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Perspectiva geral da proposta
Perspectiva geral da proposta

Lisboa como manta de retalhos
Lisboa como manta de retalhos

Planta geral
Planta geral

1. Corte pela nova estação de metro 2. Corte pelo centro de congressos 3. Corte por Santa Apolónia 4. Corte através da nova zona habitacional
1. Corte pela nova estação de metro 2. Corte pelo centro de congressos 3. Corte por Santa Apolónia 4. Corte através da nova zona habitacional

Vista do prado e centro de congressos
Vista do prado e centro de congressos

Vista dos relvados e torre miradouro
Vista dos relvados e torre miradouro




ÍNDICE PROJETO
 
PROJECTO URBANO SANTA APOLÓNIA - XABREGAS
Universidade de Lisboa

Continuidades como processos regenerativos
A cidade de Lisboa desde muito cedo se expandiu para poente, deixando selvagem toda a zona a nascente até à chegada da industrialização. Esta acabou também com o contacto directo com o rio Tejo, ao se aterrear toda a zona litoral para a construção do porto de Lisboa e ao se introduzir a linha férrea entre os dois. Lisboa nunca esteve tão longe do seu rio, mas esta proposta pretende reunir os dois através de três importantes objectivos.

O primeiro é o fim da estação de Santa Apolónia como terminal ferroviário. Com a criação da Gare de Oriente como o grande interface de transportes e como porta de chegada de Lisboa, parece contraproducente manter uma segunda estação com pouco uso e a servir os menos destinos. Também com a saída do porto a linha férrea passa a ter ainda menos relevância e com isto ganha-se o benefício de uma grande área de linhas férreas e seus equipamentos poder ser utilizada para outros fins.

O segundo objectivo é o de consolidar o limite urbano da frente ribeirinha de modo a criar uma continuidade entre os tecidos urbanos em ambas as margens dos vales de Santo António e Chelas. Espera-se que com esta marcação e união, ambas as margens do vale possam ser vividas com relações próximas acabando com o exílio da zona mais oriental.

O último é a criação de um corredor verde pela zona ribeirinha, aproveitando como ponto de partida o parque previsto para o novo terminal de cruzeiros de Lisboa e para o Campo das Cebolas e prolongando-o até ao vale de Chelas. No vale de Santo António pretende-se consolidar a malha urbana envolvente e transformá-lo na nova centralidade.