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Lugar: Olhão, Algarve, Portugal.
Lugar: Olhão, Algarve, Portugal.

Objecto: Arquitectura Tradicional da cidade de Olhão – Casa Cubista.
Objecto: Arquitectura Tradicional da cidade de Olhão – Casa Cubista.

Conceito: Houve a intenção de o transeunte que deambula pelo centro histórico tivesse a percepção clara das diferentes fases da história pelas quais os edifícios passaram, pois, edifícios e elementos de épocas distintas enriquecem a atmosfera.
Conceito: Houve a intenção de o transeunte que deambula pelo centro histórico tivesse a percepção clara das diferentes fases da história pelas quais os edifícios passaram, pois, edifícios e elementos de épocas distintas enriquecem a atmosfera.

Projecto: As identidades não se adquirem a partir de coisas isoladas, mas sim da cultura contínua e da vida colectiva na urbe, e que a tradição não significa algo estático, onde só é possível a conservação. Esta pode, e deve, servir como suporte de projecto, reinventando-a e recriando-a.
Projecto: As identidades não se adquirem a partir de coisas isoladas, mas sim da cultura contínua e da vida colectiva na urbe, e que a tradição não significa algo estático, onde só é possível a conservação. Esta pode, e deve, servir como suporte de projecto, reinventando-a e recriando-a.

Projecto: A proposta teve como premissas: o equilíbrio; a pré-existência com a adição de novos volumes; a simbiose entre a horizontalidade do quarteirão em contraste com a verticalidade dos mirantes; o vazio dos pátios e da açoteia em contraste com o cheio; e a massa pesada dos paralelepípedos do piso térreo e do mirante em contraste com a “levitação” dos volumes interiores.
Projecto: A proposta teve como premissas: o equilíbrio; a pré-existência com a adição de novos volumes; a simbiose entre a horizontalidade do quarteirão em contraste com a verticalidade dos mirantes; o vazio dos pátios e da açoteia em contraste com o cheio; e a massa pesada dos paralelepípedos do piso térreo e do mirante em contraste com a “levitação” dos volumes interiores.

“Se um projecto se nutre somente do existente e da tradição, se repete apenas o que o lugar lhe oferece, falta-me o debate com o mundo, falta-me a irradiação do contemporâneo. Se uma peça de arquitectura apenas conta o mundano e o visionário, sem fazer oscilar com ele o seu lugar concreto, sinto a falta da ancoragem sensorial da obra no seu lugar, do peso especifico do local.”
“Se um projecto se nutre somente do existente e da tradição, se repete apenas o que o lugar lhe oferece, falta-me o debate com o mundo, falta-me a irradiação do contemporâneo. Se uma peça de arquitectura apenas conta o mundano e o visionário, sem fazer oscilar com ele o seu lugar concreto, sinto a falta da ancoragem sensorial da obra no seu lugar, do peso especifico do local.”




ÍNDICE PROJETO
MENÇÃO HONROSA
CASA CUBISTA E A SUA METAMORFOSE
Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes

Num período em que a globalização e a normalização tendem a transformar os espaços o mais descaracterizado e generalizado possível, urge a necessidade de voltar a dotar as identidades espaciais de maior sintonia com o lugar do que com a moda/estilo.
A investigação e análise sobre a cidade de Olhão conduziu-nos ao caminho da reinterpretação da Casa Cubista - arquitectura vernacular - e da reutilização dos elementos mais pertinentes no contexto actual, através de uma linguagem contemporânea, mas com uma grande presença histórica. Não está em causa a continuidade ou a ruptura, mas sim o apelo à sustentabilidade e à valorização do locus. Consideramos que as identidades não se adquirem a partir de coisas isoladas, mas sim da cultura contínua e da vida colectiva na urbe, e que a tradição não significa algo estático, onde só é possível a conservação. Consideramos que esta pode e deve servir como suporte de projecto, reinventando-a e recriando-a.
Houve a intenção de o transeunte que deambula pelo centro histórico tivesse a percepção clara das diferentes fases da história pelas quais os edifícios passaram, pois, edifícios e elementos de épocas distintas enriquecem a atmosfera. A proporção e o ritmo dos vãos existentes não são adulterados nem eliminados. Os alçados foram projectados com a premissa de continuidade e de permanência, sendo a maioria dos vãos utilizados como delimitadores da volumetria superior, reutilizados com a função de vão e marcação histórica através de uma pequena reentrância. Esta diferenciação de massa no alçado indica e identifica o que se ausenta – neste contexto específico – os vãos anteriores.
A proposta teve como premissas: o equilíbrio; a pré-existência como a adição de novos volumes; a simbiose entre a horizontalidade do quarteirão em contraste com a verticalidade dos mirantes; o vazio dos pátios e da açoteia em contraste com o cheio; e a massa pesada dos paralelepípedos do piso térreo e do mirante em contraste com a “levitação” dos volumes interiores.