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A leitura da área de estudo permitiu identificar 3 linhas que se constituem como elementos-chave, estruturantes do território: a linha topográfica (o sistema de muros de contenção que limita o sistema ferroviário), a linha rodoviária e a linha de margem do Rio Tejo. De referir, ainda, o sistema de três vales que intersectam as linhas estruturantes. As infra-estruturas têm uma presença bastante significativa na área de intervenção, destacando-se o sistema rodoviário (transporte individual e colectivo), o sistema ferroviário e a área portuária (terminal de contentores de Sta. Apolónia). O enunciado teve, como pressuposto, a diminuição do tráfego rodoviário no arco ribeirinho, a desocupação da área portuária e a substituição do sistema ferroviário por um sistema equivalente.
A leitura da área de estudo permitiu identificar 3 linhas que se constituem como elementos-chave, estruturantes do território: a linha topográfica (o sistema de muros de contenção que limita o sistema ferroviário), a linha rodoviária e a linha de margem do Rio Tejo. De referir, ainda, o sistema de três vales que intersectam as linhas estruturantes. As infra-estruturas têm uma presença bastante significativa na área de intervenção, destacando-se o sistema rodoviário (transporte individual e colectivo), o sistema ferroviário e a área portuária (terminal de contentores de Sta. Apolónia). O enunciado teve, como pressuposto, a diminuição do tráfego rodoviário no arco ribeirinho, a desocupação da área portuária e a substituição do sistema ferroviário por um sistema equivalente.

A frente ribeirinha de Lisboa apresenta uma grande extensão e a sua formação foi particularmente rica e diversificada, verificando-se, em diferentes momentos, uma grande variedade e riqueza de processos, tanto espontâneos como planeados. A análise dos Processos de Formação Urbana é, no entanto, indispensável para a análise da área de estudo e a sua evolução ao longo dos tempos, identificando os principais elementos estruturantes e de que forma estes marcaram o crescimento do território, em cada momento. A figura sintetiza o avanço da linha de margem, ao longo dos tempos, com a construção sucessiva de aterros e alteração radical da relação de grandes edifícios patrimoniais com o rio Tejo. Esta relação, hoje totalmente desvirtuada, será recuperada e reinterpretada na proposta.
A frente ribeirinha de Lisboa apresenta uma grande extensão e a sua formação foi particularmente rica e diversificada, verificando-se, em diferentes momentos, uma grande variedade e riqueza de processos, tanto espontâneos como planeados. A análise dos Processos de Formação Urbana é, no entanto, indispensável para a análise da área de estudo e a sua evolução ao longo dos tempos, identificando os principais elementos estruturantes e de que forma estes marcaram o crescimento do território, em cada momento. A figura sintetiza o avanço da linha de margem, ao longo dos tempos, com a construção sucessiva de aterros e alteração radical da relação de grandes edifícios patrimoniais com o rio Tejo. Esta relação, hoje totalmente desvirtuada, será recuperada e reinterpretada na proposta.

A reinterpretação da linha de margem, anterior à construção dos aterros, constitui um dos pontos centrais do projecto, na recuperação da identidade de um território cuja relação com o Rio Tejo se perdeu. Propõe-se assim, um sistema de muros, plataformas e sistemas de transição de cota, permeável e que responda às necessidades de acessbilidade, potenciadas pelas grandes diferenças de cota existentes. Aqui, o parque surge enquanto elemento de respiração da cidade, outrora materializado com a presença do Rio Tejo, associado aos 3 vales. A reflexão sobre o enunciado recai, logicamente, pela questão do edificado e a leitura da frente ribeirinha que, ao longo dos tempos funcionou como uma grande frente portuária, passou pela presença do sistema de armazéns, aqui reinterpretados.
A reinterpretação da linha de margem, anterior à construção dos aterros, constitui um dos pontos centrais do projecto, na recuperação da identidade de um território cuja relação com o Rio Tejo se perdeu. Propõe-se assim, um sistema de muros, plataformas e sistemas de transição de cota, permeável e que responda às necessidades de acessbilidade, potenciadas pelas grandes diferenças de cota existentes. Aqui, o parque surge enquanto elemento de respiração da cidade, outrora materializado com a presença do Rio Tejo, associado aos 3 vales. A reflexão sobre o enunciado recai, logicamente, pela questão do edificado e a leitura da frente ribeirinha que, ao longo dos tempos funcionou como uma grande frente portuária, passou pela presença do sistema de armazéns, aqui reinterpretados.

