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O objectivo visava a construção de uma sala de aulas para a turma mais jovem dos escuteiros. Contudo, o contacto com o grupo sugeriu um novo entendimento do programa. Mais do que a criação de um edifício, pretende-se reformular e valorizar os espaços no terreno de acordo com as vivências do usuário. Valoriza-se o modo do escuteiro actuar na natureza, bem como as suas técnicas construtivas - pioneirismo - pretendendo usá-las como referência na resposta projectual. Assim surge a ideia de um percurso que liga dois edifícios, um efémero e outro permanente. Através do jogo da marcha, usada como ritual de passagem de escalão, o escuteiro liga sensorialmente a sede em La Malègue a um novo lugar, na montanha.
O objectivo visava a construção de uma sala de aulas para a turma mais jovem dos escuteiros. Contudo, o contacto com o grupo sugeriu um novo entendimento do programa. Mais do que a criação de um edifício, pretende-se reformular e valorizar os espaços no terreno de acordo com as vivências do usuário. Valoriza-se o modo do escuteiro actuar na natureza, bem como as suas técnicas construtivas - pioneirismo - pretendendo usá-las como referência na resposta projectual. Assim surge a ideia de um percurso que liga dois edifícios, um efémero e outro permanente. Através do jogo da marcha, usada como ritual de passagem de escalão, o escuteiro liga sensorialmente a sede em La Malègue a um novo lugar, na montanha.

A nova sala de aulas tem de estar preparada para receber actividades de maior concentração bem como de maior dinâmica. Também era idealizada uma segunda área para os chefes que encontra lugar no segundo piso e beneficia de uma entrada independente. A sala dos pequenos escuteiros - lobinhos - encontra-se ligeiramente soterrada aludindo à metafora da toca do lobo. Devido às diferenças de pé-direito, criam-se dois ambientes distintos: onde a altura é maior, o edifício abre-se a Norte para o pequeno pátio onde os jogos podem continuar para o exterior; a Sul, as secretárias, alinhadas com o nível do relvado no exterior usufruem da grande janela de canto para um ambiente mais calmo e controlado.
A nova sala de aulas tem de estar preparada para receber actividades de maior concentração bem como de maior dinâmica. Também era idealizada uma segunda área para os chefes que encontra lugar no segundo piso e beneficia de uma entrada independente. A sala dos pequenos escuteiros - lobinhos - encontra-se ligeiramente soterrada aludindo à metafora da toca do lobo. Devido às diferenças de pé-direito, criam-se dois ambientes distintos: onde a altura é maior, o edifício abre-se a Norte para o pequeno pátio onde os jogos podem continuar para o exterior; a Sul, as secretárias, alinhadas com o nível do relvado no exterior usufruem da grande janela de canto para um ambiente mais calmo e controlado.

A estrutura da sala de aulas em La Malègue foi feita em paralelo com a do abrigo em Dent de Lys. Assim, partilham um princípio estrutural semelhante mesmo respondendo a funções distintas. Aqui a fachada Oeste revela um princípio estrutural básico do pioneirismo - “A” frame - adoptado de maneira a libertar o canto Sudeste do edifício para o vão totalmente aberto. O segundo piso, tal como no abrigo em Dent de Lys, é apoiado na estrutura das vigas da cobertura de forma a maximizar o espaço da sala de aulas no primeiro piso.
A estrutura da sala de aulas em La Malègue foi feita em paralelo com a do abrigo em Dent de Lys. Assim, partilham um princípio estrutural semelhante mesmo respondendo a funções distintas. Aqui a fachada Oeste revela um princípio estrutural básico do pioneirismo - “A” frame - adoptado de maneira a libertar o canto Sudeste do edifício para o vão totalmente aberto. O segundo piso, tal como no abrigo em Dent de Lys, é apoiado na estrutura das vigas da cobertura de forma a maximizar o espaço da sala de aulas no primeiro piso.

O projecto baseia-se num muro de betão que responde aos usos requisitados. Começa por criar um pátio a uma cota mais baixa, o que ajuda à definição da entrada, adicionando tensão à geometria existente. Continua apresentando um novo caminho e materializando-se no próprio edifício da sala de aulas, onde virá a suportar a estrutura de madeira. Posteriormente, pontua o terreno com uma caixa de materiais, desfragmenta-se e volta a aparecer em pontos estratégicos que definem novas áreas de actividades, sem impor uma geometria demasiado forte ao contexto natural e selvagem de La Malègue. Finaliza a sua manifestação no anfiteatro. Ao longo de todo o muro, encontram-se reentrâncias e aberturas preparadas para receber outras estruturas ou jogos.
O projecto baseia-se num muro de betão que responde aos usos requisitados. Começa por criar um pátio a uma cota mais baixa, o que ajuda à definição da entrada, adicionando tensão à geometria existente. Continua apresentando um novo caminho e materializando-se no próprio edifício da sala de aulas, onde virá a suportar a estrutura de madeira. Posteriormente, pontua o terreno com uma caixa de materiais, desfragmenta-se e volta a aparecer em pontos estratégicos que definem novas áreas de actividades, sem impor uma geometria demasiado forte ao contexto natural e selvagem de La Malègue. Finaliza a sua manifestação no anfiteatro. Ao longo de todo o muro, encontram-se reentrâncias e aberturas preparadas para receber outras estruturas ou jogos.

