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1. Conceito de Cinturas Periféricas; 2. Análise e comparação do crescimento da cidade do Porto (Portugal) e Torun (Polónia)
1. Conceito de Cinturas Periféricas; 2. Análise e comparação do crescimento da cidade do Porto (Portugal) e Torun (Polónia)

1. Planta da Cidade Porto - Identificação das funções; 2. Método para identificar essas funções; 3. Evolução das Formas Urbanas: Mapas_a. 1813; b.1865 (preto) e 1892 (vermelho); c. 1932 (preto) e 1937 (vermelho); D. 1993 (preto) e 2003 (vermelho), Fonte: Oliveira, V. 2013
1. Planta da Cidade Porto - Identificação das funções; 2. Método para identificar essas funções; 3. Evolução das Formas Urbanas: Mapas_a. 1813; b.1865 (preto) e 1892 (vermelho); c. 1932 (preto) e 1937 (vermelho); D. 1993 (preto) e 2003 (vermelho), Fonte: Oliveira, V. 2013

Planta da Cidade Porto - Identificação das Cinturas Periféricas
Planta da Cidade Porto - Identificação das Cinturas Periféricas

Planta da Cidade Porto - Imagens representativas de alguns elementos que compõem as cinturas periféricas
Planta da Cidade Porto - Imagens representativas de alguns elementos que compõem as cinturas periféricas

1. Interveção no Parque das Camélias: Planta de implantação, perfis e arranjos exteriores; 2. Evolução do Lote das Camélias
1. Interveção no Parque das Camélias: Planta de implantação, perfis e arranjos exteriores; 2. Evolução do Lote das Camélias




ÍNDICE PROJETO
 
CINTURAS PERIFÉRICAS
Universidade Lusófona do Porto

O 'Cheio' e o 'Vazio' na construção da Cidade
'...o espaço urbano é algo em que o que se deixa é tão importante como o que se preenche.' - Fernando Távora
Este estudo partiu de uma interrogação/inquietação: a existência de um vazio de grandes dimensões numa área consolidada da cidade é um fenómeno aleatório ou tem por trás uma lógica que o relaciona, de modo estrutural, com outros vazios na cidade?
Na resposta a esta pergunta aplicou-se, um conceito da geografia urbana, formulado por Herbert Louis na Alemanha dos anos 30 e desenvolvido por M.R.G. Conzen, em Inglaterra, a partir dos anos 60. Apreende-se não só o lugar como também tudo o que o rodeia e a sua participação na história urbana da cidade. Baseado no estudo de várias cidades (principalmente Torún) foram reconhecidos e apresentados os princípios e elementos fundamentais constituintes das cinturas periféricas e aplicado o mesmo conceito à cidade do Porto.
Após a sua identificação, estas cinturas revelam a sua importância no crescimento físico da cidade – e indirectamente uma dimensão económica e social, pois definem momentos ou processos relacionados com acontecimentos históricos ou geográficos capazes de manter ou transformar, a parcela ao longo do tempo.
A identificação das cinturas periféricas da cidade do Porto teve em conta as grandes transformações da estrutura urbana, desde a segunda muralha (século XIV), passando por meados do século XVIII/XIX, na época dos Almadas e as suas influências, até aos dias de hoje. Identificaram-se três cinturas periféricas: interior, intermédia e exterior. É importante perceber que a cidade não é uma ‘mancha’ única; é composta por diferentes partes. Para compreender a cidade, é tão necessário compreender as ruas e os edifícios como os vazios por eles deixados. Perceber a sua lógica, a sua origem e o seu motivo. Compreender onde estão e porque foram alterados ou permanecem ao longo dos séculos.
‘…o espaço que separa e liga as formas é também forma’. – Fernando Távora