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Desde sempre as igrejas constituíram sinais de identificação e domínio territorial, com gestão espiritual e material das localidades. A qualidade territorial da arquitectura românica é acentuada por Joaquim de Vasconcelos, ao referir que «se integra de tal maneira no ambiente da paisagem que a envolve, que dir-se-ia gerada na escala das suas grandezas». Historicamente, falar de Sanfins implica remontar muitos séculos na história. Desde o século V até ao século XXI, muitos são os testemunhos existentes, permitindo-nos viajar pelo tempo à descoberta das raízes históricas de toda esta localidade.
Desde sempre as igrejas constituíram sinais de identificação e domínio territorial, com gestão espiritual e material das localidades. A qualidade territorial da arquitectura românica é acentuada por Joaquim de Vasconcelos, ao referir que «se integra de tal maneira no ambiente da paisagem que a envolve, que dir-se-ia gerada na escala das suas grandezas». Historicamente, falar de Sanfins implica remontar muitos séculos na história. Desde o século V até ao século XXI, muitos são os testemunhos existentes, permitindo-nos viajar pelo tempo à descoberta das raízes históricas de toda esta localidade.

O interesse pela arquitectura românica no Alto Minho, fez com que fizéssemos uma pesquisa mais aprofundada no tema e, consequentemente, descobríssemos um vasto património em ambas as margens do rio Minho, onde se incluem castelos, igrejas, pontes e mosteiros. Pelo que foi possível observar aquando da visita aos monumentos, parte deste património, que data do início da nossa nação com D. Afonso Henriques, está esquecido e ao abandono e, por isso, consideramos que seria fundamental inventariar e divulgar todo este património criando uma rota pela arquitectura românica no Vale do Minho, tal como já existe no Vale do Sousa e Tâmega.
O interesse pela arquitectura românica no Alto Minho, fez com que fizéssemos uma pesquisa mais aprofundada no tema e, consequentemente, descobríssemos um vasto património em ambas as margens do rio Minho, onde se incluem castelos, igrejas, pontes e mosteiros. Pelo que foi possível observar aquando da visita aos monumentos, parte deste património, que data do início da nossa nação com D. Afonso Henriques, está esquecido e ao abandono e, por isso, consideramos que seria fundamental inventariar e divulgar todo este património criando uma rota pela arquitectura românica no Vale do Minho, tal como já existe no Vale do Sousa e Tâmega.

Analisando todo o conjunto arquitectónico em torno da igreja, pareceu-nos útil criar algo mais a par do centro interpretativo que levasse as pessoas a deslocarem-se àquele local para prática de actividades relacionadas com a natureza e para isso propomos a criação de rotas temáticas com equipamentos de apoio nas antigas dependências do mosteiro. Desta forma, o visitante para além do âmbito cultural poderia usufruir da natureza com actividades lúdicas e, assim, propõe-se a criação de 4 rotas com temáticas diferentes.
Analisando todo o conjunto arquitectónico em torno da igreja, pareceu-nos útil criar algo mais a par do centro interpretativo que levasse as pessoas a deslocarem-se àquele local para prática de actividades relacionadas com a natureza e para isso propomos a criação de rotas temáticas com equipamentos de apoio nas antigas dependências do mosteiro. Desta forma, o visitante para além do âmbito cultural poderia usufruir da natureza com actividades lúdicas e, assim, propõe-se a criação de 4 rotas com temáticas diferentes.

Depois de uma visita pela região constatamos que parte do património se encontra no esquecimento e urge intervir com o intuito de conservar, valorizar e salvaguardar os edifícios caídos no abandono tornando-os aptos a satisfazer as exigências do presente. «o arquiteto não pode fantasiar em arquitetura; faz experiências, organiza processos construtivos, mas não pode mais do que redescobrir aquilo que já existia antes, de uma forma intencional e com racionalidade» - Carrilho da Graça, 2000
Depois de uma visita pela região constatamos que parte do património se encontra no esquecimento e urge intervir com o intuito de conservar, valorizar e salvaguardar os edifícios caídos no abandono tornando-os aptos a satisfazer as exigências do presente. «o arquiteto não pode fantasiar em arquitetura; faz experiências, organiza processos construtivos, mas não pode mais do que redescobrir aquilo que já existia antes, de uma forma intencional e com racionalidade» - Carrilho da Graça, 2000

Havia a necessidade de complementar o conjunto com alojamento para a permanência de pessoas naquele local por vários dias. Propõe-se então que esse alojamento seja feito nas antigas instalações do mosteiro, com 5 quartos, cozinha, refeitório, biblioteca e uma cafetaria de apoio ao centro interpretativo.
Havia a necessidade de complementar o conjunto com alojamento para a permanência de pessoas naquele local por vários dias. Propõe-se então que esse alojamento seja feito nas antigas instalações do mosteiro, com 5 quartos, cozinha, refeitório, biblioteca e uma cafetaria de apoio ao centro interpretativo.

