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O Estaleiro Naval da Rocha Conde d'Óbidos | De todas intervenções reforça-se: (1),(3),(4),(5) e (6) a reabilitação do armazém de grandes dimensões onde é adicionado um volume que confere a quarta fachada criando uma ligação pedonal aérea que une o rio à cidade; (2) a criação de um edifício, de arquétipo base semelhante aos armazéns portuários para armazenamento do estaleiro e espaços de diversão nocturna e restauração; (8) a criação de um espaço estaleiro de embarcações tradicionais do Tejo.
O Estaleiro Naval da Rocha Conde d'Óbidos | De todas intervenções reforça-se: (1),(3),(4),(5) e (6) a reabilitação do armazém de grandes dimensões onde é adicionado um volume que confere a quarta fachada criando uma ligação pedonal aérea que une o rio à cidade; (2) a criação de um edifício, de arquétipo base semelhante aos armazéns portuários para armazenamento do estaleiro e espaços de diversão nocturna e restauração; (8) a criação de um espaço estaleiro de embarcações tradicionais do Tejo.

Axonometria geral de conjunto do estaleiro naval
Axonometria geral de conjunto do estaleiro naval

Planta de piso térreo e cortes-alçados longitudinais
Planta de piso térreo e cortes-alçados longitudinais

Planta dos dois pisos de cave e constes-alçados transversais
Planta dos dois pisos de cave e constes-alçados transversais

Vista interior da Nave-Museu a partir do último piso de cave - Fotomontagem
Vista interior da Nave-Museu a partir do último piso de cave - Fotomontagem

Corte contrutivo transversal à doca-seca do estaleiro naval
Corte contrutivo transversal à doca-seca do estaleiro naval

Corte contrutivo longitudinal em três partes
Corte contrutivo longitudinal em três partes

Maqueta da Nave-Museu | Betão armado, mdf lacado e perfil de ferro | escala 1/50
Maqueta da Nave-Museu | Betão armado, mdf lacado e perfil de ferro | escala 1/50




ÍNDICE PROJETO
MENÇÃO HONROSA
MEMÓRIAS DE UM OUTRO TEJO
Universidade de Lisboa -
Faculdade de Arquitectura

Regeneração Urbana no Sítio da Rocha Conde d’Óbidos
O trabalho parte da constatação da degradação da zona ribeirinha da Lisboa e do divórcio que desde há muito existe entre a cidade e o rio. Propõe-se lançar o debate público em torno da necessidade da recuperação da zona ribeirinha lisboeta.
Este trabalho parte da constatação da degradação da zona ribeirinha da Lisboa e do divórcio que desde há muito existe entre a cidade e o rio. Torna-se urgente devolver o rio à cidade e às suas gentes. Este trabalho propõe-se contribuir para o debate público em torno da necessidade da recuperação da zona ribeirinha lisboeta.

Com o fim de recuperar o rio e as suas memórias, propusemo-nos intervir na Rocha Conde d’Óbidos: desenhando uma rede composta pelo Museu de Arte Antiga, o conjunto das Tercenas, a gare-marítima e o estaleiro naval. O cenário do Tejo que hoje se pode observar é bastante diferente daquele que outrora existiu: num passado não muito distante encontrava-se um Tejo repleto de varinos, fragatas e catraios, com as suas velas enfunadas e proas coloridas.

Procurando trazer de volta uma cultura que nos é familiar e distante ao mesmo tempo desenha-se como uma grande estrutura que funcione como um espaço que permita albergar, classificar e comunicar a informação para fazer perdurar a cultura do rio. A amarração ao sítio surge a partir da releitura contemporânea dos vocábulos dos edifícios característicos do lugar: o museu desenha-se a partir dos paradoxos de estereotómico e tectónico: sobre a plataforma trabalhada à semelhança das docas secas e dos recortes do muro de lioz apoia-se uma estrutura visualmente mais leve e regrada que cobre todo o espaço do museu.

O edifício-museu não é pois apenas uma nave majestosa e um espaço expositivo; tão-pouco apenas matéria maciça subtraída para originar espaço, ou a leve cobertura que o cobre; mas também o vazio no seu interior central de grandes dimensões verticais, que é o verdadeiro pódio das embarcações e o objecto do imaginário do actor convidado a visitar a História do Tejo e da cidade.