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Estudo da paisagem ao nível do concelho de Alcobaça: Geomorfologia, Hidrografia e Hipsometria.
Estudo da paisagem ao nível do concelho de Alcobaça: Geomorfologia, Hidrografia e Hipsometria.

Desenvolvimento urbano de Alcobaça e evolução da cerca desde a Idade Média à atualidade e a sua influência no Mosteiro de Alcobaça (à esquerda). Evolução do Mosteiro de Alcobaça, claustros e cerca do séc.XII ao séc.XXI (à direita).
Desenvolvimento urbano de Alcobaça e evolução da cerca desde a Idade Média à atualidade e a sua influência no Mosteiro de Alcobaça (à esquerda). Evolução do Mosteiro de Alcobaça, claustros e cerca do séc.XII ao séc.XXI (à direita).

Definição das áreas de intervenção.
Definição das áreas de intervenção.

Plano Diretor de Restauro da cerca e jardins do Mosteiro de Alcobaça.
Plano Diretor de Restauro da cerca e jardins do Mosteiro de Alcobaça.

Fotomontagens da intervenção no Jardim das Murtas. A ideia é transformar o espaço numa “sala de visitas” da cerca, com a colocação de canteiros de flores (inspirados nas descrições de viajantes do século XVIII), aproveitamento de plantas existentes e, se possível, colocação de novas árvores. Criação de locais de estadia e adaptação do jardim à realização de atividades lúdicas (meditação, arte, leitura). Manutenção das áreas de prado de sequeiro. Preservação do património construído existente (antigo cemitério). Uniformização da área junto ao mosteiro, através da utilização de um material nobre, como a laje de rocha calcária. Restauro e manutenção da Capela de Nossa Senhora do Desterro e da escadaria barroca que dá acesso ao jardim do Obelisco. Conservação da coleção botânica do século XIX.
Fotomontagens da intervenção no Jardim das Murtas. A ideia é transformar o espaço numa “sala de visitas” da cerca, com a colocação de canteiros de flores (inspirados nas descrições de viajantes do século XVIII), aproveitamento de plantas existentes e, se possível, colocação de novas árvores. Criação de locais de estadia e adaptação do jardim à realização de atividades lúdicas (meditação, arte, leitura). Manutenção das áreas de prado de sequeiro. Preservação do património construído existente (antigo cemitério). Uniformização da área junto ao mosteiro, através da utilização de um material nobre, como a laje de rocha calcária. Restauro e manutenção da Capela de Nossa Senhora do Desterro e da escadaria barroca que dá acesso ao jardim do Obelisco. Conservação da coleção botânica do século XIX.

Fotomontagens da intervenção nos terrenos da Fundação Maria e Oliveira. Propõe-se a criação de caminhos/percursos temáticos, que terão como base o desenho geométrico, relembrando os princípios de austeridade e rigor de Cister. Estes irão desenvolver-se ao longo dos muros que delimitam estes terrenos, segundo o levantamento de caminhos antigos, mas irão também delimitar as parcelas de pomares e vinhas, onde o conceito de geometria está presente. Estes percursos ao longo de muros serão reforçados por latadas de vinha transversais às parcelas de pomar, relembrando as vinhas, muito descritas pelos viajantes, criando, também, diferentes vistas para a paisagem envolvente.
Fotomontagens da intervenção nos terrenos da Fundação Maria e Oliveira. Propõe-se a criação de caminhos/percursos temáticos, que terão como base o desenho geométrico, relembrando os princípios de austeridade e rigor de Cister. Estes irão desenvolver-se ao longo dos muros que delimitam estes terrenos, segundo o levantamento de caminhos antigos, mas irão também delimitar as parcelas de pomares e vinhas, onde o conceito de geometria está presente. Estes percursos ao longo de muros serão reforçados por latadas de vinha transversais às parcelas de pomar, relembrando as vinhas, muito descritas pelos viajantes, criando, também, diferentes vistas para a paisagem envolvente.

Fotomontagens da intervenção no Jardim do Obelisco (em cima) e nos terrenos da Fundação Maria e Oliveira (em baixo). No primeiro, surge como referência de intervenção neste espaço, o Potager du roi, em Versalhes. Desde o século XVII, que este lugar tem sido usado tanto para hortas floridas como para hortas de cultivo. O desenho, inspirado no traçado barroco (o mais predominante na evolução da cerca e nesta referência), terá um alinhamento, reforçado por ciprestes, que se cruzam ao centro no obelisco, numa envolvente de espaço aberto com grandes áreas verdes e presença de alguns bosquetes. O caminho principal terá uma largura de cinco metros, com o objetivo de enaltecer a vista para o obelisco, um importante elemento da cerca. Na segunda imagem, pretende-se reforçar a ideia de pomar, através da plantação de novas árvores de fruto e criação de parcelas de vinhas, produção muito admirada pelos antigos viajantes.
Fotomontagens da intervenção no Jardim do Obelisco (em cima) e nos terrenos da Fundação Maria e Oliveira (em baixo). No primeiro, surge como referência de intervenção neste espaço, o Potager du roi, em Versalhes. Desde o século XVII, que este lugar tem sido usado tanto para hortas floridas como para hortas de cultivo. O desenho, inspirado no traçado barroco (o mais predominante na evolução da cerca e nesta referência), terá um alinhamento, reforçado por ciprestes, que se cruzam ao centro no obelisco, numa envolvente de espaço aberto com grandes áreas verdes e presença de alguns bosquetes. O caminho principal terá uma largura de cinco metros, com o objetivo de enaltecer a vista para o obelisco, um importante elemento da cerca. Na segunda imagem, pretende-se reforçar a ideia de pomar, através da plantação de novas árvores de fruto e criação de parcelas de vinhas, produção muito admirada pelos antigos viajantes.

Plano de Percursos. Serão criados três tipos, consoante a distância e os elementos mais importantes presentes na cerca: 1. Percurso “Sistema hidráulico cisterciense”; 2. Percurso “As culturas de Cister”; 3. Percurso “Os Claustros da Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça”.
Plano de Percursos. Serão criados três tipos, consoante a distância e os elementos mais importantes presentes na cerca: 1. Percurso “Sistema hidráulico cisterciense”; 2. Percurso “As culturas de Cister”; 3. Percurso “Os Claustros da Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça”.




ÍNDICE PROJETO
NOMEADO
A ORDEM DE CISTER E A ARQUITETURA PAISAGISTA
Universidade de Lisboa

Caso de estudo: Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça.
A Ordem de Cister guiava-se pelo cânone Ora & Labora, tanto na sua vida quotidiana como no ordenamento da paisagem. Eram subjacentes valores de obediência, trabalho manual e caridade. Na escolha do território, os monges agrónomos elegiam lugares que correspondessem tanto a espaço e funcionalidade, como também à sensação de clausura (distanciamento de aglomerados urbanos) e autossuficiência. Geralmente, instalavam-se em vales florestados com solos de boa aptidão agrícola (aluvião).
A intervenção proposta para este espaço teve como objetivo principal recuperar e respeitar estes valores e características culturais associadas a esta cerca monástica que contribuiu para o desenvolvimento da região.
Pretende-se, por isso, recriar as áreas de hortas, pomares, vinhas e de jardim, com vegetação autóctone e de produção da região, divididas em três áreas principais, interligadas por caminhos de desenho geométrico. Serão criados três tipos de percursos, com o intuito de interligar os espaços exteriores do conjunto, incluindo os claustros.