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O estudo sobre este conjunto urbano surgiu da necessidade de criar uma estratégia de reabilitação para o centro histórico de Coimbra, visando no caso deste projeto a Baixa Crúzia. A estratégia de intervenção desenvolveu-se em três partes complementares.
O estudo sobre este conjunto urbano surgiu da necessidade de criar uma estratégia de reabilitação para o centro histórico de Coimbra, visando no caso deste projeto a Baixa Crúzia. A estratégia de intervenção desenvolveu-se em três partes complementares.

1. IDENTIFICAÇÃO DE SEMELHANÇAS TIPOLÓGICAS Num primeiro momento desenvolveu-se um estudo da preexistência a nível histórico e morfológico. Encontraram-se várias características predominantes, tendo sido possível definir 2 tipos de edifícios. A reabilitação será realizada sem que se percam as características originais do edificado porque é na repetição das qualidades tipológicas que reside o seu valor patrimonial.
1. IDENTIFICAÇÃO DE SEMELHANÇAS TIPOLÓGICAS Num primeiro momento desenvolveu-se um estudo da preexistência a nível histórico e morfológico. Encontraram-se várias características predominantes, tendo sido possível definir 2 tipos de edifícios. A reabilitação será realizada sem que se percam as características originais do edificado porque é na repetição das qualidades tipológicas que reside o seu valor patrimonial.

Características comuns têm soluções semelhantes. Os Princípios Projetuais procuram definir uma base de intervenção que responda aos problemas mais comuns identificados no edificado. Casa Tipo1 1.Espaço comercial no piso térreo e habitação nos pisos superiores 2.Criação de acesso à habitação independente do espaço comercial 3.Ampliação do pé-direito no espaço comercial 4.Manutenção das cantarias e duplicação da caixilharia 5.Manutenção da estrutura de madeira e reforço do isolamento Casa Tipo2 1.Um, ou dois apartamentos em cada piso com tipologias até T4 2.Manutenção da caixa de escadas central e criação de acesso direto à rua principal 3.Manutenção e definição das paredes meeiras marcando a dimensão de lote 4.Manutenção da estrutura de madeira e reforço do isolamento 5.Manutenção das cantarias e duplicação da caixilharia
Características comuns têm soluções semelhantes. Os Princípios Projetuais procuram definir uma base de intervenção que responda aos problemas mais comuns identificados no edificado. Casa Tipo1 1.Espaço comercial no piso térreo e habitação nos pisos superiores 2.Criação de acesso à habitação independente do espaço comercial 3.Ampliação do pé-direito no espaço comercial 4.Manutenção das cantarias e duplicação da caixilharia 5.Manutenção da estrutura de madeira e reforço do isolamento Casa Tipo2 1.Um, ou dois apartamentos em cada piso com tipologias até T4 2.Manutenção da caixa de escadas central e criação de acesso direto à rua principal 3.Manutenção e definição das paredes meeiras marcando a dimensão de lote 4.Manutenção da estrutura de madeira e reforço do isolamento 5.Manutenção das cantarias e duplicação da caixilharia

2. PASSAGEM PEDONAL Ao nível das relações urbanas, a área apresenta problemas de inserção e abertura aos percursos pedonais da Baixinha devido ao seu caráter organizacional em quarteirões alongados. A resposta encontrada para este problema é a criação de uma pequena passagem pedonal.
2. PASSAGEM PEDONAL Ao nível das relações urbanas, a área apresenta problemas de inserção e abertura aos percursos pedonais da Baixinha devido ao seu caráter organizacional em quarteirões alongados. A resposta encontrada para este problema é a criação de uma pequena passagem pedonal.

3. INTERVENÇÃO EM EDIFÍCIOS Como consequência das alterações realizadas ao nível térreo pela passagem, estes edifícios sofrem alterações nos pisos superiores. Dois deles pertencem aos Tipos definidos e demonstram a adaptabilidade dos Princípios de Intervenção determinados.
3. INTERVENÇÃO EM EDIFÍCIOS Como consequência das alterações realizadas ao nível térreo pela passagem, estes edifícios sofrem alterações nos pisos superiores. Dois deles pertencem aos Tipos definidos e demonstram a adaptabilidade dos Princípios de Intervenção determinados.

