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O campus da EHL situa-se numa zona periférica de Lausanne. O afastamento da escola à vida urbana é determinante na construção do projeto. A ideia principal é criar um organismo capaz de separar o mundo académico do mundo pessoal do aluno, uma vez que grande parte da comunidade da EHL estuda e vive no campus. A desproporção entre a dimensão do terreno e a área a construir tornam impossível a separação física. Assim, a construção de novos limites visuais e a criação de realidades paralelas à vida académica suscitam uma nova distância, uma distancia fictícia.
O campus da EHL situa-se numa zona periférica de Lausanne. O afastamento da escola à vida urbana é determinante na construção do projeto. A ideia principal é criar um organismo capaz de separar o mundo académico do mundo pessoal do aluno, uma vez que grande parte da comunidade da EHL estuda e vive no campus. A desproporção entre a dimensão do terreno e a área a construir tornam impossível a separação física. Assim, a construção de novos limites visuais e a criação de realidades paralelas à vida académica suscitam uma nova distância, uma distancia fictícia.

A nova proposta pretende criar um campus universitário com uma imagem mais fluída e indefinida, ao contrário dos clássicos conjuntos académicos homogéneos e rígidos. A escala e complexidade do programa obrigaram à abstração, criatividade e síntese no desenvolvimento da proposta. O projeto é construído a partir da sobreposição de 3 matrizes, como estratégia de uniformidade. Uma matriz programática, matriz paisagística e matriz formal. Cada matriz, tem o desenho e função particular.
A nova proposta pretende criar um campus universitário com uma imagem mais fluída e indefinida, ao contrário dos clássicos conjuntos académicos homogéneos e rígidos. A escala e complexidade do programa obrigaram à abstração, criatividade e síntese no desenvolvimento da proposta. O projeto é construído a partir da sobreposição de 3 matrizes, como estratégia de uniformidade. Uma matriz programática, matriz paisagística e matriz formal. Cada matriz, tem o desenho e função particular.

A cada matriz está associada uma referência plástica. A matriz programática parte de uma pintura gestualista de Jackson Pollock e investiga a lógica de distribuição programática. A matriz paisagística constrói o discurso acerca do território, com base nos planos moldáveis de cores da pintura abstrata de Ângelo de Sousa. A matriz formal concentra-se na organização compositiva dos edifícios. Parte da abstração máxima dos elementos, segundo a obra suprematista de Kasimir Malevich para desenvolver uma estrutura geral sólida. A convivência entre as 3 matrizes garante a coerência no funcionamento e desenho do campus.
A cada matriz está associada uma referência plástica. A matriz programática parte de uma pintura gestualista de Jackson Pollock e investiga a lógica de distribuição programática. A matriz paisagística constrói o discurso acerca do território, com base nos planos moldáveis de cores da pintura abstrata de Ângelo de Sousa. A matriz formal concentra-se na organização compositiva dos edifícios. Parte da abstração máxima dos elementos, segundo a obra suprematista de Kasimir Malevich para desenvolver uma estrutura geral sólida. A convivência entre as 3 matrizes garante a coerência no funcionamento e desenho do campus.

O piso térreo do projeto da EHL, cria uma associação entre os pontos, que tem como princípio as cotas existentes. A lógica do projeto consiste em ir levantando vértices da topografia, para configurar uma malha de percursos que interliga os espaços. Um conjunto de ramificações por todo o terreno, determina as superfícies que constroem a paisagem. Além da pintura gestualista, este conceito está associado ao diagrama dos arquitetos Alison e Peter Smithson, que corresponde a uma rede abstrata de pontos, que através de uma linha criam uma lógica de relações entre eles. Um modelo que apareceu como resposta à crise do objeto moderno e isolado e concentra-se em termos complexos como: estruturas, tramas e diagramas.
O piso térreo do projeto da EHL, cria uma associação entre os pontos, que tem como princípio as cotas existentes. A lógica do projeto consiste em ir levantando vértices da topografia, para configurar uma malha de percursos que interliga os espaços. Um conjunto de ramificações por todo o terreno, determina as superfícies que constroem a paisagem. Além da pintura gestualista, este conceito está associado ao diagrama dos arquitetos Alison e Peter Smithson, que corresponde a uma rede abstrata de pontos, que através de uma linha criam uma lógica de relações entre eles. Um modelo que apareceu como resposta à crise do objeto moderno e isolado e concentra-se em termos complexos como: estruturas, tramas e diagramas.

