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IMG1- Planta de localização e implantação - O monumento megalítico Cromeleque dos Almendres situa-se a 12 Km da zona oeste da cidade de Évora, próximo de uma encosta pertencente à freguesia de Guadalupe. Após conhecer-se a área de intervenção e o lugar a intervir, decidiu-se que a proposta deveria ser sensível aos monumentos megalíticos, promovendo uma experiência única perante a paisagem.
IMG1- Planta de localização e implantação - O monumento megalítico Cromeleque dos Almendres situa-se a 12 Km da zona oeste da cidade de Évora, próximo de uma encosta pertencente à freguesia de Guadalupe. Após conhecer-se a área de intervenção e o lugar a intervir, decidiu-se que a proposta deveria ser sensível aos monumentos megalíticos, promovendo uma experiência única perante a paisagem.

IMG2- O esquiço - Desempenha um papel predominante no desenvolvimento do projeto conduzindo à forma final da proposta. Deste modo, o esquiço é mais do que um conjunto de simples linhas numa superfície, uma representação de uma técnica ou um processo explicativo. Qualquer que seja a sua forma este assume-se como um meio de expressão das próprias ideias.
IMG2- O esquiço - Desempenha um papel predominante no desenvolvimento do projeto conduzindo à forma final da proposta. Deste modo, o esquiço é mais do que um conjunto de simples linhas numa superfície, uma representação de uma técnica ou um processo explicativo. Qualquer que seja a sua forma este assume-se como um meio de expressão das próprias ideias.

IMG3- A maquete - Como materialização da proposta foi fundamental para se perceber a relação entre a volumetria do edifício proposto, o contexto existente e o monumento arqueológico.
IMG3- A maquete - Como materialização da proposta foi fundamental para se perceber a relação entre a volumetria do edifício proposto, o contexto existente e o monumento arqueológico.

IMG4- Centro de Visitantes relação interior/exterior - A ideia base do projeto está no confronto entre o Cromeleque e a natureza na qual se insere: destacando-se um volume central da proposta, que penetra na área visual do Cromeleque dos Almendres, e que possui uma inclinação alinhada com o eixo de simetria, permitindo a transição entre o espaço exterior/interior e a distribuição interior do projeto que se materializa pela exceção no desenho escultórico da escada.
IMG4- Centro de Visitantes relação interior/exterior - A ideia base do projeto está no confronto entre o Cromeleque e a natureza na qual se insere: destacando-se um volume central da proposta, que penetra na área visual do Cromeleque dos Almendres, e que possui uma inclinação alinhada com o eixo de simetria, permitindo a transição entre o espaço exterior/interior e a distribuição interior do projeto que se materializa pela exceção no desenho escultórico da escada.

IMG5- Centro de Visitantes, musealização com visualização do Cromeleque - Criou-se um percurso interno desde a receção, galerias até ao objeto patrimonial, pretendendo que o turista adquira conhecimento, à medida que percorre os espaços internos, tendo sempre contacto visual com o local através dos grandes vão envidraçados, estabelecendo com maior facilidade o diálogo com o elemento que se visita.
IMG5- Centro de Visitantes, musealização com visualização do Cromeleque - Criou-se um percurso interno desde a receção, galerias até ao objeto patrimonial, pretendendo que o turista adquira conhecimento, à medida que percorre os espaços internos, tendo sempre contacto visual com o local através dos grandes vão envidraçados, estabelecendo com maior facilidade o diálogo com o elemento que se visita.

IMG6- Os materiais construtivos - foram pensados de acordo com a abordagem conceptual realizada. Decidiu-se criar uma única linguagem construtiva de cariz austero, sendo a opção construtiva e a linguagem arquitetónica fruto de uma lógica compositiva, apoiada nos materiais, que reforçam a ideia (dicotomia entre a pedra do Cromeleque e o betão branco da proposta). Porém os espaços de degustação e não expositivos apresentam um cariz de acolhimento e conforto visual gerado pela retícula de madeira, destacando-se assim da parte musealizada e permitindo uma outra dicotomia de materiais (betão branco-madeira).
IMG6- Os materiais construtivos - foram pensados de acordo com a abordagem conceptual realizada. Decidiu-se criar uma única linguagem construtiva de cariz austero, sendo a opção construtiva e a linguagem arquitetónica fruto de uma lógica compositiva, apoiada nos materiais, que reforçam a ideia (dicotomia entre a pedra do Cromeleque e o betão branco da proposta). Porém os espaços de degustação e não expositivos apresentam um cariz de acolhimento e conforto visual gerado pela retícula de madeira, destacando-se assim da parte musealizada e permitindo uma outra dicotomia de materiais (betão branco-madeira).

IMG7- Inserção no terreno - A proposta encontra-se semienterrada, transmitindo a sensação que o volume esta contido no terreno, tornando-se parte dele. Devido ao clima do Alentejo, com temperaturas diariamente altas na época do verão optou-se por enterrar o edifício, como sucedia com as próprias Antas, beneficiando das qualidades naturais da área, em que o ganho de calor (durante o dia) é libertado no período da noite.
IMG7- Inserção no terreno - A proposta encontra-se semienterrada, transmitindo a sensação que o volume esta contido no terreno, tornando-se parte dele. Devido ao clima do Alentejo, com temperaturas diariamente altas na época do verão optou-se por enterrar o edifício, como sucedia com as próprias Antas, beneficiando das qualidades naturais da área, em que o ganho de calor (durante o dia) é libertado no período da noite.

IMG8- Inserção no terreno vs. Organização do percurso de visita - A proposta ao encontrar-se semienterrada permite uma descoberta gradual do Património arqueológico que culmina na total visualização do Cromeleque dos Almendres no final do percurso de visita. Este momento atinge o seu clímax na parte central superior da proposta que corresponde ao alinhamento com o eixo de simetria do objeto patrimonial que se pretende interpretar.
IMG8- Inserção no terreno vs. Organização do percurso de visita - A proposta ao encontrar-se semienterrada permite uma descoberta gradual do Património arqueológico que culmina na total visualização do Cromeleque dos Almendres no final do percurso de visita. Este momento atinge o seu clímax na parte central superior da proposta que corresponde ao alinhamento com o eixo de simetria do objeto patrimonial que se pretende interpretar.




ÍNDICE PROJETO
NOMEADO
ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA
Universidade da Beira Interior

interpretação e memória do património
Proposta de um centro de visitantes para Cromeleque dos Almendres – Évora

O projeto surge com o intuito de salvaguardar a memória do Cromeleque dos Almendres, acreditando que o centro de visitantes é uma mais-valia para a preservação do património.
A proposta foi pensada para que os visitantes não tivessem contato imediato com o Cromeleque criando uma proposta abaixo da cota mais elevada. A volumetria foi elaborada de modo a que tivesse uma presença subtil mas afirmativa, com o intuito de desvendar progressivamente a proposta causando curiosidade e deslumbramento. É uma proposta plena de dialéticas: austeridade/calor, curiosidade/conhecimento, contemporaneidade dos materiais (betão branco) /passado arqueológico (pedra), esquiço/proposta, inserção/maquete.
A ideia base do projeto está no confronto entre o Cromeleque e a natureza na qual se insere: destacando-se um volume central da proposta, que penetra na área visual do Cromeleque dos Almendres, e que possui uma inclinação alinhada com o eixo de simetria, permitindo a transição entre o espaço exterior/interior e a distribuição interior do projeto.