Archiprix Portugal
Portugues English

“Heaps and holes are the first human manifestations in the landscape.”JELLICOE G. (1991) The landscape of man. Thames and Hudson
Unor 5, Vila Viçosa, 2016, desenho da autora
“Heaps and holes are the first human manifestations in the landscape.”JELLICOE G. (1991) The landscape of man. Thames and Hudson
Unor 5, Vila Viçosa, 2016, desenho da autora

Mapa frente: planta da intervenção - taxonomia / mapa traz: atlas- historia Os itinerários apresentam quatro unidades operativas complementares nomeadamente : UA ; UB; UC e UD. Todos os elementos da proposta são endógenos e cada unidade lança a seguinte. A proposta arranja, transforma, reutiliza os elementos e os dispositivos disponiveis para revelar ou reparar o sistema da paisagem. Para tornar o espaço entrópico num lugar. Cada itinerário apresenta uma intervenção de escultura: a sinalética chamada Ux-P; uma intervenção paisagistica: os caminhos chamada Ux-L e uma intervenção de arquitetura: os edifcios chamada Ux-E.
Mapa frente: planta da intervenção - taxonomia / mapa traz: atlas- historia Os itinerários apresentam quatro unidades operativas complementares nomeadamente : UA ; UB; UC e UD. Todos os elementos da proposta são endógenos e cada unidade lança a seguinte. A proposta arranja, transforma, reutiliza os elementos e os dispositivos disponiveis para revelar ou reparar o sistema da paisagem. Para tornar o espaço entrópico num lugar. Cada itinerário apresenta uma intervenção de escultura: a sinalética chamada Ux-P; uma intervenção paisagistica: os caminhos chamada Ux-L e uma intervenção de arquitetura: os edifcios chamada Ux-E.

UC-p Como num jardim botânico, cada pedreira tem a sua etiqueta, feita de dois blocos. Um promontório e a sua escada. Uma placa de cobre mostra a negativo o nome, a forma e a profundidade da pedreira. Com o tempo, o desenho na etiqueta pode mudar com a própria forma da pedreira. Os promontórios são orientados pelo norte. Assim relocaliza a pedreira no território.
UC-p Como num jardim botânico, cada pedreira tem a sua etiqueta, feita de dois blocos. Um promontório e a sua escada. Uma placa de cobre mostra a negativo o nome, a forma e a profundidade da pedreira. Com o tempo, o desenho na etiqueta pode mudar com a própria forma da pedreira. Os promontórios são orientados pelo norte. Assim relocaliza a pedreira no território.

UB-l corte constructivo, estradas industriais e canais
UB-l corte constructivo, estradas industriais e canais

Colage; Oficina de escultura no convento de Santo Antonio em Estremoz
Colage; Oficina de escultura no convento de Santo Antonio em Estremoz

Pedreiras UNOR 3-4-5, realizada em 2017 na FBAUP mármore de escombreira, Lagoa. A pedra da maquete vem da escombreira da pedreira da “catedral” : primeira pedreira subterranêa da zona. Assim a maquete mais do que uma ferramenta de projeto serve de registo de um tipo de industria, de um tipo de paisagem.
Pedreiras UNOR 3-4-5, realizada em 2017 na FBAUP mármore de escombreira, Lagoa. A pedra da maquete vem da escombreira da pedreira da “catedral” : primeira pedreira subterranêa da zona. Assim a maquete mais do que uma ferramenta de projeto serve de registo de um tipo de industria, de um tipo de paisagem.




ÍNDICE PROJETO
MENÇÃO HONROSA
ITINERÁRIO DE UM NÃO LUGAR
Universidade do Porto

No Alto Alentejo, escavamos mármore desde o tempo dos romanos. A paisagem do anticlinal é talhada. Nestas esculturas ingénuas, escavadas, escondidas, a história escreve-se e apaga-se, o homem amontoa os seus desejos e talha os seus vestígios.
O território forma o negativo do conjunto dos movimentos presentes e passados, cíclicos e caóticos, sejam geológicos, meteorológicos humanos ou vegetais. O itinerário de um não lugar revela a alquimia do tempo e do espaço na matéria.
Os percursos nómadas, industriais e contemplativos tornam o não lugar num hortus conclusus aberto onde derivamos.
A proposta apresenta uma metodologia de projeto de arquitetura no território. Da extração à construção até à ruína.

A proposta observa, orienta, comunica, revitaliza e preserva os recursos e as potencialidades do anticlinal.
Do levantamento, à sinalética, aos caminhos até à cartografia ajudamos o visitante na descoberta das pedreiras e da sua paisagem.

in visu, in situ, in vivo

As infraestruturas, as grandes indústrias; os sítios de produção de energia, estão geralmente fechados ao público, muitas vezes distante dos centros das cidades e de difícil acesso. Google Maps permite-nos sobrevoar estes equipamentos; reconhecendo os seus limites, e desenho na paisagem. Contudo, fica a faltar a experiência do corpo para perceber a escala destes lugares.
Nos precisamos destas infraestruturas, temos que aceitá-las, conhecê-las para uma utilização mais consciente. Da extração à utilização, a matéria e a energia deixam marcas que não devemos tentar esconder, pelo contrário, expõe-las e contemplá-las. A atividade humana não esta separada da natureza, mas faz parte dela. Esta destruição é uma transformação que temos de equilibrar.
Talvez devêssemos observar os sistemas que criamos e tentar integrá-los nos sistemas envolventes, numa simbiose que pode criar paisagens culturais em vez de paisagens industriais.