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Zona ribeirinha de Lisboa | Implantação-O lugar do Grilo
Zona ribeirinha de Lisboa | Implantação-O lugar do Grilo

Estratégia proposta-Atravessamento transversal público. Ligação cidade-rio por meio de um percurso de abrandamento do ritmo urbano
Estratégia proposta-Atravessamento transversal público. Ligação cidade-rio por meio de um percurso de abrandamento do ritmo urbano

Planta cota +25,50 - nível da plataforma expositiva exterior e salas de intervenção interiores
Planta cota +25,50 - nível da plataforma expositiva exterior e salas de intervenção interiores

Axonometria explodida. À cota baixa, os espaços de produção artística. À cota alta, os espaços expositivos.
Axonometria explodida. À cota baixa, os espaços de produção artística. À cota alta, os espaços expositivos.

" (...) las obras de arte son experimentales, y las experiencias de éstas no se basan en una esencia que se encuentra en las obras en sí, sino en una opción activada por los usuários. " (ELIASSON,OLAFUR 2009)
" (...) las obras de arte son experimentales, y las experiencias de éstas no se basan en una esencia que se encuentra en las obras en sí, sino en una opción activada por los usuários. " (ELIASSON,OLAFUR 2009)

Sala de intervenção. Conceito de tempo retido através da luz indireta que elimina referências à forma temporal do mundo exterior.
Sala de intervenção. Conceito de tempo retido através da luz indireta que elimina referências à forma temporal do mundo exterior.

Fotografia de maquete 1/200. Créditos:Miguel Gama
Fotografia de maquete 1/200. Créditos:Miguel Gama

Fotografia de maquete 1/200. Créditos:Miguel Gama
Fotografia de maquete 1/200. Créditos:Miguel Gama




ÍNDICE PROJETO
MENÇÃO HONROSA
CENTRO DE CULTURA CONTEMPORÂNEA NO LUGAR DO GRILO
Universidade de Évora

A cidade: uma forma de tempo volatil
Num lugar obsoleto, é proposta uma reaproximação entre cidade e o rio através dum atravessamento público que inclui um programa cultural contemporâneo onde o abrandamento do ritmo citadino e a experimentação da obra de arte pelo homem urbano dá sentido ao conceito interventivo da arte contemporânea.
A escolha do local de intervenção com a premissa de um programa de espaço expositivo de cultura contemporânea centrou-se na zona oriental da frente ribeirinha da cidade de Lisboa.
O lugar do Grilo foi selecionado por se tratar de um troço de cidade descontinuada com necessidades urgentes. A sobreposição de infra-estruturas e edifícios de diferentes gerações definem um espaço onde a ausência de planeamento e a perda de função de muitos destes componentes se manifestam num conjunto obsoleto. A barreira física constituída pela linha férrea, o conjunto de edifícios devolutos fabris e ocupações clandestinas na aproximação da cidade à linha férrea , bem como a construção dos sucessivos aterros do Porto são os propulsores do afastamento entre a cidade e o rio. A intervenção propõe uma regeneração do lugar por meio de um atravessamento transversal público cidade- rio, fundindo a cidade com a zona ribeirinha. O edifício oferece à cidade um espaço de abrandamento do ritmo urbano onde a experimentação da obra de arte pelo homem urbano dá sentido ao conceito interventivo da arte contemporânea.
Os espaços expositivos são caracterizados pelo estudo da luz indireta que anula a noção da passagem do tempo do mundo exterior, criando um espaço sem referências ao exterior e com total liberdade para a interação recíproca entre a obra e o visitante, num processo de interioridade. O edifício engloba ainda espaços de oficinas para a produção artística que se implantam na antiga linha de costa, troço mais consolidado do lugar, aproximando os artistas da própria matéria sobre a qual trabalham, o homem contemporâneo.
Este estudo procura uma fusão entre os problemas urgentes de um lugar, um programa cultural e o Homem contemporâneo, sendo que as intencionalidades espaciais propostas foram constantemente pensadas a partir da dimensão temporal.