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A entrada revela-se com dois muros e uma rampa larga que dá acesso a um pátio. Uma promenade architecturale, que se desce de frente para o rio, sendo este é a única e última coisa que se vê. Mais uma vez, a ideia de estar a entrar para o Tejo está latente.
A entrada revela-se com dois muros e uma rampa larga que dá acesso a um pátio. Uma promenade architecturale, que se desce de frente para o rio, sendo este é a única e última coisa que se vê. Mais uma vez, a ideia de estar a entrar para o Tejo está latente.

Consolida-se esta área junto ao Tejo que, uma vez que de difícil acesso, se quer juntar à cidade. A Av. 24 de Julho, com as sucessivas faixas de automóvel, linha de eléctrico e linha de comboio, mantêm este afastamento muito rígido
Consolida-se esta área junto ao Tejo que, uma vez que de difícil acesso, se quer juntar à cidade. A Av. 24 de Julho, com as sucessivas faixas de automóvel, linha de eléctrico e linha de comboio, mantêm este afastamento muito rígido

Como as pedras da muralha de lioz, que tem as suas interrupções nas docas, ou os seus acrescentos, como a plataforma dos contentores do porto de Lisboa, é um projecto de cheios e vazios, de espaços mais íntimos ou mais abertos que respondem ao programa propondo espaços de maior e menor luminosidade, espaços de maior intimidade e mais sombrios. Ao mesmo tempo entende-se a imagem exterior do edifi co através da criação de uma praça no limite entre o meio sólido e o meio liquido, sendo uma charneira entre espaços de diferentes valias.
Como as pedras da muralha de lioz, que tem as suas interrupções nas docas, ou os seus acrescentos, como a plataforma dos contentores do porto de Lisboa, é um projecto de cheios e vazios, de espaços mais íntimos ou mais abertos que respondem ao programa propondo espaços de maior e menor luminosidade, espaços de maior intimidade e mais sombrios. Ao mesmo tempo entende-se a imagem exterior do edifi co através da criação de uma praça no limite entre o meio sólido e o meio liquido, sendo uma charneira entre espaços de diferentes valias.

O edifício dos banhos é desenhado através de cheios e vazios, de matéria e luz, de refl exos e brilhos incidindo sobre superfícies variadas onde a presença da água é determinante no desenho de espaços e dos seus vazios, onde a luz poderá ser explorada de forma contemporânea devido à liberdade dos variados espaços
O edifício dos banhos é desenhado através de cheios e vazios, de matéria e luz, de refl exos e brilhos incidindo sobre superfícies variadas onde a presença da água é determinante no desenho de espaços e dos seus vazios, onde a luz poderá ser explorada de forma contemporânea devido à liberdade dos variados espaços

Adaptando o edifício ao lugar é necessário utilizar matérias existentes na zona, como o lioz; e betão pela possibilidade construtiva e plástica mas também pela capacidade de responder à passagem do tempo e a água que é o centro de um programa como uns banhos em que é possível explorar ao máximo a propriedade refl exiva. Interessa também explorar o confronto entre os espaços interiores, criando espaços de maior rigor e de maior liberdade, sempre com a presença constante da água e da luz.
Adaptando o edifício ao lugar é necessário utilizar matérias existentes na zona, como o lioz; e betão pela possibilidade construtiva e plástica mas também pela capacidade de responder à passagem do tempo e a água que é o centro de um programa como uns banhos em que é possível explorar ao máximo a propriedade refl exiva. Interessa também explorar o confronto entre os espaços interiores, criando espaços de maior rigor e de maior liberdade, sempre com a presença constante da água e da luz.

Tentando compreender a complexidade dos espaços, associados ao programa, trabalhando sempre com a luz como elemento fundamental, uma vez que esta é uma qualidade do espaço que não pertence só à arquitectura mas sim à vida e ao mundo e que em arquitectura é utilizada sob uma forma poética de capturar a ideia de limite. Tendo a luz como matéria continua, torna-se importante trabalhar os tectos de todos os espaços de modo a que esta matéria incida em cada espaço de forma diferente e crie no homem diferentes formas de sentir o espaço.
Tentando compreender a complexidade dos espaços, associados ao programa, trabalhando sempre com a luz como elemento fundamental, uma vez que esta é uma qualidade do espaço que não pertence só à arquitectura mas sim à vida e ao mundo e que em arquitectura é utilizada sob uma forma poética de capturar a ideia de limite. Tendo a luz como matéria continua, torna-se importante trabalhar os tectos de todos os espaços de modo a que esta matéria incida em cada espaço de forma diferente e crie no homem diferentes formas de sentir o espaço.

