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No local de intervenção existem várias camadas horizontais, físicas, imateriais, naturais ou artificiais que dão diferentes velocidades ao território, desde a velocidade da luz à velocidade de crescimento natural das plantas e que se traduzem em viadutos, pontes, fluxos de águas naturais (ribeira), rede elétrica e agricultura. A ferida gerada pela periurbanização desde a sua emancipação como cidade, causou problemas na malha urbana e no seu traçado viário. A estrutura viária que hoje existe divide literalmente o território e dificulta as conexões pedestres.
No local de intervenção existem várias camadas horizontais, físicas, imateriais, naturais ou artificiais que dão diferentes velocidades ao território, desde a velocidade da luz à velocidade de crescimento natural das plantas e que se traduzem em viadutos, pontes, fluxos de águas naturais (ribeira), rede elétrica e agricultura. A ferida gerada pela periurbanização desde a sua emancipação como cidade, causou problemas na malha urbana e no seu traçado viário. A estrutura viária que hoje existe divide literalmente o território e dificulta as conexões pedestres.

O sistema palafítico surge como solução consequente da facilitação de conexões pelo Metropolitano de Lisboa, tornando-se um catalisador da comunicação e de aproximação. Estes tipos de ligações acontecem em diferentes momentos, devido à necessidade de criar privacidade nos percursos. Assim, a proxi-conection será um conjunto de infraestruturas constituídas por habitações, acessos e hortas comunitárias.
O sistema palafítico surge como solução consequente da facilitação de conexões pelo Metropolitano de Lisboa, tornando-se um catalisador da comunicação e de aproximação. Estes tipos de ligações acontecem em diferentes momentos, devido à necessidade de criar privacidade nos percursos. Assim, a proxi-conection será um conjunto de infraestruturas constituídas por habitações, acessos e hortas comunitárias.

A construção desta vila, proporciona um novo sistema de mobilidade no território, priorizando os recursos locais (nomeadamente através da venda dos produtos hortícolas provenientes das hortas) de forma a antecipar um período de mudanças climáticas cada vez mais inconstantes e de escassez de recursos naturais.
A construção desta vila, proporciona um novo sistema de mobilidade no território, priorizando os recursos locais (nomeadamente através da venda dos produtos hortícolas provenientes das hortas) de forma a antecipar um período de mudanças climáticas cada vez mais inconstantes e de escassez de recursos naturais.

O desenho final do módulo habitacional foi o resultado dos inputs gerados pelo lugar, particularmente a onda de ruído e a necessidade de transformar o modelo tradicional retilíneo de forma a facilitar a junção entre os módulos na harmonização com a infraestrutura preexistente.
O desenho final do módulo habitacional foi o resultado dos inputs gerados pelo lugar, particularmente a onda de ruído e a necessidade de transformar o modelo tradicional retilíneo de forma a facilitar a junção entre os módulos na harmonização com a infraestrutura preexistente.

O projeto consiste num sistema autónomo que integra o meio ambiente juntamente com os seus fatores naturais e aproxima arquitetonicamente as infraestruturas existentes. Assim associa a arquitetura e a tecnologia com a finalidade de canalizar energia, água, alimentos, resíduos e fluxos dentro de um único “empreendimento” com o intuito de reduzir a dependência de redes de infraestruturas externas centralizadas.
O projeto consiste num sistema autónomo que integra o meio ambiente juntamente com os seus fatores naturais e aproxima arquitetonicamente as infraestruturas existentes. Assim associa a arquitetura e a tecnologia com a finalidade de canalizar energia, água, alimentos, resíduos e fluxos dentro de um único “empreendimento” com o intuito de reduzir a dependência de redes de infraestruturas externas centralizadas.

Esta nova realidade urbana, proposta nesta dissertação, acarreta a implementação de uma estrutura socioeconómica capaz de sustentar um futuro voltado para as políticas ecológicas e sustentáveis aptas a gerar um conjunto de ferramentas estratégicas e competitivas face aquelas impostas pela metrópole.
Esta nova realidade urbana, proposta nesta dissertação, acarreta a implementação de uma estrutura socioeconómica capaz de sustentar um futuro voltado para as políticas ecológicas e sustentáveis aptas a gerar um conjunto de ferramentas estratégicas e competitivas face aquelas impostas pela metrópole.




ÍNDICE PROJETO
NOMEADO
NOVOS HABITATS
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

SISTEMA PALAFITICO COMO MODELO DE ATIVIDADE E OPORTUNIDADE SOCIOECONÓMICA
A industrialização trouxe consigo uma poderosa ferramenta para o homem, a máquina. A integração do automóvel no quotidiano das sociedades reestruturou o espaço urbano, o que era espaço genuíno tornou-se numa paisagem urbana difusa, dividida por infraestruturas que conectam o urbano ao suburbano. Odivelas é um exemplo concreto da interseção destas infraestruturas viárias, quebrando a continuidade do território no sentido Norte/Sul. Esta conjuntura juntamente com os fatores biofísicos e o histórico de cheias levaram este local a ser investigado. Através da simulação digital foi possível concluir que as infraestruturas (pontes e viadutos) são os locais que garantem mais segurança. Tendo em consideração estas premissas e o Plano Diretor Municipal de Odivelas, foi concebida a Ecoville segundo os princípios do sistema palafítico invertido, garantindo subsistência, ligação, comunicação e proteção. Esta é constituída por um conjunto de módulos habitacionais construídos pela comunidade que os habitará a partir materiais reciclados.