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O Jardim das Delícias corresponde a um sistema colectivo agrícola e florestal, composto por um conjunto de tipologias (as Vítimas e os Assassinos) para o Solo, para a Água, para o Fogo e para a Sombra.
O Jardim das Delícias corresponde a um sistema colectivo agrícola e florestal, composto por um conjunto de tipologias (as Vítimas e os Assassinos) para o Solo, para a Água, para o Fogo e para a Sombra.

Mapa de Arronches - A Morfologias Urbana com os Pontos de Articulação - As Vítimas-.
Mapa de Arronches - A Morfologias Urbana com os Pontos de Articulação - As Vítimas-.

Mapa de Arronches - O “V” das pontes A-B-C: entre o Rio Caia e a Ribeira de Arronches. A Vítima (1-John Hejduk) e o Assassino (2-Bernard Tschumi): a situação surge quando o usuário intersecta num deles.
Mapa de Arronches - O “V” das pontes A-B-C: entre o Rio Caia e a Ribeira de Arronches. A Vítima (1-John Hejduk) e o Assassino (2-Bernard Tschumi): a situação surge quando o usuário intersecta num deles.



The Garden of Earthly Delights, Uma reflexão e uma proposta sobre e para o culto da Agricultura. Arronches, Alentejo. ~ As Tipologias do Solo (12), da Água (13), do Fogo (14) e da Sombra ~
The Garden of Earthly Delights, Uma reflexão e uma proposta sobre e para o culto da Agricultura. Arronches, Alentejo. ~ As Tipologias do Solo (12), da Água (13), do Fogo (14) e da Sombra ~




ÍNDICE PROJETO
NOMEADO
THE GARDEN OF EARTHLY DELIGHTS
Universidade do Porto

MA REFLEXÃO E UMA PROPOSTA SOBRE E PARA O CULTO DA AGRICULTURA, ARRONCHES, ALENTEJO MARCO DE CANAVESES
A proposta para Arronches, tem como objetivo transformar o Rio Caia e a Ribeira de Arronches, num Jardim das Delícias: Agrícola e Florestal.

Num todo são 15 tipologias de pequena escala para 15 pontos de interesse, que surgem ao longo dos canais de Água.
Para os 15 pontos de interesse, definiu-se de “Vítima” e para as 15 tipologias, adicionadas para complementar os existentes, definiu-se de “Assassino”.
Juntos geram o enlace, esta situação surge quando o usuário intersecta um deles, entre a Vítima e o Assassino. – John Hejduk/Bernard Tschumi.

As Vítimas representam imagens, referências, momentos, elementos da flora ou construções simbólicas, equidistantes umas das outras.
Os Assassinos representam as novas intervenções, ainda que minimais, são o suficiente para criar a possibilidade ao utilizador de vivenciar o Rio e a Ribeira de forma natural e aleatória.
A delimitação dos espaços e marcação do percurso está em saber o que é domínio privado e o que é público, assim como as esferas que se cruzam entre ambos. Eu pressinto o privado, logo, não preciso de uma ordem que me impeça de entrar e/ou sair. – Serge Chermayeff/Alexander Christopher.

Há assim um percurso marcado, mas de forma subtil, fácil de seguir e um outro percurso aleatório sem regras ou sem limites, (talvez, mais difícil de seguir). Ambos são simbólicos e procuram a autonomia do residente, num processo de procura e de deriva. No entanto, os pontos são assinalados pelo pavimento e muros de suporte, alvenaria de pedra xisto de cor negra, retirada na margem do Rio e da Ribeira; Pelo arvoredo e pela plantação de Oliveiras e Romãzeiras, pelas sebes da Figueira-da-Índia e pela presença pontual das Figueiras, uma Árvore doce de aroma e de paladar.

A direção não é de todo recusável. Ainda que não tenhamos uma noção clara da caminhada, temos sim pontos de referência que nos habituam a visitar ou a observar.
Assim, derivando pelos percursos, pequenos toques ou ritmos pautam e guiam de forma invisível onde posso e não posso pisar, caminhar, cultivar e repousar. – Henry David Thoreau.