Foi testada a construção de um dos módulos do abrigo para Dent de Lys. A estrutura final é composta por três módulos disposto longitudinalmente. Os pormenores tiveram em conta uma construção fácil e faseada usando a técnica da meia madeira combinada com assemblagem em nós com cordas. A estrutura permite assim um uso temporário podendo montar-se e desmontar-se sempre que necessário.
Foi testada a construção de um dos módulos do abrigo para Dent de Lys. A estrutura final é composta por três módulos disposto longitudinalmente. Os pormenores tiveram em conta uma construção fácil e faseada usando a técnica da meia madeira combinada com assemblagem em nós com cordas. A estrutura permite assim um uso temporário podendo montar-se e desmontar-se sempre que necessário.

Cada módulo alberga três pessoas no chão e outras duas no nível suspenso que pode ser ou não montado. A estrutura final contém também uma zona, entre dois dos módulos, para guardar material ou albergar mais duas pessoas. O módulo é revestido com uma lona semelhante ao material das tendas tradicionais de acampamento. O abrigo conta ainda com uma segunda pele em PVC encerado, mais resistente e pesada, que permite, igualmente, um melhor controlo do comportamento térmico.
Cada módulo alberga três pessoas no chão e outras duas no nível suspenso que pode ser ou não montado. A estrutura final contém também uma zona, entre dois dos módulos, para guardar material ou albergar mais duas pessoas. O módulo é revestido com uma lona semelhante ao material das tendas tradicionais de acampamento. O abrigo conta ainda com uma segunda pele em PVC encerado, mais resistente e pesada, que permite, igualmente, um melhor controlo do comportamento térmico.

A estrutura em “A” frame, é expressa no sentido longitudinal do abrigo, bem como a estrutura em cavalete que bloqueia movimentos rotativos no sentido transversal do abrigo. Neste caso, as diagonais típicas da estrutura em cavalete foram deslocadas para o exterior, conseguindo o interior da forma livre permitindo o habitáculo. Com este movimento, gera-se a estrutura da cobertura e abre-se um corredor que permitirá o acesso a cada uma das células.
A estrutura em “A” frame, é expressa no sentido longitudinal do abrigo, bem como a estrutura em cavalete que bloqueia movimentos rotativos no sentido transversal do abrigo. Neste caso, as diagonais típicas da estrutura em cavalete foram deslocadas para o exterior, conseguindo o interior da forma livre permitindo o habitáculo. Com este movimento, gera-se a estrutura da cobertura e abre-se um corredor que permitirá o acesso a cada uma das células.

O abrigo temporário em Dent de Lys pretende auxiliar não apenas os escuteiros mas também outros alpinistas que necessitem de passar a noite na montanha.
O abrigo temporário em Dent de Lys pretende auxiliar não apenas os escuteiros mas também outros alpinistas que necessitem de passar a noite na montanha.




ÍNDICE PROJETO
MENÇÃO HONROSA
UM PROJECTO PARA UM CAMINHO
Universidade do Porto

Ampliação da sede dos escuteiros do grupo Lac-Bleu, La Tour-de-Peilz, Suiça
A resposta evoluiu num percurso que une dois edifícios, fundindo uma actividade escuteira - a marcha, com o projecto de arquitectura. Um dos edifícios representa a efemeridade da construção escuteira - pioneirismo, enquanto que o outro adopta o mesmo princípio estrutural embora de carácter permanente.
O desenvolvimento de um projecto para um cliente escuteiro exige o entendimento da sua visão relativamente ao espaço natural e à maneira de interagir com o mesmo. O programa cingia-se, inicialmente, à construção de uma nova sala de aulas, ampliando a sede do grupo escuteiro de La Tour-se-Peilz, Suíça. Contudo, rapidamente se adaptou o mesmo às vivências do grupo e ao modo de apropriação do espaço natural.
A resposta evoluiu num percurso que une dois edifícios, fundindo uma actividade escuteira - a marcha, com o projecto de arquitectura. Um dos edifícios representa a efemeridade do pioneirismo - técnica de construção adoptada pelos escuteiros - enquanto que o outro adopta o mesmo princípio estrutural embora de carácter permanente. Este corresponde à desejada sala de aulas em La Tour-se-Peilz. O outro materializa-se numa estrutura desenhada para abrigo dos próprios escuteiros no final da marcha, em Dent de Lys, a 2014m de altitude.