A cada ponto corresponde também uma atividade extracurricular. É criada uma rede de programas, que do ponto de vista psicológico desvanecem o carácter académico do Campus EHL. Estes programas são espaços intermédios que influenciam o modo como o aluno circula dentro do campus e distanciam as funções: escola e casa. No novo projeto não se opta por um espaço central, as atividades distribuem-se por todo o campus, de modo homogéneo. Ideologicamente, estas atividades são extensíveis à comunidade vizinha, de modo a criar interação entre a vida académica e a vida envolvente.
A cada ponto corresponde também uma atividade extracurricular. É criada uma rede de programas, que do ponto de vista psicológico desvanecem o carácter académico do Campus EHL. Estes programas são espaços intermédios que influenciam o modo como o aluno circula dentro do campus e distanciam as funções: escola e casa. No novo projeto não se opta por um espaço central, as atividades distribuem-se por todo o campus, de modo homogéneo. Ideologicamente, estas atividades são extensíveis à comunidade vizinha, de modo a criar interação entre a vida académica e a vida envolvente.

É concebida uma rede de percursos por todo o terreno, que interliga os espaços e determina as superfícies que constroem a paisagem. Rasgada entre a vegetação, cria-se uma estrutura pedonal, que forma a espinha dorsal do projeto. Os novos edifícios do campus são implantados a diferentes alturas e constituem linhas horizontais na paisagem que marcam a irregularidade do terreno. O aluno caminha por todo o campus, cruzando as atividades e os estúdios a diferentes alturas e em diferentes direções. Move-se de acordo com os percursos assimétricos, sem a percepção da disposição regular dos edifícios. Esta lógica trata de criar uma circunstância, que não corresponde à realidade, pelo contrário, constrói-se a partir de perspetivas simuladas.
É concebida uma rede de percursos por todo o terreno, que interliga os espaços e determina as superfícies que constroem a paisagem. Rasgada entre a vegetação, cria-se uma estrutura pedonal, que forma a espinha dorsal do projeto. Os novos edifícios do campus são implantados a diferentes alturas e constituem linhas horizontais na paisagem que marcam a irregularidade do terreno. O aluno caminha por todo o campus, cruzando as atividades e os estúdios a diferentes alturas e em diferentes direções. Move-se de acordo com os percursos assimétricos, sem a percepção da disposição regular dos edifícios. Esta lógica trata de criar uma circunstância, que não corresponde à realidade, pelo contrário, constrói-se a partir de perspetivas simuladas.

O programa para o novo Campus EHL tinha como requisito a construção de 970 estúdios. Este elevado número obrigou a uma compactação do programa em módulos independentes, dispostos longitudinalmente sobre uma forte laje de betão. Esta plataforma, realçada pelo declive do terreno, termina em balanço sobre os espaços comuns exteriores e contrasta com os materiais pré-fabricados dos módulos. O extenso comprimento dos edifícios, faz com que o modelo apresente uma lógica de distribuição particular. O típico corredor central é deslocado para a fachada do edifício. Assim, as galerias exteriores de distribuição são também espaços de convívio, que têm como objetivo reaver a alma da rua tradicional.
O programa para o novo Campus EHL tinha como requisito a construção de 970 estúdios. Este elevado número obrigou a uma compactação do programa em módulos independentes, dispostos longitudinalmente sobre uma forte laje de betão. Esta plataforma, realçada pelo declive do terreno, termina em balanço sobre os espaços comuns exteriores e contrasta com os materiais pré-fabricados dos módulos. O extenso comprimento dos edifícios, faz com que o modelo apresente uma lógica de distribuição particular. O típico corredor central é deslocado para a fachada do edifício. Assim, as galerias exteriores de distribuição são também espaços de convívio, que têm como objetivo reaver a alma da rua tradicional.

