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A proposta desenvolve-se na cidade de Södertälje na Suécia que se situa numa baía do lago Mälaren por onde este se une ao mar Báltico através de um canal, no qual incorpora o pequeno lago Maren. Até ao início do séc. XIX, os lagos Mälaren e Maren não possuíam uma conexão entre ambos e desta forma a cidade desenvolve-se em redor destas duas frentes de água. O canal começou a ser construído em 1803 tendo sido aberto em 1819 e alargado em 1924, incitando um desenvolvimento da cidade voltado para este. Devido aos sucessivos desenvolvimentos da cidade com a chegada da linha férrea e construção da estação central no decorrer do séc. XIX, Marenplan tomou uma posição central na cidade.
A proposta desenvolve-se na cidade de Södertälje na Suécia que se situa numa baía do lago Mälaren por onde este se une ao mar Báltico através de um canal, no qual incorpora o pequeno lago Maren. Até ao início do séc. XIX, os lagos Mälaren e Maren não possuíam uma conexão entre ambos e desta forma a cidade desenvolve-se em redor destas duas frentes de água. O canal começou a ser construído em 1803 tendo sido aberto em 1819 e alargado em 1924, incitando um desenvolvimento da cidade voltado para este. Devido aos sucessivos desenvolvimentos da cidade com a chegada da linha férrea e construção da estação central no decorrer do séc. XIX, Marenplan tomou uma posição central na cidade.

A proposta assenta nos princípios de interrelacionar a estrutura urbana com a estrutura verde e hidrografia de uma forma sustentável, procurando uma transição gradual entre ambas. O projeto promove a escala humana, a unidade espacial e o contato dos utilizadores com os elementos naturais, dotando a cidade de Södertälje de atividades para diferentes públicos e maximizando a presença da vegetação na matriz urbana, a biodiversidade e o cumprimento da função ecológica. O conceito para mobiliário urbano proposto baseia-se numa imagem datada de 1936 da autoria de Sigurd Ericsson ainda no tempo em que Marenplan desempenhava a função portuária, onde se podem visualizar as embarcações a descarregar placas de madeira para as construções na cidade.
A proposta assenta nos princípios de interrelacionar a estrutura urbana com a estrutura verde e hidrografia de uma forma sustentável, procurando uma transição gradual entre ambas. O projeto promove a escala humana, a unidade espacial e o contato dos utilizadores com os elementos naturais, dotando a cidade de Södertälje de atividades para diferentes públicos e maximizando a presença da vegetação na matriz urbana, a biodiversidade e o cumprimento da função ecológica. O conceito para mobiliário urbano proposto baseia-se numa imagem datada de 1936 da autoria de Sigurd Ericsson ainda no tempo em que Marenplan desempenhava a função portuária, onde se podem visualizar as embarcações a descarregar placas de madeira para as construções na cidade.

As tipologias adotadas para a conceção do projeto baseiam-se numa visão sobre os futuros empreendimentos a ocorrer na cidade bem como algumas intenções do município (alargamento do canal de Södertälje), na sua adaptação às condicionantes da área e integração na proposta. As intervenções mais significativas passam por estender a zona pedonal e comercial de Storgatan atuando como um eixo unificador dos principais espaços de estadia da cidade, facilitar a conexão destes à estrutura verde principal e a revitalização da frente de água de Maren e Slussholmen, criando oportunidades de estadia, promovendo a interação com a água e tornando visível o desnível entre o Mälaren e o Báltico.
As tipologias adotadas para a conceção do projeto baseiam-se numa visão sobre os futuros empreendimentos a ocorrer na cidade bem como algumas intenções do município (alargamento do canal de Södertälje), na sua adaptação às condicionantes da área e integração na proposta. As intervenções mais significativas passam por estender a zona pedonal e comercial de Storgatan atuando como um eixo unificador dos principais espaços de estadia da cidade, facilitar a conexão destes à estrutura verde principal e a revitalização da frente de água de Maren e Slussholmen, criando oportunidades de estadia, promovendo a interação com a água e tornando visível o desnível entre o Mälaren e o Báltico.

