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Após a análise do território do rio Alcoa e o entendimento dos seus processos de metamorfose, elaborou-se uma representação dos principais elementos geográficos que caracterizam o território. O resultado é a composição de um Mapa do Território do Rio Alcoa na Antiga Lagoa da Pederneira; este mapa procura descrever o território, sintetizando e organizando a informação previamente recolhida. O mapa é complementado com vários Perfis Transversais; ambos os desenhos são instrumentos para o desenvolvimento e representação das propostas para o território.
Após a análise do território do rio Alcoa e o entendimento dos seus processos de metamorfose, elaborou-se uma representação dos principais elementos geográficos que caracterizam o território. O resultado é a composição de um Mapa do Território do Rio Alcoa na Antiga Lagoa da Pederneira; este mapa procura descrever o território, sintetizando e organizando a informação previamente recolhida. O mapa é complementado com vários Perfis Transversais; ambos os desenhos são instrumentos para o desenvolvimento e representação das propostas para o território.

A proposta para a planície começou com a definição de um percurso único, que atravessa toda a extensão da planície longitudinalmente: a Ciclovia. A paisagem é caracterizada pela sua horizontalidade e extensão. O desenho da ciclovia pretende marcar a vastidão da planície; determina-se uma marcação regrada de árvores, paralela à via. O ritmo arbóreo define uma linha orientadora no território; uma presença assumida na vastidão, que pode ser reconhecida da planície, das cumeeiras das serras periféri¬cas e dos viadutos rodoviários que atravessam o território. O percurso é pontuado por vários postos de paragem, equipados com infra-estruturas para o descanso e informações sobre o processo de transformação da paisagem.
A proposta para a planície começou com a definição de um percurso único, que atravessa toda a extensão da planície longitudinalmente: a Ciclovia. A paisagem é caracterizada pela sua horizontalidade e extensão. O desenho da ciclovia pretende marcar a vastidão da planície; determina-se uma marcação regrada de árvores, paralela à via. O ritmo arbóreo define uma linha orientadora no território; uma presença assumida na vastidão, que pode ser reconhecida da planície, das cumeeiras das serras periféri¬cas e dos viadutos rodoviários que atravessam o território. O percurso é pontuado por vários postos de paragem, equipados com infra-estruturas para o descanso e informações sobre o processo de transformação da paisagem.

A intensão de dignificar a principal “porta” norte da cidade de Alcobaça foi o ponto de partida para uma reflexão sobre o vale - a “garganta” - do rio Alcoa. Este vale define-se como “quadro vegetal”, transitório entre o perímetro urbano e os campos agrícolas da antiga Lagoa. O primeiro gesto começa por definir e resgatar a organização do território, na procura de uma harmonia espacial que dê significado aos elementos arquitectónicos presentes e vincule relações com os elementos naturais. Inicialmente no desenho do Parque repartiu-se o vale em quatro zonas, com características próprias que resultaram em diferentes propostas programáticas: o terreiro, o jardim, a ilha e a clareira.
A intensão de dignificar a principal “porta” norte da cidade de Alcobaça foi o ponto de partida para uma reflexão sobre o vale - a “garganta” - do rio Alcoa. Este vale define-se como “quadro vegetal”, transitório entre o perímetro urbano e os campos agrícolas da antiga Lagoa. O primeiro gesto começa por definir e resgatar a organização do território, na procura de uma harmonia espacial que dê significado aos elementos arquitectónicos presentes e vincule relações com os elementos naturais. Inicialmente no desenho do Parque repartiu-se o vale em quatro zonas, com características próprias que resultaram em diferentes propostas programáticas: o terreiro, o jardim, a ilha e a clareira.

A clareira marca a transição da baixa plana do vale, com grandes alterações do solo pela acção antrópica, para as encostas do vale mais cerradas, maioritariamente inacessíveis e densamente arborizadas. Neste espaço desenvolve-se a entrada principal do Parque, com uma relação vinculada à cidade de Alcobaça. A atmosfera de “vazio” vegetal é respeitada; estipulam-se pequenos percursos, associados a equipamentos de descanso. Entre a estrada e a clareira definiu-se uma linha de árvores ritmada; um filtro visual para o início dos percursos do Parque que faz a ligação com as árvores já existentes na entrada da cidade.
A clareira marca a transição da baixa plana do vale, com grandes alterações do solo pela acção antrópica, para as encostas do vale mais cerradas, maioritariamente inacessíveis e densamente arborizadas. Neste espaço desenvolve-se a entrada principal do Parque, com uma relação vinculada à cidade de Alcobaça. A atmosfera de “vazio” vegetal é respeitada; estipulam-se pequenos percursos, associados a equipamentos de descanso. Entre a estrada e a clareira definiu-se uma linha de árvores ritmada; um filtro visual para o início dos percursos do Parque que faz a ligação com as árvores já existentes na entrada da cidade.

