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Vista aérea do campus EHL - situação existente (em cima) e proposta (em baixo).
Vista aérea do campus EHL - situação existente (em cima) e proposta (em baixo).

Plantas dos principais pisos: Piso 0 - cota 837 (enterrado a Norte e com frente para Sul); Piso 1 - cota 840 (enterrado a Norte e com frente para Sul); Piso 3 (enterrado a Norte no sector Poente do piso e com frente para Sul e Norte no Sector Nascente)
Plantas dos principais pisos: Piso 0 - cota 837 (enterrado a Norte e com frente para Sul); Piso 1 - cota 840 (enterrado a Norte e com frente para Sul); Piso 3 (enterrado a Norte no sector Poente do piso e com frente para Sul e Norte no Sector Nascente)

Axonometria parcial da proposta (em cima); Esquema axonométrico do programa (em baixo)
Axonometria parcial da proposta (em cima); Esquema axonométrico do programa (em baixo)

Vista da entrada nova para o espaço comum de jardim (em cima); Cortes e alçados gerais
Vista da entrada nova para o espaço comum de jardim (em cima); Cortes e alçados gerais

(em cima) Vista do espaço interior comum da residência - à direita, os quartos Tipo A; à esquerda, um dos pátios; (em baixo, à esquerda) Planta parcial dos quartos tipo de hotel de treino (em baixo, à direita) Planta parcial dos quartos tipo B da residência
(em cima) Vista do espaço interior comum da residência - à direita, os quartos Tipo A; à esquerda, um dos pátios; (em baixo, à esquerda) Planta parcial dos quartos tipo de hotel de treino (em baixo, à direita) Planta parcial dos quartos tipo B da residência

(em cima) Planta do quarto tipo A da residência (em baixo) Vista de um dos gavetos da residência com quartos tipo A - quartos com espaços individuais de jardim de inverno/ varanda e grande abertura comum na extremidade.
(em cima) Planta do quarto tipo A da residência (em baixo) Vista de um dos gavetos da residência com quartos tipo A - quartos com espaços individuais de jardim de inverno/ varanda e grande abertura comum na extremidade.

(em cima) Maqueta com proposta final (no meio) Maqueta de estudo (em baixo) Estudo de distribuição programática no terreno
(em cima) Maqueta com proposta final (no meio) Maqueta de estudo (em baixo) Estudo de distribuição programática no terreno




ÍNDICE PROJETO
 
EHL - ESCOLA E CASA DO ESTUDANTE
Universidade do Porto

A pesquisa de projecto baseia-se na problematização de diferentes dialéticas que uma combinação programática Escola/Residência pressupõe: público/privado, colectivo/individual,laboral/ doméstico. Na relação com outras - interior/exterior, opaco/transparente - permanentes em arquitectura, constrói-se, recorrendo a acções de construção, demolição e preservação, um sistema orgânico a que se chama “campus”.
O presente projecto de tese trata a requalificação e ampliação do Campus da Ecole Hôtelière de Lausanne, na Suiça. O existente Campus conta com um grande edifício da Escola (a manter), a escola fundacional - edifício do chalet (a manter), e os diferentes edifícios de residências de estudantes e respectivos equipamentos desportivos. Pretendia-se adicionar novas funções - área para start-ups e hotel de treino- e repor os equipamentos desportivos, bem como os 600 módulos habitacionais, aumentando a capacidade para 920. Decidiu-se demolir esse conjunto habitacional e de lazer existente, dando mais hipóteses de sucesso ao redesenho dos espaços do Campus que, pela sua extensão (cerca de 40 000 m2), representam importante desenho de cidade. A estruturação temática da pesquisa encontra o seu primeiro ponto justamente na "transformação do lugar". A acção efectiva sobre o lugar requeria uma resposta à relação entre "destruição, preservação e construção". A intervenção pretende conviver e, sobretudo não negar, a condição híbrida do lugar, cercado de infraestrutura viária, mas envolvido por vegetação densa e habitação de baixa densidade.
A proposta varia entre uma intervenção mais topográfica na zona de contacto com as existências, e uma intervenção mais afirmativa nas extremidades, partindo da hipótese de cidade linear interior, ligando as funções, e respondendo assim ao problema do rigoroso clima suíço. As nuances da intervenção organizam diversas zonas comuns, entre a introspecção e a abertura para o lugar. Por exemplo, a depressão topográfica na área de residência com uma só frente (encaixada no terreno), permite gerar uma zona acusticamente favorável em relação à via rápida a Sul. No exterior, o espaço de jardim expande-se e, nesta zona central, é potenciado pela presença do pavilhão desportivo e ginásios. Com o desenho quebrado nas áreas de residência evitam-se os comprimentos exagerados de corredor, e geram-se sucessivamente ângulos concâvos entre as fachadas dos quartos. Assim, os quartos olham-se entre si. Pretende-se gerar um sentimento de comunidade. A estratégia para a disposição dos quartos no Hotel de treino é praticamente oposta. Numa torre, perde-se o sentido de percurso horizontal no território e os quartos não se olham entre si. Aqui, não se pretende potenciar uma comunidade, dada a condição de curta duração na permanência do hóspede. Este foi outro ponto da pesquisa para a definição do(s) habitar(es): o levantamento do tipo de usuários, e a sua condição de permanência/ efemeridade. A variedade de usuários e as suas possibilidades de interacção com os espaços geraram a matéria para o desenho das partes no todo, dos órgãos no organismo; do quarto à residência, da residência ao campus.