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O anfiteatro localiza-se a norte do oppidum de Conimbriga e implanta-se numa bacia topográfica natural, sobre uma linha de água. É precisamente neste eixo da linha de água, conhecido como “vale de Condeixa”, que se conservam as abóbadas do anfiteatro. Estas abóbadas estão localizadas em lados opostos, sendo que a este existem três estruturas abobadadas e a oeste outras três. Estas últimas, formadas por um conjunto de três profundos espaços abobadados, constituem a base de uma casa de Condeixa-a-Velha. As abóbadas a este implantam-se sobre uma das principais vias de acesso ao anfiteatro, numa depressão fluvial ligada à bacia topográfica. Tendo em conta a sua localização e a relação com a via de acesso à cidade, esta seria a entrada principal do anfiteatro com a Porta Triumphalis ao centro.
O anfiteatro localiza-se a norte do oppidum de Conimbriga e implanta-se numa bacia topográfica natural, sobre uma linha de água. É precisamente neste eixo da linha de água, conhecido como “vale de Condeixa”, que se conservam as abóbadas do anfiteatro. Estas abóbadas estão localizadas em lados opostos, sendo que a este existem três estruturas abobadadas e a oeste outras três. Estas últimas, formadas por um conjunto de três profundos espaços abobadados, constituem a base de uma casa de Condeixa-a-Velha. As abóbadas a este implantam-se sobre uma das principais vias de acesso ao anfiteatro, numa depressão fluvial ligada à bacia topográfica. Tendo em conta a sua localização e a relação com a via de acesso à cidade, esta seria a entrada principal do anfiteatro com a Porta Triumphalis ao centro.


O projeto consiste numa reconstrução crítica, ação instrumental no relacionamento com o património, que pretende: recuperar o perímetro da muralha augustana; recuperar a área da cidade no Período Augustano; reforçar o percurso de ligação pela costa a Lisboa; criar um equipamento urbano que permite a realização de espetáculos de vários tipos como define a Carta de Verona; permitir uma leitura mais clara sobre os processos de apropriação do anfiteatro após o século IV, através da construção de habitações sobre o edifício a oeste e a norte.
O projeto consiste numa reconstrução crítica, ação instrumental no relacionamento com o património, que pretende: recuperar o perímetro da muralha augustana; recuperar a área da cidade no Período Augustano; reforçar o percurso de ligação pela costa a Lisboa; criar um equipamento urbano que permite a realização de espetáculos de vários tipos como define a Carta de Verona; permitir uma leitura mais clara sobre os processos de apropriação do anfiteatro após o século IV, através da construção de habitações sobre o edifício a oeste e a norte.

O edifício parte da ideia de evocar uma parte da volumetria do antigo anfiteatro romano, repondo o grande marco da malha urbana da cidade que outrora foi. As abóbadas existentes são o elemento mais importante desta intervenção. São os elementos que definem um passado presente e permitem uma leitura e uma interpretação mais simples para os visitantes.
O edifício parte da ideia de evocar uma parte da volumetria do antigo anfiteatro romano, repondo o grande marco da malha urbana da cidade que outrora foi. As abóbadas existentes são o elemento mais importante desta intervenção. São os elementos que definem um passado presente e permitem uma leitura e uma interpretação mais simples para os visitantes.

Esta nova estrutura é composta por dois volumes: o primeiro assente sobre o podium da arena, moldado diretamente no terreno, constitui a ima cavea; o segundo, que constitui a media cavea e a summa cavea, está assente sobre a ima cavea e sobre as abóbadas romanas existentes. Sobre a ima cavea apoia-se uma estrutura leve em madeira, formada pelo conjunto da media cavea e da summa cavea, separada, no entanto, por um perfil metálico, que cria uma linha de sombra, separando duas materialidades distintas (a pedra e a madeira).
Esta nova estrutura é composta por dois volumes: o primeiro assente sobre o podium da arena, moldado diretamente no terreno, constitui a ima cavea; o segundo, que constitui a media cavea e a summa cavea, está assente sobre a ima cavea e sobre as abóbadas romanas existentes. Sobre a ima cavea apoia-se uma estrutura leve em madeira, formada pelo conjunto da media cavea e da summa cavea, separada, no entanto, por um perfil metálico, que cria uma linha de sombra, separando duas materialidades distintas (a pedra e a madeira).


A estrutura do anfiteatro consiste num embasamento em muros de gabião que se moldam no terreno e permitem formar a ima cavea. Lajetas pré-fabricadas de betão são a base dos assentos da cavea e permitem a mesma leitura visual monocromática da pedra. Sobre este primeiro anel assentam uma estrutura leve em madeira que parte do princípio estrutural do desenho do corte transverssal por Serlio. Toda a estrutura do anfiteatro permite a sua reversibilidade.
A estrutura do anfiteatro consiste num embasamento em muros de gabião que se moldam no terreno e permitem formar a ima cavea. Lajetas pré-fabricadas de betão são a base dos assentos da cavea e permitem a mesma leitura visual monocromática da pedra. Sobre este primeiro anel assentam uma estrutura leve em madeira que parte do princípio estrutural do desenho do corte transverssal por Serlio. Toda a estrutura do anfiteatro permite a sua reversibilidade.




ÍNDICE PROJETO
MENÇÃO HONROSA
RECONSTRUÇÃO CRÍTICA ANFITEATRO ROMANO CONIMBRIGA
Universidade de Coimbra - Faculdade de Ciências e Tecnologias

É na aldeia de Condeixa-a-Velha onde estão localizadas as ruínas do Anfiteatro Romano de Conimbriga. Estas, compostas por dois conjuntos de três abóbadas em cada extremo do eixo maior, implantam-se numa bacia topográfica com uma pendente de 15 metros em relação ao topo do planalto. A proposta assenta sobre as ruínas, criando uma nova volumetria que interpreta o antigo anfiteatro. Esta nova estrutura vem resolver vários problemas do sítio arqueológico, tais como: recuperar o perímetro da muralha augusta, o que dá outras leituras a Conimbriga; reforçar o antigo percurso de ligação pela costa a Lisboa; criar um equipamento urbano que permite a realização de espetáculos de vários tipos; permitir uma leitura mais clara sobre os processos de apropriação do anfiteatro após o século IV, através da construção de habitações sobre o edifício. Para além disso, este projeto justifica-se pela necessidade de uma melhor articulação dos percursos de visita integrando Condeixa-a-Velha. Este novo edifício, que interpreta a ruína e a implantação excecional do antigo anfiteatro romano de Conimbriga, para além de ter autonomia própria, insere-se numa estratégia global de intervenção no sítio arqueológico