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A proposta de intervenção ao nível urbano passa por intervir na regeneração e requalificação do Aterro da Boavista, na margem ribeirinha de Santos. A análise do lugar possibilitou o redesenho da matriz urbana ribeirinha, e neste sentido, foram traçados eixos de permeabilidade no sentido do rio, permitindo assim segregar a operação urbanística em 3 núcleos de intervenção que, articulados entre si, assumem um papel fundamental na transformação e estruturação deste território
A proposta de intervenção ao nível urbano passa por intervir na regeneração e requalificação do Aterro da Boavista, na margem ribeirinha de Santos. A análise do lugar possibilitou o redesenho da matriz urbana ribeirinha, e neste sentido, foram traçados eixos de permeabilidade no sentido do rio, permitindo assim segregar a operação urbanística em 3 núcleos de intervenção que, articulados entre si, assumem um papel fundamental na transformação e estruturação deste território

Os objetivos desta intervenção passam por desenvolver um novo plano urbano na cidade e dotar este lugar de equipamentos náutico-desportivos, capazes, não só de fixar e integrar a população, mas também caracterizar simbolicamente o aterro, tornando-o assim num espaço de excelência em Lisboa, tendo como foco principal a projeção de uma ‘centro marítimo’ na margem do Tejo.
Os objetivos desta intervenção passam por desenvolver um novo plano urbano na cidade e dotar este lugar de equipamentos náutico-desportivos, capazes, não só de fixar e integrar a população, mas também caracterizar simbolicamente o aterro, tornando-o assim num espaço de excelência em Lisboa, tendo como foco principal a projeção de uma ‘centro marítimo’ na margem do Tejo.

Este lugar, pela sua localização, apresenta-se como um território privilegiado na cidade, o que lhe confere um enorme potencial para se afirmar como um polo urbano ativo e dinâmico. Encontrando-se no final da avenida D. Carlos I e na intersecção dos fluxos provenientes da estação ferroviária de Santos, estabelece-se aqui a necessidade de uma marcação concreta, de uma âncora, de um ponto de encontro, neste momento central de passagem e paragem.
Este lugar, pela sua localização, apresenta-se como um território privilegiado na cidade, o que lhe confere um enorme potencial para se afirmar como um polo urbano ativo e dinâmico. Encontrando-se no final da avenida D. Carlos I e na intersecção dos fluxos provenientes da estação ferroviária de Santos, estabelece-se aqui a necessidade de uma marcação concreta, de uma âncora, de um ponto de encontro, neste momento central de passagem e paragem.

É segundo esta ideia de centralidade que se manifesta a importância de projetar um edifício de maior escala, que por sua vez possa servir de palco para as demais atividades socioculturais. Projetar um edifício para Lisboa e para o Tejo. Um edifício associado à imagem do rio que manifeste a vontade de afirmar Lisboa como cidade portuária no contexto mundial.
É segundo esta ideia de centralidade que se manifesta a importância de projetar um edifício de maior escala, que por sua vez possa servir de palco para as demais atividades socioculturais. Projetar um edifício para Lisboa e para o Tejo. Um edifício associado à imagem do rio que manifeste a vontade de afirmar Lisboa como cidade portuária no contexto mundial.

O Centro Português da Cultura do Mar foi pensado como um elemento físico central, alinhando-se como um eixo estruturador paralelo ao rio. No âmbito formal e programático, desenvolve-se em três partes. A primeira, definida pela massa enterrada, faz corresponder à estrutura de suporte onde o edifício vai nascer. A escavação de uma galeria expositiva de cariz museológico e a presença de um tanque lúdico de enormes dimensões asseguram o cenário perfeito para se recriar a história dos Descobrimentos portugueses e narrar o percurso histórico de Portugal no âmbito marítimo.
O Centro Português da Cultura do Mar foi pensado como um elemento físico central, alinhando-se como um eixo estruturador paralelo ao rio. No âmbito formal e programático, desenvolve-se em três partes. A primeira, definida pela massa enterrada, faz corresponder à estrutura de suporte onde o edifício vai nascer. A escavação de uma galeria expositiva de cariz museológico e a presença de um tanque lúdico de enormes dimensões asseguram o cenário perfeito para se recriar a história dos Descobrimentos portugueses e narrar o percurso histórico de Portugal no âmbito marítimo.