Os caminhos pedonais foram projetados de forma a efetuar a ligação entre zonas de estadia ou atravessamento e são indicados para caminhar, andar de bicicleta ou para o acesso a viaturas de emergência ou transporte de mercadorias. Os materiais utilizados atuam como um elemento unificador do espaço, permitindo uma melhor leitura dos percursos e orientação do utilizador, hierarquizando os locais de estadia ou atravessamento. As tipologias de vegetação procuram conjugar estímulos visuais e sensoriais provocados pela sazonalidade de diferentes espécies, bem como a sua organização espacial tendo em conta o conforto visual e climático. A escolha de espécies baseia-se no bom desempenho no ecossistema urbano e no conhecimento das espécies nativas ou naturalizadas com sucesso adaptativo no contexto a intervir.
Os caminhos pedonais foram projetados de forma a efetuar a ligação entre zonas de estadia ou atravessamento e são indicados para caminhar, andar de bicicleta ou para o acesso a viaturas de emergência ou transporte de mercadorias. Os materiais utilizados atuam como um elemento unificador do espaço, permitindo uma melhor leitura dos percursos e orientação do utilizador, hierarquizando os locais de estadia ou atravessamento. As tipologias de vegetação procuram conjugar estímulos visuais e sensoriais provocados pela sazonalidade de diferentes espécies, bem como a sua organização espacial tendo em conta o conforto visual e climático. A escolha de espécies baseia-se no bom desempenho no ecossistema urbano e no conhecimento das espécies nativas ou naturalizadas com sucesso adaptativo no contexto a intervir.

Södertälje é uma cidade com uma topografia notável. Entre Järnagatan e Marenplan, a diferença de altimetria varia entre 4 a 5 m, sendo desta forma o desnível vencido pelo anfiteatro na praça que irá suportar as infraestruturas culturais nas imediações. A conversão do troço automóvel de Järnagatan em pedonal permite uma melhor circulação dos utilizadores num dos eixos estruturantes da cidade e efetua a ligação à zona pedonal existente. O reperfilamento de Slussgatan na ilha de Slussholmen leva à criação de uma nova ponte móvel a norte da eclusa do canal e a um alargamento do mesmo, de modo a ser possível a entrada de embarcações de maior dimensão, ao mesmo tempo que permite a criação de um parque linear.
Södertälje é uma cidade com uma topografia notável. Entre Järnagatan e Marenplan, a diferença de altimetria varia entre 4 a 5 m, sendo desta forma o desnível vencido pelo anfiteatro na praça que irá suportar as infraestruturas culturais nas imediações. A conversão do troço automóvel de Järnagatan em pedonal permite uma melhor circulação dos utilizadores num dos eixos estruturantes da cidade e efetua a ligação à zona pedonal existente. O reperfilamento de Slussgatan na ilha de Slussholmen leva à criação de uma nova ponte móvel a norte da eclusa do canal e a um alargamento do mesmo, de modo a ser possível a entrada de embarcações de maior dimensão, ao mesmo tempo que permite a criação de um parque linear.

A revitalização e ativação da frente de água de Maren passa pela criação de estruturas de madeira em forma de cais e passadiços que facilitam a interação e proximidade do utilizador com o elemento de água. Desta forma, é possível otimizar as atividades e os desportos náuticos bem como a possibilidade de permitir pequenas embarcações em Maren. Ao instalar as estruturas em deck nas margens do espelho de água, maximiza-se a área de estadia de Marenplan e multiplicam-se as oportunidades de recreio e lazer quer seja de caráter ativo ou passivo, de uma forma mais sustentável e que implica menores custos na execução. A criação de novas pontes pedonais permite facilitar o atravessamento do corpo de água.
A revitalização e ativação da frente de água de Maren passa pela criação de estruturas de madeira em forma de cais e passadiços que facilitam a interação e proximidade do utilizador com o elemento de água. Desta forma, é possível otimizar as atividades e os desportos náuticos bem como a possibilidade de permitir pequenas embarcações em Maren. Ao instalar as estruturas em deck nas margens do espelho de água, maximiza-se a área de estadia de Marenplan e multiplicam-se as oportunidades de recreio e lazer quer seja de caráter ativo ou passivo, de uma forma mais sustentável e que implica menores custos na execução. A criação de novas pontes pedonais permite facilitar o atravessamento do corpo de água.

