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I. Intervenção urbana A localização no limite da mancha urbana e numa das entradas da cidade de Matosinhos, evidência uma zona sem planeamento com diversos alinhamentos. Por isso, a Biblioteca Parque Fonte do Cuco torna-se num ponto importante que interliga vários locais da cidade. A proposta não se restringe só a intervenção no terreno do edifício, mas um planeamento mais amplo, criando assim uma rede de percursos pedonais e ciclovias e novas ligações automóveis, conectando espaços públicos, e prevê colmatar a mancha urbana, resolvendo situações complicadas.
I. Intervenção urbana A localização no limite da mancha urbana e numa das entradas da cidade de Matosinhos, evidência uma zona sem planeamento com diversos alinhamentos. Por isso, a Biblioteca Parque Fonte do Cuco torna-se num ponto importante que interliga vários locais da cidade. A proposta não se restringe só a intervenção no terreno do edifício, mas um planeamento mais amplo, criando assim uma rede de percursos pedonais e ciclovias e novas ligações automóveis, conectando espaços públicos, e prevê colmatar a mancha urbana, resolvendo situações complicadas.

II. Permeabilidade À escala micro, os percursos pedonais cruzam-se na proposta, permitindo uma permeabilidade de percursos horizontais. Além de que, o edifício surge da continuidade da infraestrutura viária (viaduto), originando a permeabilidade na transição das cotas do viaduto e do terreno.
II. Permeabilidade À escala micro, os percursos pedonais cruzam-se na proposta, permitindo uma permeabilidade de percursos horizontais. Além de que, o edifício surge da continuidade da infraestrutura viária (viaduto), originando a permeabilidade na transição das cotas do viaduto e do terreno.

III. Diversidade linguística A diversidade do edificado envolvente mostra-se presente através dos 3 volumes verticais e nos elementos horizontais. A Sul e Oeste, a proposta evidência uma fachada vertical, indo de encontro com a frente urbana de edifícios multifamiliares. A Nordeste, a proposta apresenta elementos mais horizontais, na procura da escala das habitações unifamiliares.
III. Diversidade linguística A diversidade do edificado envolvente mostra-se presente através dos 3 volumes verticais e nos elementos horizontais. A Sul e Oeste, a proposta evidência uma fachada vertical, indo de encontro com a frente urbana de edifícios multifamiliares. A Nordeste, a proposta apresenta elementos mais horizontais, na procura da escala das habitações unifamiliares.

IV. Espaço exterior O espaço exterior organiza-se em relação às funções dos volumes. Por isso, associado à biblioteca encontra-se um espaço de leitura e de estar exterior, ao centro comunitário um espaço de lazer, com parque infantil, e ao centro cultural um auditório exterior. No centro dos volumes, uma área multiusos, que pode servir para exposição, feiras, encontros, aulas, entre outras atividades, de modo a servir todos os volumes.
IV. Espaço exterior O espaço exterior organiza-se em relação às funções dos volumes. Por isso, associado à biblioteca encontra-se um espaço de leitura e de estar exterior, ao centro comunitário um espaço de lazer, com parque infantil, e ao centro cultural um auditório exterior. No centro dos volumes, uma área multiusos, que pode servir para exposição, feiras, encontros, aulas, entre outras atividades, de modo a servir todos os volumes.

A área de auditório torna-se numa zona mais íntima do edifício, abraçada pelos elementos horizontais. Consecutivamente a área multiusos torna-se num espaço fechado e protegido por elementos verticais, que apoiam as lajes horizontais.
A área de auditório torna-se numa zona mais íntima do edifício, abraçada pelos elementos horizontais. Consecutivamente a área multiusos torna-se num espaço fechado e protegido por elementos verticais, que apoiam as lajes horizontais.

