de relevo no panorama social nacional, a sua história começou bastante antes. Entre o final do século XVI e meados do século XVII terá tido lugar a construção primitiva, que funcionaria como habitação secundária para as freiras do Convento de Val de Pereiras que, por ser distante de Ponte de Lima, não permitia que a viagem de ida e volta fosse feita no mesmo dia, obrigando-as por isso a pernoitar no Paço construído na Vila. Tais vivências e alterações não se encontram documentadas, nem sequer referidas, já que a Casa de Nossa Senhora da Aurora nunca havia sido alvo de estudo. Os processos de análise e interpretação realizados na dissertação visam colmatar essa lacuna, pondo a descoberto a história construtiva do objecto de estudo.

O processo condutor do trabalho enquadrou cada uma das fases construtivas num período histórico-artístico, reconstituindo-as posteriormente, segundo a morfologia que as caracterizou em cada período. O constante cruzamento dos dados recolhidos culminou no traçar de uma linha cronológica que enquadra o edifício, desde a sua fundação, até ao presente. Do estudo dos momentos construtivos do conjunto, resultaram ainda as análises métricas, quer em planimetria, quer em secção, que constituem um elemento essencial para a discussão da autoria do projecto de ampliação do século XVIII.

Numa parte final, a reinterpretação das teorias que têm atribuído a autoria do desenho da Casa de Nossa Senhora da Aurora ao arquitecto vianense Manuel Pinto de Vilalobos pretende contribuir para o valor patrimonial do objecto, assim como ser uma ferramenta de investigação que permita continuar o estudo sobre as obras deste e de outros arquitectos da época, cuja obra não se encontre bem documentada.