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Formalmente o Espaço para Criacão Artística é introduzido como um novo elemento na pedreira, um volume rochoso, posicionado entre as duas zonas de extração de mármore. Reconstituí o terreno e recebe inflexões e tensões, próprias da linguagem plástica da pedreira. Ao longe, este elemento novo ajusta o seu aspecto à pré-existência, respeitando a sequência linear da extração do mármore, enquanto que numa observação próxima, diferencia-se. Esta diferença é transmitida pela forma como estruturalmente é composto, que é através da reutilização dos blocos de mármore que se encontram actualmente nas escombreiras, procurando dar uma nova função a este material presentemente sem valor.
Formalmente o Espaço para Criacão Artística é introduzido como um novo elemento na pedreira, um volume rochoso, posicionado entre as duas zonas de extração de mármore. Reconstituí o terreno e recebe inflexões e tensões, próprias da linguagem plástica da pedreira. Ao longe, este elemento novo ajusta o seu aspecto à pré-existência, respeitando a sequência linear da extração do mármore, enquanto que numa observação próxima, diferencia-se. Esta diferença é transmitida pela forma como estruturalmente é composto, que é através da reutilização dos blocos de mármore que se encontram actualmente nas escombreiras, procurando dar uma nova função a este material presentemente sem valor.

Composto por um programa que serve principalmente três núcleos da produção artística: Artes Plásticas, Expressão Corporal e Música. A ideia é juntar “tudo” num lugar de culto, cruzar artes plásticas, livros, música, vídeos, cinema, design, numa espécie de resistência da imaginação e do saber.
Composto por um programa que serve principalmente três núcleos da produção artística: Artes Plásticas, Expressão Corporal e Música. A ideia é juntar “tudo” num lugar de culto, cruzar artes plásticas, livros, música, vídeos, cinema, design, numa espécie de resistência da imaginação e do saber.


Na área das Artes plásticas surgem espaços como os ateliês, uma galeria expositiva e um Laboratório; na Música existem estúdios, tanto de residência como de gravação e ensaio, e um auditório; na Expressão Corporal são os estúdios e uma Black Box. É com base na partilha de espaços (como partilha de experiências e consequentemente de significados) que surge a necessidade de espaços para o encontro, intercâmbio e cooperação- os espaços de contaminação- como a Biblioteca, o Arquivo, a Cantina e o Espaço do Silêncio. Procura-se promover interações, do atelier isolado em estúdio multidisciplinar ou, então, transformar aquele sítio incomunicável com o exterior em lugar onde se pode colecionar experiências, vaguear entre o natural e o artificial, o quotidiano e a arte.
Na área das Artes plásticas surgem espaços como os ateliês, uma galeria expositiva e um Laboratório; na Música existem estúdios, tanto de residência como de gravação e ensaio, e um auditório; na Expressão Corporal são os estúdios e uma Black Box. É com base na partilha de espaços (como partilha de experiências e consequentemente de significados) que surge a necessidade de espaços para o encontro, intercâmbio e cooperação- os espaços de contaminação- como a Biblioteca, o Arquivo, a Cantina e o Espaço do Silêncio. Procura-se promover interações, do atelier isolado em estúdio multidisciplinar ou, então, transformar aquele sítio incomunicável com o exterior em lugar onde se pode colecionar experiências, vaguear entre o natural e o artificial, o quotidiano e a arte.

Deste volume rochoso surge uma fenda que "saí" do interior da pedreira e que vem buscar os utilizadores/visitantes, proporcionando um movimento de entrada como um acto de descoberta e exploração, uma arquitectura que surge do interior da terra (interior da pedreira). Neste volume são "escavados" três pátios que estruturarão e caracterizarão o seu interior: o primeiro pátio, de recepção, apresenta-se como um vazio verde que recebe os visitantes e os reencaminha para o interior
Deste volume rochoso surge uma fenda que "saí" do interior da pedreira e que vem buscar os utilizadores/visitantes, proporcionando um movimento de entrada como um acto de descoberta e exploração, uma arquitectura que surge do interior da terra (interior da pedreira). Neste volume são "escavados" três pátios que estruturarão e caracterizarão o seu interior: o primeiro pátio, de recepção, apresenta-se como um vazio verde que recebe os visitantes e os reencaminha para o interior







ÍNDICE PROJETO
 
ARQUITECTURA PARA TRANSDISCIPLINARIDADE
Universidade de Lisboa -
Faculdade de Arquitectura

Pedreira Devoluta: Projecto para um Espaço de Criação Artística
Este território, enquanto entidade natural, pode conter em si próprio, a habilidade, o embrião, a competência de se construir e constituir em lugar.
O habitar do território, a pegada do homem que o referencia e lhe confere sentido, em suma, o gesto de determinação de uma ordem, operam a transição do território para o lugar; tal como a ponte, em Heidegger, a arquitetura é esse gesto que se consolida porque o homem lhe dá, por assim dizer, razão de Ser. Este trabalho relata o território das pedreiras devolutas de mármore de Vila Viçosa, num Alentejo perfurado e desenhado pelo homem, sob olivais e searas, e uma arquitetura imaginada que revisita o território, com o desejo de o transformar num lugar das artes. Este território, num gesto de revisitação da ruína de uma pedreira desativada, porque habitada, ainda que só na imaginação, torna-se cultura, e assim sendo, matéria da Arquitetura. O projeto propõe uma reflexão para a concepção de um Espaço para a Criação Artística, uma unidade que encontra um território específico, no qual circunscreve um sentido ao tecido rasgado da paisagem. Parte-se da hipótese de que a preservação e reabilitação deste tipo de território, dentro da paisagem transformada, pode conter em si próprio, uma estratégia de projeto conciliável, por um lado, com a criação de novas soluções para as práticas artísticas cada vez mais transdisciplinares e, por outro, com a regeneração de um território outrora impermeável à vida humana e à existência de “lugar”. Neste contexto, e partindo da premissa que a arquitetura envolve não só o edifício, mas também as estratégias projetuais de carácter ativo, são revistos espaços que baseiem a sua existência numa rede de relações entre artistas, espectadores e a sociedade, com espaços simultaneamente de produção, habitação, investigação e partilha. Este espaço será então entendido como local não só de exposição/apresentação (que já existem em grande número) mas, e em primeiro plano, como um espaço de criação e de incubação de conteúdos, realçando o ato de criar como sendo o evento em si.