A casa 1 enquadra-se na tipologia Casa Tipo 2. Apresenta uma lógica de um apartamento por piso, com tipologias T0 e T1. A caixa de escadas existente nas traseiras do edifício é mantida e dignificada, uma vez que constituirá nova frente de rua para o Canal do Metro. Neste caso, o equilíbrio do conjunto justificou o vazamento de dois pisos.
A casa 1 enquadra-se na tipologia Casa Tipo 2. Apresenta uma lógica de um apartamento por piso, com tipologias T0 e T1. A caixa de escadas existente nas traseiras do edifício é mantida e dignificada, uma vez que constituirá nova frente de rua para o Canal do Metro. Neste caso, o equilíbrio do conjunto justificou o vazamento de dois pisos.

A tipologia da casa 2 é bastante diferente de todos os outros edifícios da Baixa Crúzia. Por ser um edifício de exceção com áreas muito reduzidas justifica-se a sua transformação num edifício monofuncional. A decisão de se ocupar dois pisos com a passagem deve-se a uma questão de escala e dignificação da intervenção urbana, para além de um maior equilíbrio do alçado.
A tipologia da casa 2 é bastante diferente de todos os outros edifícios da Baixa Crúzia. Por ser um edifício de exceção com áreas muito reduzidas justifica-se a sua transformação num edifício monofuncional. A decisão de se ocupar dois pisos com a passagem deve-se a uma questão de escala e dignificação da intervenção urbana, para além de um maior equilíbrio do alçado.

A tipologia da casa 3 enquadra-se na tipologia Casa Tipo 1. É um edifício com áreas reduzidas no qual a habitação unifamiliar é desenvolvida em altura a partir do primeiro piso. A prévia anexação dos dois primeiros pisos e a existência de uma cantaria em pórtico tornou a inserção da passagem uma tarefa bastante natural.
A tipologia da casa 3 enquadra-se na tipologia Casa Tipo 1. É um edifício com áreas reduzidas no qual a habitação unifamiliar é desenvolvida em altura a partir do primeiro piso. A prévia anexação dos dois primeiros pisos e a existência de uma cantaria em pórtico tornou a inserção da passagem uma tarefa bastante natural.




ÍNDICE PROJETO
MENÇÃO HONROSA
BAIXA CRÚZIA
Universidade de Coimbra - Faculdade de Ciências e Tecnologias

Reabilitação de uma área na Baixa de Coimbra
A reabilitação e reanimação de áreas em centros históricos, como a Baixa Crúzia, cabe aos seus ocupantes que têm, na sua maioria, de ser os seus habitantes. Qualquer intervenção deve centrar-se na criação de condições para que se recupere e se desenvolva a função habitacional.
O estudo sobre este conjunto urbano surgiu da necessidade de criar uma estratégia de reabilitação para o centro histórico de Coimbra, visando no caso deste projecto a Baixa Crúzia.

Esta área sofre as consequências do grave problema da desocupação, agravado pela abertura do canal do metro. O seu edificado encontra-se num estado muito grave de degradação e a desertificação habitacional é evidente, especialmente durante o período nocturno, altura em que o comércio fecha, deixando a área totalmente sem vida e consequentemente pouco convidativa.

Este projecto desenvolve-se em três partes complementares. Num primeiro momento desenvolveu-se um estudo da pré-existência a nível histórico e morfológico. Encontraram-se várias características predominantes, tendo sido possível definir 2 tipos de edifícios. A Baixa Crúzia mantém muitas das características medievais. A sua reabilitação terá de ser realizada sem que se percam as características originais do seu edificado porque é precisamente na repetição das suas qualidades tipológicas que estes edifícios possuem o seu valor patrimonial. Características comuns têm soluções semelhantes por isso também surgiu a necessidade de se definir alguns princípios projectuais que dão resposta aos problemas dos modelos tipológicos encontrados.

Num segundo momento estudaram-se as relações urbanas desta área e percebeu-se que devido ao seu carácter organizacional em quarteirões alongados, a Baixa Crúzia apresenta problemas urbanos de inserção e abertura aos percursos pedonais da Baixinha. A resposta para este problema é a criação de uma pequena passagem pedonal, num percurso semelhante ao que em tempos era feito pela antiga Via Romana. Na abertura desta passagem são intervencionados 3 edifícios que como consequência das alterações realizadas ao nível térreo sofrem necessariamente alterações nos pisos superiores. Dois deles pertencem aos Tipos definidos e são exemplo da adaptabilidade dos princípios de intervenção.