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fotomontagem da proposta inserida na paisagem, vista do castelo.
fotomontagem da proposta inserida na paisagem, vista do castelo.

planta da cidade de Alcácer do Sal e desenho da sua implantação; esquema de pilares; imagem de referência: Two Kinds of Roofs, KRIER, Leon.
planta da cidade de Alcácer do Sal e desenho da sua implantação; esquema de pilares; imagem de referência: Two Kinds of Roofs, KRIER, Leon.

planta piso 0 | +6.00 | legenda: 1 - zona coberta; 2 - rampa de acesso ao piso inferior
planta piso 0 | +6.00 | legenda: 1 - zona coberta; 2 - rampa de acesso ao piso inferior

planta piso -1 | +2.00 | legenda: 1 - sala técnica e de administração; 2 - arrumos para bancas; 3 - vestiários e balneários; 4 - instalações sanitárias.
planta piso -1 | +2.00 | legenda: 1 - sala técnica e de administração; 2 - arrumos para bancas; 3 - vestiários e balneários; 4 - instalações sanitárias.

corte AA´
corte AA´

corte BB´
corte BB´

vista do interior do mercado - ‘Floresta de Pilares’ que enquadra o rio e o anfiteatro, a Cidade de Alcácer do Sal
vista do interior do mercado - ‘Floresta de Pilares’ que enquadra o rio e o anfiteatro, a Cidade de Alcácer do Sal

vista do piso inferior do mercado - ‘Floresta de Pilares’.
vista do piso inferior do mercado - ‘Floresta de Pilares’.




ÍNDICE PROJETO
NOMEADO
HABITAR ALCÁCER DO SAL
Universidade Autónoma de Lisboa

Habitar Alcácer do Sal entre uma Floresta de Pilares
O presente ensaio baseia-se numa abordagem a um extenso território, com o intuito de conceber, próximo da cidade, um novo modo de Habitar Alcácer do Sal. O Rio Sado, ao se aproximar da cidade, afirma-se como elemento intersticial entre a margem urbana e a margem natural. Na margem norte do rio encontramos a cidade medieval, desenhada sob a colina: a margem urbana. Do lado oposto, encontramos a outra vertente da cidade: a margem natural/artificial; caracterizada pelos campos verdes agrícola e extensos arrozais. Deste modo, o rio distancia estas duas realidade, atribuindo a esta margem, o grande e o verdadeiro 'palco' sobre o anfiteatro, que é a cidade de Alcácer.

A margem foi o lugar escolhido. A sua forte composição e diversidade (o rio, o canavial, o dique e o arrozal) suscitaram o interesse, a fim de explorar e reavivar a memória, como a tradição das actividades primordiais, junto da cidade. Um percurso entre pontes conduz-nos até à outra margem, proporcionando um novo olhar sobre a cidade e afirmando a sua condição de 'palco'. Deste modo, ao longo deste limite, as duas principais actividades - a pesca e a agricultura - unem-se num só espaço, a fim de criar um novo Mercado na cidade.
Por fim, e depois de escolher a localização do Mercado, foi necessário desenhar e definir o percurso sobre a margem. Sobre esta condição, o Mercado surge voltado para a cidade; junto ao meandro e entre os canaviais, afirmando-se como objecto integrante da paisagem.

Desenhar um Mercado informal foi a primeira ambição para a criação deste espaço, onde a diversidade e a versatilidade de acontecimentos fosse possível, tornando-o num lugar de excepção na cidade; permitindo a possibilidade de inverter o seu uso, consoante a necessidade programática da cidade.
Assente neste princípio, surge a criação de uma solução que não definisse linhas precisas e concretas no edifício, e que correspondesse às características de um espaço informal. No entanto, utilizei a 'linha' como resposta ao problema. Uma linha é constituída por vários 'pontos', compondo uma unidade, um elemento. Desta forma, os 'pontos' organizam-se de modo a proporcionar espaços com características específicas, lançando barreiras ambíguas entre si. Esta intenção surge com a necessidade de atribuir ao espaço, uma nova flexibilidade e versatilidade ao lugar. Esta composição de 'pontos' dão lugar a pilares, assemelhando-o a uma Floresta de Pilares.