O modelo tridimensional é bastante elucidativo na relação do projecto com a envolvente, nomeadamente com a questão das cotas adjacentes à área de intervenção. É, deste modo, possível verificar o encaixe do sistema de muros e plataformas com o parque urbano e a frente edificada.
O modelo tridimensional é bastante elucidativo na relação do projecto com a envolvente, nomeadamente com a questão das cotas adjacentes à área de intervenção. É, deste modo, possível verificar o encaixe do sistema de muros e plataformas com o parque urbano e a frente edificada.

A intervenção proposta implica grandes transformações de grande escala na rede de espaço público, espaços verdes, rede de transporte privado e público e rede metropolitana. São, assim, introduzidos grandes espaços de usufruto público, bem como novas formas de circulação na cidade, através de alteração na rede viária e a introdução de um sistema metropolitano, no qual se inserem 3 novas estações.
A intervenção proposta implica grandes transformações de grande escala na rede de espaço público, espaços verdes, rede de transporte privado e público e rede metropolitana. São, assim, introduzidos grandes espaços de usufruto público, bem como novas formas de circulação na cidade, através de alteração na rede viária e a introdução de um sistema metropolitano, no qual se inserem 3 novas estações.

A estação metropolitana proposta constituiu uma oportunidade única de potenciar os acessos entre a cota baixa e a cota alta. Como se pode ver na figura, É um elemento integrado no sistema de plataformas proposto e que, através de um sistema mecânico de transição de cota, constitui uma alternativa ao sistema de escadas a rampas, anteriormente proposto. Os acessos à estação são, deste modo, possíveis a partir de três cotas distintas, à cota baixa, correspondente ao parque urbana; a uma cota intermédia, correspondente a uma plataforma do sistema proposto e à cota alta, correspondente à Calçada da Cruz da Pedra. É, deste modo, um elemento primordial de acessos verticais, conectando as diferentes cotas.
A estação metropolitana proposta constituiu uma oportunidade única de potenciar os acessos entre a cota baixa e a cota alta. Como se pode ver na figura, É um elemento integrado no sistema de plataformas proposto e que, através de um sistema mecânico de transição de cota, constitui uma alternativa ao sistema de escadas a rampas, anteriormente proposto. Os acessos à estação são, deste modo, possíveis a partir de três cotas distintas, à cota baixa, correspondente ao parque urbana; a uma cota intermédia, correspondente a uma plataforma do sistema proposto e à cota alta, correspondente à Calçada da Cruz da Pedra. É, deste modo, um elemento primordial de acessos verticais, conectando as diferentes cotas.

O sistema de muros, plataformas e elementos de transição de cota permitiu, de igual modo, criar espaço habitável. Assim, foi importante expectar que tipos de usos se poderiam incluir nestes módulos e de que forma estes contribuíriam para potenciar a vivência do parque urbano. Deste modo, foi definido um sistema com uma frente impermeável, de relação directa com o parque urbano, com o seu desenho e com os seus percursos, passível de conter programa comum a sistemas ecológicos desta dimensão, dos quais se propõe a existência de espaços de cafetaria, restauração e pequeno comércio, bem como a acomodação de indústrias criativas/ oficinas de arte que podem constituir um ponto importante de promoção de actividades do parque.
O sistema de muros, plataformas e elementos de transição de cota permitiu, de igual modo, criar espaço habitável. Assim, foi importante expectar que tipos de usos se poderiam incluir nestes módulos e de que forma estes contribuíriam para potenciar a vivência do parque urbano. Deste modo, foi definido um sistema com uma frente impermeável, de relação directa com o parque urbano, com o seu desenho e com os seus percursos, passível de conter programa comum a sistemas ecológicos desta dimensão, dos quais se propõe a existência de espaços de cafetaria, restauração e pequeno comércio, bem como a acomodação de indústrias criativas/ oficinas de arte que podem constituir um ponto importante de promoção de actividades do parque.

