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O percurso do eléctrico 28 constituiu ponto de partida para a reflexão do seu território de influência. A articulação que este caminho opera com o construído, rico de referências urbanas e arquitectónicas e, consequentemente, com a sua topografia é inegável. Transporta ainda a carga simbólica de modernidade e progresso que significou, adquirindo novos sentidos aliados à imagem urbana de Lisboa. Assim o universo de estudo desenvolve-se compreendendo, inicialmente, a sucessão espacial entre o Camões e a Graça, juntamente com as permeabilidades visuais que daí resultam.
O percurso do eléctrico 28 constituiu ponto de partida para a reflexão do seu território de influência. A articulação que este caminho opera com o construído, rico de referências urbanas e arquitectónicas e, consequentemente, com a sua topografia é inegável. Transporta ainda a carga simbólica de modernidade e progresso que significou, adquirindo novos sentidos aliados à imagem urbana de Lisboa. Assim o universo de estudo desenvolve-se compreendendo, inicialmente, a sucessão espacial entre o Camões e a Graça, juntamente com as permeabilidades visuais que daí resultam.

Como se de ramificação do caminho do 28 se tratasse, acaba assim por surgir o ‘Percurso da Rua da Saudade’, em que um conjunto de intervenções, das quais se destacam o Centro Arqueológico e o Café das Ruínas, procuram responder a todo este contexto patrimonial expectante, concorrendo para reflexão alargada neste âmbito.
Como se de ramificação do caminho do 28 se tratasse, acaba assim por surgir o ‘Percurso da Rua da Saudade’, em que um conjunto de intervenções, das quais se destacam o Centro Arqueológico e o Café das Ruínas, procuram responder a todo este contexto patrimonial expectante, concorrendo para reflexão alargada neste âmbito.

Para o Café das Ruínas projectou-se cobertura percorrível que fornece abrigo aos testemunhos do Teatro Romano, e evidencia algumas características dos seus limites e proporção, tendo por base a medida do que se pensa ser a sua altura. O volume encostado ao muro dos Lóios possibilita acesso ao café e à cobertura percorrível, assim como sugere os anéis das bancadas do teatro, tomando como referência os seus alicerces descobertos ali ao lado.
Para o Café das Ruínas projectou-se cobertura percorrível que fornece abrigo aos testemunhos do Teatro Romano, e evidencia algumas características dos seus limites e proporção, tendo por base a medida do que se pensa ser a sua altura. O volume encostado ao muro dos Lóios possibilita acesso ao café e à cobertura percorrível, assim como sugere os anéis das bancadas do teatro, tomando como referência os seus alicerces descobertos ali ao lado.

Para o Centro de Arqueologia projectou-se “embasamento” em lioz, “escavado” pontualmente tendo em vista revelar dois pátios e escadaria pública (elemento de passagem e permanência). Surge ainda outro volume, em betão aparente vermelho, que se assemelha a mais um telhado pertencente à colina do Castelo. Tal aspecto, porventura dicotómico, tanto de integração, através da cor e da morfologia do seu topo, como de conflito através da rudeza da textura do material, acaba por representar o seu papel mediador.
Para o Centro de Arqueologia projectou-se “embasamento” em lioz, “escavado” pontualmente tendo em vista revelar dois pátios e escadaria pública (elemento de passagem e permanência). Surge ainda outro volume, em betão aparente vermelho, que se assemelha a mais um telhado pertencente à colina do Castelo. Tal aspecto, porventura dicotómico, tanto de integração, através da cor e da morfologia do seu topo, como de conflito através da rudeza da textura do material, acaba por representar o seu papel mediador.

Para o Centro de Arqueologia projectou-se “embasamento” em lioz, “escavado” pontualmente tendo em vista revelar dois pátios e escadaria pública (elemento de passagem e permanência). Surge ainda outro volume, em betão aparente vermelho, que se assemelha a mais um telhado pertencente à colina do Castelo. Tal aspecto, porventura dicotómico, tanto de integração, através da cor e da morfologia do seu topo, como de conflito através da rudeza da textura do material, acaba por representar o seu papel mediador.
Para o Centro de Arqueologia projectou-se “embasamento” em lioz, “escavado” pontualmente tendo em vista revelar dois pátios e escadaria pública (elemento de passagem e permanência). Surge ainda outro volume, em betão aparente vermelho, que se assemelha a mais um telhado pertencente à colina do Castelo. Tal aspecto, porventura dicotómico, tanto de integração, através da cor e da morfologia do seu topo, como de conflito através da rudeza da textura do material, acaba por representar o seu papel mediador.

