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Contextualização geográfica da Ilha e principais premissas do projecto
Contextualização geográfica da Ilha e principais premissas do projecto

O Centro de Conservação do Património Marinho organiza-se em torno de três zonas. A primeiro serve a construção de embarcações tradicionais ( pátio contíguo a 1); a segunda serve a reabilitação das embarcaões ( pátios contíguos e 2 e 3) e a terceira serve o Centro de Investigação do Património Sub-Aquático ( pátio contíguo a 4 e 5). O projecto opera segundo pequenas operações cirúrgicas que visam revitalizar o lugar e criar novas vivências adequadas às exigências da vida contemporânea na Ilha. Essas operações cirúrgicas encontram-se destacadas a preto na planta.
O Centro de Conservação do Património Marinho organiza-se em torno de três zonas. A primeiro serve a construção de embarcações tradicionais ( pátio contíguo a 1); a segunda serve a reabilitação das embarcaões ( pátios contíguos e 2 e 3) e a terceira serve o Centro de Investigação do Património Sub-Aquático ( pátio contíguo a 4 e 5). O projecto opera segundo pequenas operações cirúrgicas que visam revitalizar o lugar e criar novas vivências adequadas às exigências da vida contemporânea na Ilha. Essas operações cirúrgicas encontram-se destacadas a preto na planta.

Como ilustram os cortes propõe-se a implantação de várias àrvores por ser um elemento que, para além do seu significado simbólico, concede momentos de sombra promovendo o encontro entre os habitantes da Ilha.
Como ilustram os cortes propõe-se a implantação de várias àrvores por ser um elemento que, para além do seu significado simbólico, concede momentos de sombra promovendo o encontro entre os habitantes da Ilha.

Devido à escassez de recursos e de apoio na Ilha de Moçambique, em todas as intervenções são utilizados materiais autóctones. 1- Sala de Apoio à construção das embarcações ( salienta-se a estrutura de tijolo de bloco de terra de modo a permitir a ventilação natural) 2- Torre de Leitura de Marés ( bloco de solo cimento com terra local e estrutura leve de madeira local de Chanfuta) 3- Oficinas ( reabilitação de paredes de pedra coralina sobrantes dos anexos demolidos, pavimento em solo cimento e cobertura em painéis sandwiche permitindo um maior controlo térmico no interior das oficinas)
Devido à escassez de recursos e de apoio na Ilha de Moçambique, em todas as intervenções são utilizados materiais autóctones. 1- Sala de Apoio à construção das embarcações ( salienta-se a estrutura de tijolo de bloco de terra de modo a permitir a ventilação natural) 2- Torre de Leitura de Marés ( bloco de solo cimento com terra local e estrutura leve de madeira local de Chanfuta) 3- Oficinas ( reabilitação de paredes de pedra coralina sobrantes dos anexos demolidos, pavimento em solo cimento e cobertura em painéis sandwiche permitindo um maior controlo térmico no interior das oficinas)

Esquiços de processo como método de especulação de ambientes que se pretende propor.
Esquiços de processo como método de especulação de ambientes que se pretende propor.

Figuras ilustrativas dos ambientes interior das oficinas, da torre e da sala de apoio à construção das embarcações.
Figuras ilustrativas dos ambientes interior das oficinas, da torre e da sala de apoio à construção das embarcações.

Maquete geral do projecto ( Centro de Conservação do Património Marinho e reabilitação da praça adjacente. Escala 1.250
Maquete geral do projecto ( Centro de Conservação do Património Marinho e reabilitação da praça adjacente. Escala 1.250




ÍNDICE PROJETO
 
CENTRO DE CONSERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO MARINHO
Universidade de Lisboa -
Faculdade de Arquitectura

A Tradição como veículo para um discurso sobre a Contemporaneidade - Centro de Conservação do Património Marinho
A proposta do Centro de Conservação do Património Marinho visa consolidar e valorizar as qualidades presentes no sítio, bem como, a tradição e memória social dos seus habitantes, aproveitando as carências e necessidades locais para construir oportunidades reais.
Localizada no norte de Moçambique, a Ilha de Moçambique é em 1991, classificada património mundial pela UNESCO. Desde então, assiste-se a um processo de consciencialização sobre o valor do seu património e da urgência da sua preservação.
Palco de complexas e diversas trocas culturais, de no Índico, vê traduzido no seu conjunto urbano e arquitectónico, os costumes e as tradições dos seus habitantes. Com maior relevo observam-se as actividades ligadas ao mar. As técnicas pesqueiras, a produção das embarcações e a exploração subaquática são exemplos de práticas que estabelecem o ritmo do quotidiano na Ilha. Porém, devido ao estado de degradação do património, da escassez de recursos e extrema pobreza estas tradições vão perdendo continuidade e observa-se uma crescente sobre-exploração dos recursos naturais.
Deste modo, e partindo de uma iniciativa real da Cooperação Portuguesa, propõem-se a reconversão dos edifícios do conjunto do Antigo Arsenal e Capitania, na cidade de Pedra e Cal. Surge assim a ideia do Centro de Conservação do Património Marinho. O programa estrutura-se através de três pátios principais: pátio da construção das embarcações (o mais público ) o do restauro das embarcações e o do Centro de Investigação do Património Marinho ( o mais privado).
A ideia principal do projecto prende-se com a consolidação e valorização não só das qualidades presentes no sítio mas, acima de tudo, da tradição e memória social dos seus habitantes, procurando criar espaços para o desenvolvimento da população e das técnicas artesanais locais, e não dar primazia ao turismo.
Devido à escassez de recursos propõem-se que todas as intervenções sejam realizadas com materiais locais: na reabilitação com a pedra coralina local e as novas intervenções, de carácter cirúrgico, em bloco de terra local compactado ou em solo-cimento.