A construção de um novo sistema de plataformas permitiu conquistar território a duas cotas distintas (à cota da plataforma mas também ao nível do parque urbano). Foram, deste modo, estruturados alguns módulos, de dimensões semelhantes, aos quais se associam pátios que permitem cumprir as necessidades de luz e ventilação. Estes pátios são, de igual modo, essenciais para a estruturação das plataformas (cota superior), delimitando zonas permeáveis e arborizadas de zonas impermeáveis, onde se localiza o programa. A ideia de massa foi claramente importante no desenho destes módulos e na forma como eles se relacionam com o parque urbano, reforçando a ideia do muro enquanto elemento claramente estruturante e unitário, de grande força.
A construção de um novo sistema de plataformas permitiu conquistar território a duas cotas distintas (à cota da plataforma mas também ao nível do parque urbano). Foram, deste modo, estruturados alguns módulos, de dimensões semelhantes, aos quais se associam pátios que permitem cumprir as necessidades de luz e ventilação. Estes pátios são, de igual modo, essenciais para a estruturação das plataformas (cota superior), delimitando zonas permeáveis e arborizadas de zonas impermeáveis, onde se localiza o programa. A ideia de massa foi claramente importante no desenho destes módulos e na forma como eles se relacionam com o parque urbano, reforçando a ideia do muro enquanto elemento claramente estruturante e unitário, de grande força.




ÍNDICE PROJETO
 
FRENTE RIBEIRINHA
Universidade de Lisboa

Entre Sta. Apolónia e Xabregas
Este projecto debruçou-se sobre a Frente Ribeirinha de Lisboa, entre a Estação de Santa Apolónia e a Rua Gualdim Pais, onde se implanta a linha ferroviária, a Av. Infante D. Henrique e o Terminal de Contentores, sendo uma área fortemente marcada pela presença de infra-estruturas.
O presente projecto constitui o Projecto Final de Mestrado Integrado de Arquitectura, cuja temática consiste numa reflexão crítica sobre a Frente Ribeirinha compreendida entre a Estação de Santa Apolónia e a Rua Gualdim Pais.

A possibilidade, lançada pela Câmara Municipal de Lisboa no âmbito deste exercício, de desactivação das infra-estruturas ferroviária e portuária constituiu um potencial de transformação de grande escala que, neste trabalho, se procurou desenvolver.

Neste âmbito, a leitura dos processos de ocupação constitui o ponto central de investigação e de compreensão da identidade e imagem, outrora existente e hoje totalmente perdida.

A compreensão dos diferentes limites deste território, sucessivamente manipulados pelo Homem através da construção de aterros, permitiu compreender a implantação dos inúmeros palácios, quintas senhoriais e conventos, bem como a relação directa que estes estabeleciam com o Rio Tejo e com as praias fluviais existentes antes do período industrial.

A proposta de intervenção consiste na reinterpretação da antiga margem da cidade, hoje representada pelo muro de contenção da ferrovia, e na sua transformação num sistema totalmente permeável de muros, plataformas e elementos de transição de cota.

Este sistema encontra-se intimamente relacionado com um novo parque urbano que pretende reconstituir o espaço de respiração outrora protagonizado pelo Tejo, devolvendo-o à cidade.

O parque apresenta três momentos de excepção, correspondentes aos três vales interiores, em que o parque se une ao rio.

A frente edificada é, por sua vez, um prolongamento daquilo que foi e é a frente ribeirinha de Lisboa, pontuada por edifícios singulares e por estruturas portuárias, hoje reinterpretadas.