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A Mata Nacional do Urso (MNU), estende-se ao longo da zona litoral do concelho de Pombal, banhada a poente pelo oceano Atlântico. Esta, apesar de não se encontrar inserida em Rede Natura 2000, possui alguma sensibilidade ecológica do ponto de vista da biodiversidade por integrar espécies classificadas na Diretiva Habitats e também por se encontrar sobre um aquífero. O parque de campismo proposto, ocupa uma área de 10ha do pinhal, a 4km da linha de costa onde se encontra a praia do Osso da Baleia.
A Mata Nacional do Urso (MNU), estende-se ao longo da zona litoral do concelho de Pombal, banhada a poente pelo oceano Atlântico. Esta, apesar de não se encontrar inserida em Rede Natura 2000, possui alguma sensibilidade ecológica do ponto de vista da biodiversidade por integrar espécies classificadas na Diretiva Habitats e também por se encontrar sobre um aquífero. O parque de campismo proposto, ocupa uma área de 10ha do pinhal, a 4km da linha de costa onde se encontra a praia do Osso da Baleia.

Análise biofísica, esquema conceptual e organização espacial. A conceção de um projeto para um parque de campismo requer o equilíbrio entre uma série de fatores, que vão desde as condicionantes legais, aos fatores abióticos, bióticos e culturais do lugar, assim como os diferentes equipamentos e serviços exigidos, o fator económico e a experiência do utilizador relativamente ao espaço natural. A proposta teve em consideração os três pilares do Turismo Sustentável (ambiental, social e económico), o Turismo de Acessibilidades e o Turismo de Natureza.
Análise biofísica, esquema conceptual e organização espacial. A conceção de um projeto para um parque de campismo requer o equilíbrio entre uma série de fatores, que vão desde as condicionantes legais, aos fatores abióticos, bióticos e culturais do lugar, assim como os diferentes equipamentos e serviços exigidos, o fator económico e a experiência do utilizador relativamente ao espaço natural. A proposta teve em consideração os três pilares do Turismo Sustentável (ambiental, social e económico), o Turismo de Acessibilidades e o Turismo de Natureza.

Dada a riqueza e qualidade paisagística da Mata Nacional do Urso, optou-se por uma simplicidade no desenho de projeto, de modo a manter e valorizar o caráter desta paisagem e ao mesmo tempo responder às necessidades dos utilizadores. Deste modo a proposta baseia-se (i) num desenho de projeto simples e de mínimo impacte ambiental, que leva em conta todas as condicionantes legais e biofísicas existentes; (ii) na realização de medidas minimizadoras no espaço envolvente à área de estudo; (iii) na adoção de boas práticas ambientais; (iv) na sensibilização e educação dos utilizadores sobre os valores naturais da paisagem e sobre a necessidade de adotar comportamentos sustentáveis.
Dada a riqueza e qualidade paisagística da Mata Nacional do Urso, optou-se por uma simplicidade no desenho de projeto, de modo a manter e valorizar o caráter desta paisagem e ao mesmo tempo responder às necessidades dos utilizadores. Deste modo a proposta baseia-se (i) num desenho de projeto simples e de mínimo impacte ambiental, que leva em conta todas as condicionantes legais e biofísicas existentes; (ii) na realização de medidas minimizadoras no espaço envolvente à área de estudo; (iii) na adoção de boas práticas ambientais; (iv) na sensibilização e educação dos utilizadores sobre os valores naturais da paisagem e sobre a necessidade de adotar comportamentos sustentáveis.