O caldarium é um espaço de conversa, vapor e água quente. O tecto em abobada com uma entrada de luz centrada no tanque, potencia a penumbra no banco a toda a volta do espaço. O tanque é circular como a sala, promovendo a conversa entre os utilizadores do espaço. O tepidarium é a sala de estar destes banhos. Desta forma, é o maior espaço e mais polivalente, apresentando até mesmo um tanque interior e um tanque exteriror com dois pátios que permitem sentir a diferença térmica entre a água e o exterior. A piscina de esforço é uma piscina de 25 metros onde os utilizadores desafi am o corpo para que a experiencia do banho seja mais enriquecedora. Este espaço tem também contacto visual com o rio, através de um grande vão. Quem nada nesta piscina fá-lo em direcção ao rio Tejo e mais uma vez se nota a sensação de mergulhar no rio.
O caldarium é um espaço de conversa, vapor e água quente. O tecto em abobada com uma entrada de luz centrada no tanque, potencia a penumbra no banco a toda a volta do espaço. O tanque é circular como a sala, promovendo a conversa entre os utilizadores do espaço. O tepidarium é a sala de estar destes banhos. Desta forma, é o maior espaço e mais polivalente, apresentando até mesmo um tanque interior e um tanque exteriror com dois pátios que permitem sentir a diferença térmica entre a água e o exterior. A piscina de esforço é uma piscina de 25 metros onde os utilizadores desafi am o corpo para que a experiencia do banho seja mais enriquecedora. Este espaço tem também contacto visual com o rio, através de um grande vão. Quem nada nesta piscina fá-lo em direcção ao rio Tejo e mais uma vez se nota a sensação de mergulhar no rio.

A gruta é um espaço misterioso composto por dois tanques altos e profundos. O primeiro é mais pequeno e sem luz; o segundo é maior e com uma grande entrada de luz no tecto. Entre eles, um espaço baixo, mas com água, conecta os dois tanques, só podendo ser possível ir para a luz através da água.
A gruta é um espaço misterioso composto por dois tanques altos e profundos. O primeiro é mais pequeno e sem luz; o segundo é maior e com uma grande entrada de luz no tecto. Entre eles, um espaço baixo, mas com água, conecta os dois tanques, só podendo ser possível ir para a luz através da água.




ÍNDICE PROJETO
 
ÁGUA E LUZ ‐ O IMAGINÁRIO DOS BANHOS
Universidade de Lisboa -
Faculdade de Arquitectura

Projecto nas Carreiras da Rocha Conde d’ Óbidos
Este projecto é uma reabilitação do estaleiro naval da Rocha Conde d’ Óbidos. Propõe-se três diferentes programas, todos eles ligados à água e que articulados conseguem servir toda a população lisboeta: umas piscinas exteriores com balneários públicos, uns banhos e uma piscina móvel que flutuará pelo Tejo.
A proposta consiste num ensaio sobre a água e a sua presença na vida do homem em vários níveis - vital, social e lúdico.

Desta forma propõe-se três diferentes programas, todos eles ligados à água e que articulados conseguem servir toda a população lisboeta: umas piscinas exteriores com balneários públicos (praia urbana), uns banhos e uma piscina móvel que flutuará em várias zonas de Lisboa.

A escolha do local de intervenção - próximo ao rio - aponta para a regeneração da frente Tejo, criando um momento de socialização que lembra os largos pontuados pela água ou os mergulhos dados no rio no séc. XIX.

O edifício dos banhos é desenhado através de cheios e vazios, de matéria e luz, incidindo sobre superfícies variadas onde a presença da água é determinante no desenho de espaços e dos seus vazios.

A presente reflexão arquitectónica une as bases fundamentais de arquitectura com a ideia de algo valioso, como um tesouro enterrado.

Constrói-se um refúgio de uma forma muito evidente, através da escavação, alcançando percepções muito diferentes do edifício e dos diferentes espaços.

A possibilidade e a complexidade de geometrias aqui aplicadas transformam o ambiente, em algo calmo e sereno ao mesmo tempo que complexo formalmente e com a constante presença da água.

Em suma, constrói-se uma narrativa associada à água com três elementos, que apesar de fazerem sentido individualmente graças à história de Lisboa com a água, quando trabalhados em conjunto, tornam a memória em algo ainda mais concordante com o lugar, a sua história e o seu futuro.

O projecto evidencia que o corpo se torne protagonista do espaço, dada a profundidade da arquitectura escavada - que suscita emoções estranhas ao homem - e a luz natural - que graças à dinâmica espacial do edifício transforma o vazio num espaço mais vivido.