Archiprix Portugal
Portugues English

Localização, enquadramento histórico e conceito da intervenção.
Localização, enquadramento histórico e conceito da intervenção.

Plantas do piso 0 - Piso de entrada da escola; Planta do piso 1; Corte transversal.
Plantas do piso 0 - Piso de entrada da escola; Planta do piso 1; Corte transversal.

Planta do piso 2; Alçado e corte Longitudinal.
Planta do piso 2; Alçado e corte Longitudinal.

Planta do piso 3 - Piso de entrada no auditório e centro cultural; Cortes transversais.
Planta do piso 3 - Piso de entrada no auditório e centro cultural; Cortes transversais.

Planta do piso 4; Corte pelo auditório; Corte construtivo.
Planta do piso 4; Corte pelo auditório; Corte construtivo.

Representações tridimensionais.
Representações tridimensionais.




ÍNDICE PROJETO
NOMEADO
A CERCA FERNANDINA E A ‘NOVA CIDADE’ DE LISBOA
Universidade de Lisboa -
Faculdade de Arquitectura

REVITALIZAÇÃO DO CONVENTO DA ENCARNAÇÃO COM A CRIAÇÃO DE UM PÓLO CULTURAL
Na colina de Sant’Ana, o Convento da Encarnação - alvo da reabilitação - encontrava-se nos limites da cidade murada pela Cerca Fernandina de Lisboa, da qual chega a apropriar-se tornando-se, por isso, a peça nuclear para a análise deste trabalho. Deste elemento surge a organização conceptual e formal da intervenção. Enfatiza-se a ideia de dentro/fora levando os espaços de cariz mais privado para o ‘interior’ onde há maior densidade de construcção contrastando com o espaço ‘extramuros’, onde o vidro deixa espaço à permeabilidade das vistas e se dá lugar aos espaços de cariz mais publico.
O programa tripartido - escola de música, auditório e centro cultural - procura revitalizar a Colina e aumentar a oferta cultural da capital, mantendo a autossuficiência dentro da sua temática que remete ao funcionamento original do convento, que, a pedido da infanta D. Maria, encerrava em si todas as necessidades básicas à vida das freiras.
Os conventos escolhiam lugares altos onde de qualquer parte seriam facilmente vistos e mais importante, permitiam o controlo, assumindo-se como um posto de moral sobre a cidade. Reinterpretando, a proposta assume-se como um ‘farol de cultura’ que advém desta postura assumida pelos conventos.
As ‘torres’, que se encontram ao longo do projecto, resignificam a cerca e o convento, sendo materializadas sempre de forma contemporânea assumindo a intervenção. Os momentos de contacto entre o novo e o velho são marcados pelo uso de três materiais preponderantes, o reboco branco (em contraste com o rosa do convento), a chapa de bronze e o vidro.
Reinterpretando os sistemas de controlo visual dos conventos femininos, a permeabilidade de vistas assume apenas um sentido, dentro para fora, através de um sistema de filtros de ripas metálicas.
Considera-se uma intervenção relevante para a cidade, num edifício que apesar de adormecido é incontornável, para que a memória do património permaneça viva e actualizada.