A galeria ripícola associada à ribeira de S. José é caracterizada pela presença de vegetação infestante. Deste modo, propõe-se a remoção desta vegetação e o reforço de espécies nativas já existentes, características deste habitat. Na restante área, de forma a manter o caráter desta paisagem, o elenco vegetal proposto baseia-se também no reforço das espécies existentes para aumentar a densidade de vegetação nas áreas tampão. As unidades de alojamento foram projetadas de forma a se distanciarem umas das outras. Os espaços entre cada uma das unidades de alojamento individual, foram definidos comos zonas tampão. Estas zonas pretendem aumentar a sensação de privacidade e de segurança entre alvéolos, aumentar a sensação de integração na natureza e a diminuição do ruído social. No caso dos alvéolos de campismo, foi proposto a colocação de um pimenteiro de distribuição de água e eletricidade entre cada dois alvéolos.
A galeria ripícola associada à ribeira de S. José é caracterizada pela presença de vegetação infestante. Deste modo, propõe-se a remoção desta vegetação e o reforço de espécies nativas já existentes, características deste habitat. Na restante área, de forma a manter o caráter desta paisagem, o elenco vegetal proposto baseia-se também no reforço das espécies existentes para aumentar a densidade de vegetação nas áreas tampão. As unidades de alojamento foram projetadas de forma a se distanciarem umas das outras. Os espaços entre cada uma das unidades de alojamento individual, foram definidos comos zonas tampão. Estas zonas pretendem aumentar a sensação de privacidade e de segurança entre alvéolos, aumentar a sensação de integração na natureza e a diminuição do ruído social. No caso dos alvéolos de campismo, foi proposto a colocação de um pimenteiro de distribuição de água e eletricidade entre cada dois alvéolos.

Corte e perspetiva do núcleo de entrada com o parque de estacionamento, ribeira e edifícios de Receção e Centro de Interpretação Ambiental.
Corte e perspetiva do núcleo de entrada com o parque de estacionamento, ribeira e edifícios de Receção e Centro de Interpretação Ambiental.

Perspetiva da área de campismo e corte na zona de Fito-ETAR e Campo Polidesportivo.
Perspetiva da área de campismo e corte na zona de Fito-ETAR e Campo Polidesportivo.

A estrutura de mobilidade pretende essencialmente estabelecer uma ligação pedonal entre os diversos espaços e proibir a circulação automóvel dentro do parque. Os percursos pedonais foram desenhados de forma a serem assentes sobre estacaria e assim permitirem a circulação de pequenos veículos elétricos. Estes poderão ser usados pelo staff na manutenção do parque de campismo e pelos clientes para transporte de bagagem entre o parque de estacionamento e a respetiva área de alojamento. De forma a garantir a segurança no parque de campismo, foi proposta uma via de circulação automóvel para veículos de emergência ao longo de todo o limite do espaço com várias saídas de emergência.
A estrutura de mobilidade pretende essencialmente estabelecer uma ligação pedonal entre os diversos espaços e proibir a circulação automóvel dentro do parque. Os percursos pedonais foram desenhados de forma a serem assentes sobre estacaria e assim permitirem a circulação de pequenos veículos elétricos. Estes poderão ser usados pelo staff na manutenção do parque de campismo e pelos clientes para transporte de bagagem entre o parque de estacionamento e a respetiva área de alojamento. De forma a garantir a segurança no parque de campismo, foi proposta uma via de circulação automóvel para veículos de emergência ao longo de todo o limite do espaço com várias saídas de emergência.

Corte e perspetiva da zona de lazer com a piscina biológica e equipamentos de utilização comum (minimercado, sala comum, restaurante/bar, posto médico e balneários).
Corte e perspetiva da zona de lazer com a piscina biológica e equipamentos de utilização comum (minimercado, sala comum, restaurante/bar, posto médico e balneários).




ÍNDICE PROJETO
NOMEADO
A PAISAGEM DO RECREIO
Universidade do Algarve

Uma proposta de Parque de Campismo para a Mata Nacional do Urso, em Pombal
A paisagem do recreio concilia os objetivos da conservação com os objetivos da usufruição na obtenção e criação de riqueza e bem-estar. Nesta perspetiva apresenta-se a proposta de um parque de campismo de cinco estrelas para a Mata Nacional do Urso, em Pombal. O projeto teve em consideração os três pilares do Turismo Sustentável (ambiental, social e económico), Turismo de Acessibilidades e Turismo de Natureza. Propôs-se assim a implementação de várias tipologias de alojamento: alvéolos de campismo, bungalows, eco-pods e glamping. Para além dos diferentes serviços propostos e exigidos pela legislação, dotou-se o espaço com estruturas e equipamentos que seguem uma linha ecológica, designadamente uma fito-ETAR, piscina biológica, percursos assentes em estacaria e o recurso a viaturas elétricas. O desenho de projeto resultou num espaço pouco intervencionado, em harmonia com os valores e atributos paisagísticos presentes, onde a paisagem natural domina sobrepondo-se aos equipamentos multifuncionais do parque através de zonas tampão.