A ilha é, actualmente, o espaço mais inacessível de toda a baixa do vale. É caracterizado pela densidade de árvores de grande porte; um bosque isolado, acentuado pela escuridão do solo na presença da sombra. A proposta preserva a atmosfera de isolamento do espaço, mantendo o seu acesso restrito. O solo, “manchado” pela sombra, é pontuado por vários espelhos de água independentes que se destacam pela reflecção da copa das árvores. A água faz o percurso do canal para as taças de água, seguindo até ao rio Alcoa onde terminam várias fontes. Um ambiente reservado, silencioso, introspectivo, onde a única presença são as árvores, a água e o seu canto.
A ilha é, actualmente, o espaço mais inacessível de toda a baixa do vale. É caracterizado pela densidade de árvores de grande porte; um bosque isolado, acentuado pela escuridão do solo na presença da sombra. A proposta preserva a atmosfera de isolamento do espaço, mantendo o seu acesso restrito. O solo, “manchado” pela sombra, é pontuado por vários espelhos de água independentes que se destacam pela reflecção da copa das árvores. A água faz o percurso do canal para as taças de água, seguindo até ao rio Alcoa onde terminam várias fontes. Um ambiente reservado, silencioso, introspectivo, onde a única presença são as árvores, a água e o seu canto.

O conceito do jardim surge por ser o único espaço onde o corpo florestal foi originalmente planeado, resultante do antigo jardim desenhado pertencente à Central. O conjunto dos antigos edifícios da central hidroeléctrica da COFTA está circunscrito num recinto. No antigo edifício da Central é proposto um espaço mueológico, com um programa complementar ao dos edifícios do terreiro. Na zona do antigo jardim é proposto um parque de merendas, explorando as características da mancha florestal. Os acessos pedonais são melhorados; redesenha-se a ligação entre a estrada, a Casa do Guarda e a Central, tal como a ligação entre as duas margens do rio.
O conceito do jardim surge por ser o único espaço onde o corpo florestal foi originalmente planeado, resultante do antigo jardim desenhado pertencente à Central. O conjunto dos antigos edifícios da central hidroeléctrica da COFTA está circunscrito num recinto. No antigo edifício da Central é proposto um espaço mueológico, com um programa complementar ao dos edifícios do terreiro. Na zona do antigo jardim é proposto um parque de merendas, explorando as características da mancha florestal. Os acessos pedonais são melhorados; redesenha-se a ligação entre a estrada, a Casa do Guarda e a Central, tal como a ligação entre as duas margens do rio.

O terreiro é a zona do vale que mais alterações físicas sofreu ao longo dos séculos. O conceito do terreiro surgiu da intensão de resgatar a relação de complementaridade entre a fábrica e os edifícios pré-existentes, explorando as memórias festivas da antiga fábrica. Definiu-se um espaço plano, amplo, despojado. Uma plataforma pública que abre a possibilidade para a prática de actividades lúdicas, culturais e de lazer. O fim do canal de água é redefinido; explora-se o tema da manipulação da água para criar um momento único no vale. Cria-se um momento de tensão onde o rio, o canal de água e o visitante se reúnem. Uma celebração da água, materializada numa ponte “viva” que explora novos significados e relações.
O terreiro é a zona do vale que mais alterações físicas sofreu ao longo dos séculos. O conceito do terreiro surgiu da intensão de resgatar a relação de complementaridade entre a fábrica e os edifícios pré-existentes, explorando as memórias festivas da antiga fábrica. Definiu-se um espaço plano, amplo, despojado. Uma plataforma pública que abre a possibilidade para a prática de actividades lúdicas, culturais e de lazer. O fim do canal de água é redefinido; explora-se o tema da manipulação da água para criar um momento único no vale. Cria-se um momento de tensão onde o rio, o canal de água e o visitante se reúnem. Uma celebração da água, materializada numa ponte “viva” que explora novos significados e relações.




ÍNDICE PROJETO
 
A PORTA DE ALCOBAÇA PARA O MAR
Universidade de Coimbra - Faculdade de Ciências e Tecnologias

Uma proposta para o território do rio Alcoa na antiga Lagoa da Pederneira
A porta norte de Alcobaça define-se como “quadro vegetal” transitório entre a cidade e os campos agrícolas da antiga Lagoa. Os elementos que se revelam ao longo da via do vale ordenam e dão ritmo ao percurso, revelando-se como momentos chave no acesso à cidade.
A porta norte de Alcobaça define-se como “quadro vegetal” transitório entre a cidade e os campos agrícolas da antiga Lagoa. Os elementos que se revelam ao longo da via do vale ordenam e dão ritmo ao percurso, revelando-se como momentos chave no acesso à cidade.