A segunda, organizada longitudinalmente, faz corresponder ao plateau onde está inserido o edifício, que assume uma condição de espaço público comunicando espontaneamente com o aterro e ‘procura’ o rio em pontos estratégicos. Este pódio, onde se inserem as colunas estruturais, assume o papel de plataforma multiusos, podendo ser ocupado por qualquer exposição, salão ou feira náutica. É um espaço livre, aberto para o Tejo, capaz de abrigar milhares de pessoas num único evento.
A segunda, organizada longitudinalmente, faz corresponder ao plateau onde está inserido o edifício, que assume uma condição de espaço público comunicando espontaneamente com o aterro e ‘procura’ o rio em pontos estratégicos. Este pódio, onde se inserem as colunas estruturais, assume o papel de plataforma multiusos, podendo ser ocupado por qualquer exposição, salão ou feira náutica. É um espaço livre, aberto para o Tejo, capaz de abrigar milhares de pessoas num único evento.

A terceira e última faz corresponder ao tabuleiro assente nas duas colunas estruturais que atravessam toda a unidade edificada. É aqui que se encontram os programas de cariz cultural – biblioteca e auditório – e o observatório do Tejo, um amplo espaço, a 16 metros de altura, que faz a ponte de contacto visual entre cidade e rio. Um espaço de contemplação que oferece uma vista panorâmica sobre o Tejo.
A terceira e última faz corresponder ao tabuleiro assente nas duas colunas estruturais que atravessam toda a unidade edificada. É aqui que se encontram os programas de cariz cultural – biblioteca e auditório – e o observatório do Tejo, um amplo espaço, a 16 metros de altura, que faz a ponte de contacto visual entre cidade e rio. Um espaço de contemplação que oferece uma vista panorâmica sobre o Tejo.

A projeção de um centro dedicado à cultura marítima apresenta-se, num contexto arquitetónico, como uma proposta contemporânea que reclama o seu lugar enquanto marco na fachada ribeirinha, ostentando ainda assim, uma contextura relacional, de partilha e cruzamento, capaz de atenuar a barreira entre cidade e rio e aproximar as pessoas da sua cultura marítima ancestral.
A projeção de um centro dedicado à cultura marítima apresenta-se, num contexto arquitetónico, como uma proposta contemporânea que reclama o seu lugar enquanto marco na fachada ribeirinha, ostentando ainda assim, uma contextura relacional, de partilha e cruzamento, capaz de atenuar a barreira entre cidade e rio e aproximar as pessoas da sua cultura marítima ancestral.




ÍNDICE PROJETO
NOMEADO
REGENERAÇÃO URBANA DA FRENTE RIBEIRINHA DE SANTOS
Universidade de Lisboa -
Faculdade de Arquitectura

Um Olhar Sobre o Tejo
Em finais do século XIX, a construção da linha ferroviária entre Lisboa e Cascais, juntamente com a construção de um aterro destinado a receber infraestruturas para o porto de Lisboa, veio alterar por completo a relação entre o rio e a cidade. As atividades portuárias ocupavam a ‘praia’ de Lisboa e roubavam espaço para novas ideias e propósitos, deixando-a, na sua maioria, inacessível aos lisboetas que assim se viam obrigados a viver de costas para o rio. Mais tarde, com a reestruturação do porto, as instalações e os armazéns da marinha foram recolocados e os postos de importação e exportação foram relocalizados. As velhas infraestruturas portuárias foram abandonadas sem qualquer juízo ou sentença, deixando para trás reminiscências de um espaço ativo e dinâmico. É então necessário refletir sobre esse espaço. Entender os seus problemas e procurar soluções e alternativas reais que possam alterar o seu futuro de uma forma sustentável. Caracterizar este lugar e devolvê-lo à cidade, através de um estudo e de um desenho que proponha uma redefinição das suas dinâmicas urbanas, garantindo desta forma, uma relação com a malha da cidade e uma ansiada apropriação deste território. Neste sentido o presente ensaio propõe a criação de um elaborado espaço público destinado a Lisboa e aos seus visitantes. Representa, através da revinculação entre o Homem e a Água, a recuperação de uma lacuna cultural na cultura portuguesa. Estabelece a vontade de narrar Lisboa, a vontade de evidenciar o seu preclaro, personificando o desejo de afirmar a cidadania portuguesa no contexto marítimo e assegurar o traçado histórico que lhe é inerente. Em modo de reflexão, Um Olhar Sobre O Tejo, estabelece o intento de recriar um espaço que outrora deteve comportamentos antropológicos. Poder-se-á considerar uma tentativa não só de devolver identidade ao lugar, mas principalmente à sociedade, numa noção de espaço público que se intitula pelo processo relacional dos indivíduos perante a cultura do mar nacional. Uma mudança no espaço, assegurando a perceção e mantendo a memória, para que os visitantes de amanhã sejam atores em vez de espetadores e, numa mútua relação entre espaço construído e espaço vivido, possam afirmar Lisboa como Capital Europeia do Atlântico.