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Bairro da Malagueira e Centro histórico de Évora - Plano geral
Bairro da Malagueira e Centro histórico de Évora - Plano geral

O Percurso
O Percurso

Planta cota -6.00
Planta cota -6.00

1. Corte Auditório 3 / Montacargas 2. Corte Biblioteca / Arquivo
1. Corte Auditório 3 / Montacargas 2. Corte Biblioteca / Arquivo

Proposta de um novo espaço urbano - Maqueta 1:200
Proposta de um novo espaço urbano - Maqueta 1:200

Relação entre a estrada e o novo espaço público - Planta cota do jardim
Relação entre a estrada e o novo espaço público - Planta cota do jardim

Vista interior do muro - Fotomontagem
Vista interior do muro - Fotomontagem

O Muro e o jardim/percurso - corte
O Muro e o jardim/percurso - corte




ÍNDICE PROJETO
 
MURO HABITADO
Universidade de Évora

Percurso pedonal de ligação entre o centro histórico de Évora e o Bairro da Malagueira.
Pretende-se reflectir acerca da cidade de Évora, as suas ligações pedonais e os seus limites urbanos.
A proposta possibilita uma ligação que cosa os fragmentos que fazem parte da cidade unindo o centro Histórico de Évora, um núcleo bastante consolidado e encerrado dentro dos seus limites e o Bairro da Malagueira na sua periferia.
É um percurso que desenha o sítio; um novo limite que funciona como um sistema de infra-estrutura e o ocupa com um programa cultural.

O sítio é um fragmento na cidade. É o resultado de pressões económicas e planos urbanísticos mal executados. É acima de tudo, um espaço onde se confrontam as necessidades actuais do carro, com a circulação viária em torno da muralha, o muro do cemitério (como único limite bem definido). Umas construções quase ao abandono de possível apoio aos vestígios de hortas que ali se encontram, e uma bomba de gasolina que apoia a maior estrada de entrada na cidade para quem vem de Lisboa - como uma faixa quente de alcatrão que sufoca qualquer actividade lúdica prevista para o local.
Mas o que é resultado de múltiplas intenções, por vezes transforma-se no “nada”, impossibilitando à partida, que a cidade se torne num organismo composto por varias partes, mas que funcionam ente si.
Devemos então aceitar e entender a especificidade do local. Tentar encontrar em cada sítio o que nele permite sonhar, procurando a resposta para a sua reinvenção.

O projecto traduz-se num limite. Limite este construído por um Muro (infra-estrutura), que tenta ler o sítio e o organiza, aproxima dois pontos da cidade, e protege o percurso. Surge como a extensão das ruas da cidade ate ao suporte de infra-estruturas do Bairro da Malagueira

O Muro torna-se percurso, um vazio retirado da matéria que constitui o limite.
Ao olharmos à volta, tudo é matéria, tudo o que podemos tocar é um corpo físico. Mas também podemos pensar no espaço ocupado por essa matéria. Transformamos o vazio de uma sala em matéria, e a espessura dos seus limites, que um dia foram matéria (paredes), tornam-se percorríveis. Passamos a “respirar matéria”, a viver em contacto permanente com os componentes dos materiais, tirando partido de tudo o que nos oferece.