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O edifício implanta-se segundo uma lógica de articulação entre a cidade e o rio
O edifício implanta-se segundo uma lógica de articulação entre a cidade e o rio

A variação de cotas entre os espaços permite o acompanhamento da descida em direcção ao rio através do próprio edifício
A variação de cotas entre os espaços permite o acompanhamento da descida em direcção ao rio através do próprio edifício

A articulação entre espaços através de plataformas permite explorar também diferentes formas de luz
A articulação entre espaços através de plataformas permite explorar também diferentes formas de luz

A relação de proximidade entre o jardim e o edificado assume uma presença importante no conjunto
A relação de proximidade entre o jardim e o edificado assume uma presença importante no conjunto

O sistema estrutural e construtivo foi encarado como um elemento mais de criação de espaço e ambiente na sala de intervenção artística
O sistema estrutural e construtivo foi encarado como um elemento mais de criação de espaço e ambiente na sala de intervenção artística

Axonometria do conjunto.
Axonometria do conjunto.

Cada nível assume uma realidade formal e material distinta (Escavação-Circulação-Relação)
Cada nível assume uma realidade formal e material distinta (Escavação-Circulação-Relação)




ÍNDICE PROJETO
 
CENTRO DE CULTURA CONTEMPORÂNEA DE LISBOA
Universidade de Évora

Com base na tentativa de restruturação de uma zona fabril obsoleta e bloquadora de relações entre a cidade e o rio, surgiu a necessidade de um centro gerador de cultura que introduzi-se de novo a relação de proximidade entre as pessoas e o seu património edificado. Com base nesta permissa, o centro de cultura contemporânea vem assim assumir-se como este elo de ligação entre as pessoas e o seu entorno natural e histórico.
A importância do Centro de Cultura Contemporânea de Lisboa é reforçada pela reordenação que este efetua em toda a zona envolvente ao palácio da Mitra, onde um crescimento industrial descontrolado e consequente abandono deixou uma marca negativa no local.
A dificuldade de acesso ao palácio do Século XVII e aos seus jardins foram assumidos neste projeto como uma oportunidade para estabelecer novas relações e ligações com a sua envolvente, procurando uma melhora local que incentive a reestruturação desta zona da cidade.
O edificio assume a totalidade do lugar até aqui ocupado por uma antiga fábrica, onde funcionaram diversas atividades que neste momento se encontram interrompidas e em estado de degradação. A presença desta fábrica veio interromper uma lógica forte de relação de desafogo e presença perante o rio da qual os palácios gozaram durante longas décadas na cidade.
A possibilidade de atravessamento através de diversas plataformas de relação entre a rua e o interior do quarteirão onde se encontra o palácio, permite estabelecer novas ligações culturais e lúdicas em torno de um elemento (Palácio da Mitra) que em tempos gozou deste mesmo carácter.
A uma cota superior (+ 18.00), encontra-se uma rampa de acesso de relação entre a rua e o recuperado jardim que permite um atravessamento livre através do conjunto e que estabelece uma nova lógica de movimentação na ligação da freguesia de Marvila com o rio.
Numa ligação intermédia com a rua Pereira Henriques (cota + 13.00), uma passagem mais direta, articula a relação entre os jardins e o acesso á sala de intervenção, onde as maiores exposições e trabalhos realizados no próprio centro podem ser mostrados ao público.
Com acesso direto pela Rua do Açúcar (cota + 5.00), todo o programa de formação e divulgação de arte é acessível e permite igualmente uma ligação com o espaço da sala de intervenção. A este nível, os espaços lúdicos e de formação interligam-se permitindo uma relação mais intima entre os artistas e os visitantes do Centro de Cultura.
Todo este conjunto de espaços relacionados com a arte são ligados e articulados por um anel circulável que envolve todo o conjunto e permite relações físicas, visuais e sensoriais entre o interior dos espaços do Centro e os espaços exteriores de jardim.
Este elemento de circulação é definido pela riqueza de articulação entre várias cotas, escalas e receção de luz, o que pretende atribuir a este percurso uma riqueza espacial que o transforme numa narrativa de um legado de relações entre edifícios e jardins.
O estudo e interpretação de relações entre o espaço construído e o espaço de jardim nesta proposta, foi transposto também no seu sistema construtivo e na narrativa que este sistema implementa na leitura do espaço expositivo.