O auditório acaba por ser a peça central do volume vermelho, por servir de mediador iconográfico da envolvente, mas ainda por confrontar a sua elevação e balanço ao Teatro Romano, ali ao lado, que se adapta à topografia. O volume monolítico é contraposto pelo seu interior de cariz orgânico, realizando-se dicotomia interior/exterior através de aspectos morfológicos e cromáticos intervenientes no espaço.
O auditório acaba por ser a peça central do volume vermelho, por servir de mediador iconográfico da envolvente, mas ainda por confrontar a sua elevação e balanço ao Teatro Romano, ali ao lado, que se adapta à topografia. O volume monolítico é contraposto pelo seu interior de cariz orgânico, realizando-se dicotomia interior/exterior através de aspectos morfológicos e cromáticos intervenientes no espaço.

A janela de correr, situada na boca de cena, permite total abertura do vão do auditório, recolhendo-se nos apoios de palco laterais. Tal abertura poderá acontecer em eventos musicais, para que o músico possa tocar “à janela” para plateia distribuída na escadaria exterior, no pátio ou na rua. Esta concepção assenta em imagem bairrista comum neste lugar, e que consiste na socialização entre habitantes no interior de habitações com indivíduos no exterior.
A janela de correr, situada na boca de cena, permite total abertura do vão do auditório, recolhendo-se nos apoios de palco laterais. Tal abertura poderá acontecer em eventos musicais, para que o músico possa tocar “à janela” para plateia distribuída na escadaria exterior, no pátio ou na rua. Esta concepção assenta em imagem bairrista comum neste lugar, e que consiste na socialização entre habitantes no interior de habitações com indivíduos no exterior.

A janela de correr, situada na boca de cena, permite total abertura do vão do auditório, recolhendo-se nos apoios de palco laterais. Tal abertura poderá acontecer em eventos musicais, para que o músico possa tocar “à janela” para plateia distribuída na escadaria exterior, no pátio ou na rua. Esta concepção assenta em imagem bairrista comum neste lugar, e que consiste na socialização entre habitantes no interior de habitações com indivíduos no exterior.
A janela de correr, situada na boca de cena, permite total abertura do vão do auditório, recolhendo-se nos apoios de palco laterais. Tal abertura poderá acontecer em eventos musicais, para que o músico possa tocar “à janela” para plateia distribuída na escadaria exterior, no pátio ou na rua. Esta concepção assenta em imagem bairrista comum neste lugar, e que consiste na socialização entre habitantes no interior de habitações com indivíduos no exterior.




ÍNDICE PROJETO
NOMEADO
PELO CAMINHO DO 28
Universidade de Lisboa -
Faculdade de Arquitectura

Imaginar sobre o vazio da Rua da Saudade
Lisboa, cidade histórica, conta a ligação que possui entre as várias partes que a constituem com o seu suporte de singular topografia. Por entre o construído, os percursos enlaçam-se no território, formando jogo sensorial de espaços, ora comprimidos ora desafogados, representado num trajecto em particular: o do eléctrico 28. Este articula lugares, memórias, tecidos urbanos e relevos distintos, porque é de articulações que fala a cidade. Pretende-se assim construir discurso crítico a propósito dos espaços vazios da envolvente do eléctrico, amarrando-os ao seu caminho. Tais lugares esquecidos constituem oportunidade de serem pontuados por realizações arquitectónicas, integrando a cidade consolidada.
Reconhece-se um vazio em particular, que usufrui da proximidade de ruínas de Teatro Romano. Neste espaço é desenhado um Centro de Arqueologia, procurando estabelecer diálogo com o meio urbano onde se insere, dando a conhecer as distintas camadas de história ali sobrepostas.