Os módulos organizam-se em 3 pisos, de modo a reduzir a área de circulação e, principalmente, tirar partido da profundidade total do edifício. Apesar das generosas dimensões do módulo, o desenho dos espaços mantêm a escala doméstica que reforça a ideia de uma “casa”. Os serviços e as escadas localizam-se no centro, enquanto os quartos e a sala se situam nos limites do edifício. Esta lógica permite receber luz natural constante e tirar partido das vistas, tanto para norte, como para sul. A transparência entre o interior e o exterior, além de aproximar o aluno à natureza era também um fator de identidade. Os módulos diferenciavam-se pelo reconhecimento de objetos e ações no interior de cada casa.
Os módulos organizam-se em 3 pisos, de modo a reduzir a área de circulação e, principalmente, tirar partido da profundidade total do edifício. Apesar das generosas dimensões do módulo, o desenho dos espaços mantêm a escala doméstica que reforça a ideia de uma “casa”. Os serviços e as escadas localizam-se no centro, enquanto os quartos e a sala se situam nos limites do edifício. Esta lógica permite receber luz natural constante e tirar partido das vistas, tanto para norte, como para sul. A transparência entre o interior e o exterior, além de aproximar o aluno à natureza era também um fator de identidade. Os módulos diferenciavam-se pelo reconhecimento de objetos e ações no interior de cada casa.




ÍNDICE PROJETO
 
1 CAMPUS, 3 MATRIZES
Universidade do Porto

Ehl Lausanne
A principal estratégia do projeto é distinguir a vida académica e pessoal do aluno, através de um campus universitário construído a partir de 3 matizes: programática, paisagística e formal. A convivência entre elas produz uma série de jogos visuais que altera a percepção da distância real do aluno aos espaços.
1 CAMPUS, 3 MATRIZES

O projeto trata a requalificação do Campus da Ecole Hôtelière de Lausanne (Suíça). O campus tem uma área de 33.000 m2 e um programa variado, desde residências de estudantes a instalações académicas, desportivas e hoteleiras. Pretende-se o redesenho dos espaços comuns e uma ampliação significativa das residências de estudantes, que neste sentido, se apresentam como tema central da proposta. A ideia do projeto é distinguir a vida escolar da vida pessoal do aluno, criando um campus universitário com uma imagem fluída e dinâmica, ao contrário dos clássicos conjuntos académicos. Dadas as condicionantes do terreno e programa, não se trata de criar uma distância física, trata-se de criar uma separação entre o mundo académico e o mundo privado de cada estudante. Definiu-se uma distância fictícia construída a partir da justaposição das três matrizes de composição, cada uma delas com o seu desenho e função. A diversidade entre as três matrizes é comprovada pelas suas referências.

A primeira matriz (1), parte de uma pintura gestualista de Jackson Pollock para investigar a lógica de distribuição programática. Uma matriz que trata de criar uma rede de atividades extracurriculares, que do ponto de vista psicológico, desligam o aluno da vida académica.

A segunda matriz (2), constrói o discurso acerca do território, com base nos planos moldáveis de cores da pintura abstrata de Ângelo de Sousa. São criados os percursos pedonais que interligam as atividades, um conjunto de ramificações por todo o terreno que determina os planos topográficos que constroem a paisagem.

A última matriz (3), concentra-se na organização dos edifícios. Parte da abstração máxima dos elementos, segundo a obra suprematista de Kasimir Malevich para desenvolver uma estrutura geral sólida. A disposição regular dos edifícios contrasta com as matrizes irregulares que se encontram no piso térreo.

A convivência entre as três matrizes compositivas produz uma série de jogos visuais, que dependem da distância do observador ao edifício. É uma sensação que altera a percepção da distância real do aluno aos espaços. Idealiza-se, assim, uma cidade universitária construída à base de variações e sensações, fruto de distâncias e proximidades.