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ÍNDICE PROJETO
MENÇÃO HONROSA
CONTINUITÀ
Universidade Autónoma de Lisboa

Leitura e Interpretação do território como palimpsesto
O trabalho tem como objetivo investigar e compreender o processo de transformação do território como sobreposição de testos. O território é produto de diversos processos de transformação: por um lado, objecto resultante da incessante ação dos fenómenos naturais, por outro, uma transformação feita pelo Homem desde a antiguidade. De facto, a cidade enquanto território em expansão contínua, é uma construção artificial.

Toda a região do estuário do Sado é integralmente dominada pela mão do Homem; é um território totalmente artificializado, caraterizado pela continuidade entre o rural e o urbano, gerando um território em contínua transformação.
Na evolução de Alcácer do Sal distinguimos três elementos geradores que caracterizaram (e caracterizam), o seu desenvolvimento: o elemento natural, o Rio Sado, o Castelo e na última parte, a Praça de Touros como um novo elemento de identidade e gerador das transformações urbanas mais recentes.

O território agrícolo, depois de um desfrutamento sistemático, é continuamente alterado. Os limites cadastrais variam no processo de uso da terra. A ambiguidade que assim se cria resulta numa falta de identidade de área a volta da Praça de Touros que se conforma como um espaço de difícil uso e essencialmente abandonado.

A primeira necessidade, portanto, foi requalificar e estabelecer uma clara identidade da praça através a demarcação de um confim, uma marca de divisão entre o rural e o urbano, mesmo sendo ambos parte de um território, de facto, artificial. Como na renascimental Piazza del Campo, em Siena, onde, a inclinação da parte central da praça determina a centralidade e a dominância do Palácio Público; o projeto utiliza a inclinação para determinar uma hierarquia.

Uma vez definido o novo confim entre a cidade e o sistema rural, o projeto tem investigado o significado de dar continuidade a um processo de transformação; área, como visto, é caracterizada por uma constante mutabilidade.
Pensa-se assim de construir o novo confim como um grande pórtico, tentando de reinterpretar e recrear a mesma estrutura livre de Arena, que lhe permite a transformação, para criar uma' arquitetura capaz de acompanhar o desenvolvimento da cidade. E’ pensado como um limite aberto que relaciona-se com a cidade e com o território rural: um Mercado na parte norte e a continuação da rua comercial no limite sul, ligados pelo um programa mais específicos e de apoio ao mundo rural.
Em conclusão a grande galeria, a rua coberta da continuidade a cidade e consolida-se como uma grande infraestrutura que resume no confim da cidade as atividades identitárias para Alcácer do Sal, nesta fase da sua evolução e abre-se a uma ocupação livre.