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Evolução do Palácio Almada Carvalhais e da envolvente urbana da zona da Boavista entre o século XVI e a actualidade
Evolução do Palácio Almada Carvalhais e da envolvente urbana da zona da Boavista entre o século XVI e a actualidade

Maqueta a 1:500 do projecto e já considerando o projecto urbano do aterro da Boavista do arq. João Luis Carrilho da Graça
Maqueta a 1:500 do projecto e já considerando o projecto urbano do aterro da Boavista do arq. João Luis Carrilho da Graça

Axonometria do projecto
Axonometria do projecto

Planta do nivel terreo e cortes, onde se ver a ligação e simuntanea separação dos dois Jardins.
Planta do nivel terreo e cortes, onde se ver a ligação e simuntanea separação dos dois Jardins.

Planta do segundo nivel, onde se o desenho completo dos jardins e a ligação com o palácio
Planta do segundo nivel, onde se o desenho completo dos jardins e a ligação com o palácio

Cortes construtivos
Cortes construtivos

Maqueta a 1:200
Maqueta a 1:200

Maqueta a 1:25
Maqueta a 1:25




ÍNDICE PROJETO
 
REABILITAÇÃO DE UM CONJUNTO PATRIMONIAL NO LARGO DO CONDE BARÃO
Universidade de Lisboa -
Faculdade de Arquitectura

Uma Viagem pela Memória do Lugar
Este novo lugar reflecte um refúgio calmo e ameno dentro da frenética malha da cidade. Aqui o som da agitação da urbe é abafado pelo movimento das folhas das árvores e pelo barulho da água a correr. O sol resplendece de maneira diferente, reflete-se no brilho dos azulejos e nos espelhos de água, a luz que emerge dá vida às texturas, à vegetação e ao próprio espaço, através das sombras desenhadas e em contante mudança. Já a cor e o agradável perfume proveniente das flores e das ervas aromáticas, confere ao jardim uma alegria e beleza imensa que contagia qualquer pessoa que o habita.
Localizado na zona da Boavista em Lisboa, o Palácio Almada Carvalhais é um edifício nascido no século XVI que ilustra de forma clara a maneira como as camadas do tempo se sobrepõem nas arquitecturas. Pioneiro no Renascimento em Portugal, o palácio sofreu, ao longo dos seus séculos de existência, profundas alterações, chegando até nós como um reflexo dos tempos passados, espelhando simultaneamente ideias renascentistas e barrocas fruto da grande intervenção que
sofreu no século XVIII, antes e depois do terramoto.

Perseguindo a narrativa histórica de um lugar definido por dois palácios e um terceiro edifício que os unia, a primeira premissa do projecto foi redesenhar as formas de separação/ligação, devolvendo dois (perdidos) jardins interiores à fruição pública e organizando as formas da sua articulação. Assim, ao nível do desenho do espaço, propõe-se que o desenho deste novo lugar se organize em três partes distintas acompanhando as lógicas da pré-existência: I.e. a reabilitação do Palácio Almada Carvalhais; o desenho dos novos (antigos) jardins; e por último, associado a estes novos espaços verdes, propôs-se o desenho de um novo organismo arquitectónico.

Reabilitação do Palácio
Propõe-se o restauro dos espaços do palácio com relevante valor histórico-artístico, de forma muito pouco intrusiva, clarificando a leitura de conjunto e desenhando as intervenções novas necessárias para permitir usos actuais (sistematização dos acessos verticais, introdução de instalações sanitárias, desenho de sistemas de acesso que permitam o funcionamento das distintas redes e sistemas), recorrendo em espaços mais adulterados a um conceito de “Box in the Box”, i.e. desenhando construções pouco intrusivas, reversíveis e diferenciadas da pré-existência.

Novos Jardins
No desenho dos jardins pretende-se restituir a memória do papel que os jardins desempenhavam nos antigos palácios, enquanto lugares hedonistas e de produção, significando agora um lugar-escapatória ao mundo agitado actual da cidade.
Este novo espaço verde organiza-se em quatro partes: um jardim mais formal, associado ao espaço do palácio Almada Carvalhais; um pequeno bosquete associado ao palácio Conde Barão do Alvito; um pomar, associado às habitações no limite do quarteirão e por ultimo um jardim elevado (sobre o novo objecto/casa de fresco) associado aos dois palácios.