Archiprix Portugal
Portugues English
ÍNDICE PROJETO
NOMEADO
UM NOVO ESTABELECIMENTO PRISIONAL PARA COIMBRA
Universidade de Coimbra - Faculdade de Ciências e Tecnologias

Da reabilitação ressocialização
Em Portugal, a caracterização do recluso é formada em três partes: o regime fechado, ao qual numa primeira fase o recluso apenas pode andar nas instalações do estabelecimento; o regime semiaberto, onde o recluso pode trabalhar nas imediações da prisão; e por fim, o regime aberto, onde o preso tem oportunidade de procurar trabalho externo à instituição.
Posto isto, do ponto de vista conceptual e formal do edifício, o mesmo tem por base a forma geométrica triangular. A aplicação invertida e exponencial da forma triangular consegue gerar espaços, internos e externos, que conseguem ser autónomos na sua função mas que se assumem como parte integrante da forma conceptual como um todo. Deste modo, a intersecção dos diferentes vértices vai criar interligações importantes no exercício de vigilância e domínio sobre toda a espacialidade da prisão. Nestes postos de vigia cilíndricos e de controlo de fluxos(piso -1), aplica-se o conceito panóptico do modelo radial de Jeremy Bentham. Esta articulação possibilita que, a partir de um posto de vigia seja possível observar mais que um espaço em simultâneo. Esta solução, permite que quem esteja a vigiar, seja em simultâneo, alvo de vigia. Uma tentativa dos guardas se poderem ajudar e vigiar mutuamente.
A prisão conta com quatro pisos, no entanto, do ponto de vista programático, as celas estão dispostas nos pisos superiores e a área sociocultural no piso inferior. No entanto existe um quarto triângulo, quase que independente de todo o funcionamento desta instituição. Este elemento, situado na zona de entrada é o ponto base da ressocialização, sendo que a sua função é fazer o elo de ligação com o "mundo exterior".