A extensão da zona pedonal/comercial de Storgatan até Järnagatan efetua a ligação de Saltsjötorget a Stortorget, incluindo Marenplan, promovendo o comércio local, mercados de rua e a supressão do uso do automóvel neste eixo estruturante da cidade, valorizando o tráfego pedonal e ciclável. A configuração espacial baseada num princípio de assimetria, procura criar um dinamismo de experiências ao longo deste percurso, bem como diversidade nas oportunidades de estadia, quer seja através da combinação do mobiliário urbano com a vegetação e iluminação, quer pelos elementos de água que o constituem.
A extensão da zona pedonal/comercial de Storgatan até Järnagatan efetua a ligação de Saltsjötorget a Stortorget, incluindo Marenplan, promovendo o comércio local, mercados de rua e a supressão do uso do automóvel neste eixo estruturante da cidade, valorizando o tráfego pedonal e ciclável. A configuração espacial baseada num princípio de assimetria, procura criar um dinamismo de experiências ao longo deste percurso, bem como diversidade nas oportunidades de estadia, quer seja através da combinação do mobiliário urbano com a vegetação e iluminação, quer pelos elementos de água que o constituem.

O parque introduz no caráter urbano da cidade uma zona de celebração do espaço, de desafogo, que possibilita movimentação – caminhar, correr, passear, jogar, brincar, apanhar sol, praticar desporto – aspetos que normalmente o espaço urbano não proporciona. Na intervenção distingue-se a recuperação do edificado existente e reconversão de usos: café/restaurante Hamnmagasinet, complexo desportivo e clube náutico. A reconfiguração da ponte a sul de Maren, atualmente em módulos flutuantes, virá permitir a entrada de pequenas embarcações na frente de água, conectar o Slusspark diretamente ao Stadsparken e criar um novo terminal de ferry mais enquadrado na estrutura.
O parque introduz no caráter urbano da cidade uma zona de celebração do espaço, de desafogo, que possibilita movimentação – caminhar, correr, passear, jogar, brincar, apanhar sol, praticar desporto – aspetos que normalmente o espaço urbano não proporciona. Na intervenção distingue-se a recuperação do edificado existente e reconversão de usos: café/restaurante Hamnmagasinet, complexo desportivo e clube náutico. A reconfiguração da ponte a sul de Maren, atualmente em módulos flutuantes, virá permitir a entrada de pequenas embarcações na frente de água, conectar o Slusspark diretamente ao Stadsparken e criar um novo terminal de ferry mais enquadrado na estrutura.




ÍNDICE PROJETO
 
ESTUDO PRÉVIO PARA A REQUALIFICAÇÃO DA FRENTE DE ÁGUA DE MAREN.
Universidade do Porto

Södertälje, Suécia.
O projeto promove a escala humana, a unidade espacial e o contato dos utilizadores com os elementos naturais, dotando a cidade de Södertälje de atividades para diferentes públicos e maximizando a presença da vegetação na matriz urbana, a biodiversidade e o cumprimento da função ecológica.
A proposta foi elaborada com base no levantamento e análise dos elementos existentes e caraterização da envolvente do espaço, atendendo aos atuais e futuros requisitos da cidade de Södertälje na Suécia e propondo assim promover a qualidade cénica, funcional, sensorial e ecológica do lugar, otimizando o funcionamento sustentável dos sistemas vivos em relação aos utilizadores.

O desenho relaciona gradualmente a estrutura urbana com a estrutura verde e hidrografia de uma forma sustentável e com o intuito de promover a qualidade ambiental, a gestão de vistas indesejáveis, o conforto do utilizador face às componentes atmosféricas (ventos, ruído, poluição, humidade relativa do ar e insolação excessiva), a moderação micro climática e a promoção da permeabilidade dos solos na área a intervir.

Desta forma, pretende-se promover a escala humana, dotando a cidade de diversas atividades para diferentes públicos e culturas, a unidade espacial e o contato dos utilizadores com os elementos naturais, maximizando a presença da vegetação na matriz urbana e aumentando a biodiversidade, fazendo cumprir a sua função ecológica.

A intervenção incidiu principalmente na frente de água de Maren, na ilha de Slussholmen e no eixo entre a estação ferroviária e a Stortorget, abrangendo os espaços de estadia na proximidade: Stationsplan, Stadsparken, Saltsjötorget e Marenplan. Neste sentido, desenvolve-se uma composição espacial com elevada funcionalidade e versatilidade, de fácil instalação e manutenção que oferece uma vasta oportunidade de recreio ativo e passivo ao fazer uso da topografia.

A sinuosidade dos caminhos pedonais em Slussholmen, complementada por uma estrutura arbórea sobre prados ou relvados permite uma transparência visual sob as copas das árvores com uma vista sobre Maren, permitindo também uma maior segurança do espaço público. A escadaria de Marenplan para além de vencer o desnível de cotas conecta a zona pedonal e comercial à frente de água e atua como um anfiteatro.