Fotografias da maquete de estudo
Fotografias da maquete de estudo

O quarto foi pormenorizado e optou-se por esconder o mobiliário de maiores dimensões, ficando as portas envolvidas na estereotomia do revestimento em madeira. É possível seguir as linhas do pavimento pela parede e pelo revestimento do tecto.
O quarto foi pormenorizado e optou-se por esconder o mobiliário de maiores dimensões, ficando as portas envolvidas na estereotomia do revestimento em madeira. É possível seguir as linhas do pavimento pela parede e pelo revestimento do tecto.

A igreja será transformada em centro interpretativo do românico do vale do Minho pelo facto de ser um monumento dessa época a expor o românico e pela ausência do culto por parte da população, justificado pela existência de outra igreja no centro da freguesia. No seu interior serão expostas fichas técnicas com fotografias dos 26 monumentos portugueses que integram a rota. De forma a respeitar o valor arquitectónico do espaço existente, o centro interpretativo localizado no interior da igreja São Fins de Friestas, introduz apenas peças expositivas autónomas e flexíveis permitindo uma intervenção mínima no património.
A igreja será transformada em centro interpretativo do românico do vale do Minho pelo facto de ser um monumento dessa época a expor o românico e pela ausência do culto por parte da população, justificado pela existência de outra igreja no centro da freguesia. No seu interior serão expostas fichas técnicas com fotografias dos 26 monumentos portugueses que integram a rota. De forma a respeitar o valor arquitectónico do espaço existente, o centro interpretativo localizado no interior da igreja São Fins de Friestas, introduz apenas peças expositivas autónomas e flexíveis permitindo uma intervenção mínima no património.




ÍNDICE PROJETO
 
REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANFINS
Universidade Lusíada do Porto

Centro Interpretativo do Românico do Vale do Rio Minho
O projecto aborda a intervenção num edifício românico garantindo a salvaguarda da memória, preservando os espaços edificados e atribuindo uma componente cultural associada – o Centro Interpretativo do Românico do Vale do rio Minho.
O património edificado na época românica no vale do rio Minho foi o nosso ponto de partida para este trabalho de investigação. Tendo em conta as suas características e importância, optamos por fazer um inventário de todos os monumentos com o objectivo de percebermos qual o seu estado de conservação, inserção no local e as relações entre si.

Entendemos ser oportuno o estudo das abordagens de intervenção num edifício românico, no sentido de o salvaguardar e conservar, concedendo-lhe uma nova função que, no nosso caso, passa pela criação de um centro interpretativo do românico do vale do rio Minho, dada a proliferação de edifícios desta época ao longo deste vale. A recuperação deste património pode complementar a oferta turística existente e dinamizar o grande potencial paisagístico que nos é dado pela natureza.

Embora a igreja tenha tido uma intervenção no século XX, o mosteiro adjacente está actualmente num avançado estado de degradação, mas tirando partido da sua localização, após uma intervenção de salvaguarda e valorização pretende assumir um papel determinante na dinamização da envolvente próxima com potencial turístico e cultural. Depois de estudadas várias possibilidades programáticas de intervenção - entre as quais a interpretação do património arquitectónico de origem românica - analisamos referências e cartas do património, a relação entre o existente e o novo e definimos a atitude a tomar na nossa proposta.

No âmbito de uma intervenção num edifício de valor histórico e documental devemos assumir duas realidades distintas - o “novo” e o “velho” e assegurar um ponto de equilíbrio entre a continuidade e a ruptura da história do edifício. Com este trabalho conseguimos reunir o património românico do vale do rio Minho num centro interpretativo apresentando uma proposta para requalificação de um dos monumentos seguindo valores e princípios de intervenção no património.