V. Organização interior Cada volume tem a sua função e funciona independente. Daí que, permita que a biblioteca se localize a Nordeste, numa zona mais tranquila, afastando-se da avenida a Oeste e da via a Sul, em que os outros volumes fazem frente, pois são zonas mais movimentadas da malha urbana. A separação das áreas funcionais dos acessos verticais, transforma a utilização e a experiência de cada indivíduo, que permite que este percurso interno seja público. E permite também que os volumes sejam utilizados como elementos de transição das cotas.
V. Organização interior Cada volume tem a sua função e funciona independente. Daí que, permita que a biblioteca se localize a Nordeste, numa zona mais tranquila, afastando-se da avenida a Oeste e da via a Sul, em que os outros volumes fazem frente, pois são zonas mais movimentadas da malha urbana. A separação das áreas funcionais dos acessos verticais, transforma a utilização e a experiência de cada indivíduo, que permite que este percurso interno seja público. E permite também que os volumes sejam utilizados como elementos de transição das cotas.

Os volumes tornam-se diversificados com a introdução de alinhamentos exteriores no espaço interno. Transformam a relação do indivíduo com o exterior devido à forma de transitar entre os diferentes pisos, com uma solução em “mola”, em que o utilizador obtém fragmentos da paisagem exterior, em todas as direções.
Os volumes tornam-se diversificados com a introdução de alinhamentos exteriores no espaço interno. Transformam a relação do indivíduo com o exterior devido à forma de transitar entre os diferentes pisos, com uma solução em “mola”, em que o utilizador obtém fragmentos da paisagem exterior, em todas as direções.

VI. Tudo até uma biblioteca A Biblioteca Parque Fonte do Cuco, Matosinhos, surge da diversidade e da oportunidade de cada elemento existente no terreno e na envolvente. Uma diversidade de utilizações e uma diversidade de experiências, tornado único cada percurso e cada recanto.
VI. Tudo até uma biblioteca A Biblioteca Parque Fonte do Cuco, Matosinhos, surge da diversidade e da oportunidade de cada elemento existente no terreno e na envolvente. Uma diversidade de utilizações e uma diversidade de experiências, tornado único cada percurso e cada recanto.




ÍNDICE PROJETO
 
AS BARREIRAS URBANAS
Universidade Fernando Pessoa

O processo de crescimento do Porto
A heterogeneidade da malha urbana transparece em toda a proposta, que não se limita a ser só um edifício, mas uma rede que interliga as diferentes zonas do tecido.
A heterogeneidade da malha urbana transparece em toda a proposta, que não se limita a ser só um edifício, mas uma rede que interliga as diferentes zonas do tecido. Entre um tecido urbano sem planeamento, com uma grande diversidade de formas, volumes e alinhamentos, e confrontação de escalas, a Biblioteca Parque Fonte do Cuco, na Senhora da Hora, Matosinhos, colmata a falha da mancha urbana.
A proposta procura a diversidade e a interação particular com cada elemento que existe no terreno. À escala macro, a biblioteca é um ponto de passagem, onde caminhos pedonais e ciclovias atravessam o espaço, interligando a biblioteca à estação de metro, que bifurca, e outros pontos de destaque na cidade.
À escala micro, o edifício nasce da continuação do viaduto, dando uma nova linguagem a esta estrutura viária, interligando os três volumes verticais e fazendo a transição das duas cotas altimétricas predominantes (a cota do viaduto e a cota do terreno natural).
A verticalidade da proposta resulta da separação das três funções principais (biblioteca, centro comunitário e centro cultural), dando origem à diversidade de volumes, indo de encontro às frentes urbanas, desde a escala da frente Oeste para a Este (edifícios multifamiliares, de vários andares, para habitações unifamiliares, de rés-do-chão mais dois pisos). Os volumes verticais funcionam como elementos de interligação e conexão dos dois níveis altimétricos (já anteriormente referidos), ao mesmo tempo que separam e estruturam a separação dos acessos específicos dos diversos espaços internos.
O conceito da Biblioteca Parque segue a intenção de outras bibliotecas-parque localizadas na América Latina (em particular na Colômbia e Brasil), não sendo apenas um espaço de leitura, mas combinando funções comunitárias e culturais. Daí que, a proposta seja um projeto “inconstante”, transmitindo diversas sensações e o elemento surpresa à medida que se percorre o espaço.