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Uma nova “Porta da Cidade”, foi o motivo para “rasgar” o Quarteirão da Pedreira. A intenção de melhorar a acessibilidade a este ponto da cidade, vê-se vitima da sua própria vontade, onde o diálogo urbanístico e social perdem força, vitimas da ausência de um projeto que integrasse as zonas marginais da nova artéria com a restante envolvente.
Uma nova “Porta da Cidade”, foi o motivo para “rasgar” o Quarteirão da Pedreira. A intenção de melhorar a acessibilidade a este ponto da cidade, vê-se vitima da sua própria vontade, onde o diálogo urbanístico e social perdem força, vitimas da ausência de um projeto que integrasse as zonas marginais da nova artéria com a restante envolvente.

A intervenção pretende estabelecer continuidade entre as várias células deste tecido histórico, a reconversão dos logradouros abandonados em espaço público assim como a intervenção no afloramento granítico revela a vontade de ligar a cota alta com a baixa sem descaraterizar esta frente “natural”.
A intervenção pretende estabelecer continuidade entre as várias células deste tecido histórico, a reconversão dos logradouros abandonados em espaço público assim como a intervenção no afloramento granítico revela a vontade de ligar a cota alta com a baixa sem descaraterizar esta frente “natural”.

Uma praça multiusos e zonas de lazer configuradas com mobiliário urbano e vegetação de diferentes portes, podem transformar-se mediante as necessidades dos moradores ou dos acontecimentos sociais.
Uma praça multiusos e zonas de lazer configuradas com mobiliário urbano e vegetação de diferentes portes, podem transformar-se mediante as necessidades dos moradores ou dos acontecimentos sociais.

A proposta procura valorizar as fachadas posteriores dos edifícios através dos novos espaços que se configuram no interior do quarteirão. Através do alargamento da Travessa do Loureiro pretende-se conferir salubridade e acessibilidade ajustada aos residentes.
A proposta procura valorizar as fachadas posteriores dos edifícios através dos novos espaços que se configuram no interior do quarteirão. Através do alargamento da Travessa do Loureiro pretende-se conferir salubridade e acessibilidade ajustada aos residentes.

A recuperação dos três edifícios da rua do Loureiro procura estabelecer a transição entre edificado e escarpa através do diálogo entre o passado e o presente. Trata-se de repor a harmonia local, resolvendo problemáticas sociais de enquadramento urbanístico e potênciando a economia local.
A recuperação dos três edifícios da rua do Loureiro procura estabelecer a transição entre edificado e escarpa através do diálogo entre o passado e o presente. Trata-se de repor a harmonia local, resolvendo problemáticas sociais de enquadramento urbanístico e potênciando a economia local.

O conjunto edificado a reabilitar tem a particularidade de ser constituído por três edifício autónomos mas com a mesma linguagem arquitetónica, sendo que um se encontra em ruínas mantendo só a fachada.
O conjunto edificado a reabilitar tem a particularidade de ser constituído por três edifício autónomos mas com a mesma linguagem arquitetónica, sendo que um se encontra em ruínas mantendo só a fachada.

O projeto de recuperação basea-se na interpretação do passado a partir de testemunhos físicos, da interpretação de documentação escrita, desenhos, fotografias, ilustrações e testemunhos in loco.
O projeto de recuperação basea-se na interpretação do passado a partir de testemunhos físicos, da interpretação de documentação escrita, desenhos, fotografias, ilustrações e testemunhos in loco.

A análise da evolução cronológica do conjunto permitiu sustentar a intervenção. A proposta pretende adequar o programa ao contexto existente. Valorizou-se uma arquitetura de integração retratando a patine do edifício de forma a que as pessoas se revejam no espaço e o assimilem.
A análise da evolução cronológica do conjunto permitiu sustentar a intervenção. A proposta pretende adequar o programa ao contexto existente. Valorizou-se uma arquitetura de integração retratando a patine do edifício de forma a que as pessoas se revejam no espaço e o assimilem.




ÍNDICE PROJETO
 
RECUPERAÇÃO DO PATRIMÓNIO NO PORTO
Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão

Reabilitação do Quarteirão da Pedreira
A reabilitação desta célula urbana requer a compreensão do seu significado e não apenas a sua apreciação material. Procuramos introduzir espaços que motivam atividades de lazer num ambiente rodeado de “poesia”; a recuperação dos três edifícios assegura a integridade física e cultural do conjunto.
A escarpa exposta nesta zona do Porto realça a solidez que a cidade transmite. O quarteirão da Pedreira assume uma configuração distinta dos envolventes pela sua volumetria, apresentando-se com duas frentes edificadas e uma ”natural”, fazendo aqui coexistir duas realidades pouco comuns em ambiente urbano. As fachadas marcam o ritmo nos vãos e nos seus elementos de cantaria e ferro forjado, as caixilharias em madeira que teimam em já não fechar oferecem o que outras zonas históricas ou cidades já não têm, a magia do tempo.

A primeira fase de intervenção no quarteirão da Pedreira pretende resolver os problemas de enquadramento urbanístico, introduzindo uma maior permeabilidade a este corpo. Os barracões e logradouros abandonados, serão intervencionados para que este núcleo esquecido dê lugar a zonas de lazer, uma praça multiusos e um miradouro sobre a cidade.

Os acessos previstos a esta cota mais alta serão adaptados às necessidades dos moradores e desenhados para incentivar a prática de atividades de lazer com o objetivo de atrair e fazer permanecer pessoas, sejam elas residentes ou visitantes. No que respeita à segunda fase de intervenção, pretende-se estabelecer a transição entre edificado e escarpa, através das soluções formais para o remate deste quarteirão a Noroeste e a Sul.

A unidade estilística dos três primeiros edifícios da Rua do Loureiro impulsionaram a sua reabilitação para o uso de hospedagem. Esta intervenção de consolidação e recuperação tem como objetivo incorporar a ruína existente que funcionará como uma rótula, articulando a cota baixa (ponto de convergência), com a alta (praça multiusos e miradouro).

Este ponto nuclear da cidade do Porto apresenta um grande fluxo de pessoas, o que motivou a recuperação destes edifícios com um programa estruturado para diferentes alternativas de alojamento.